O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No mercado brasileiro, o tal do “2 com 20” já tem seu espaço garantido, mas parece que no exterior o papo não é bem esse
Quer saber se a moeda de um país está na cotação certa? Vá ao McDonald’s e compre um Big Mac — ele deveria custar o equivalente em dólares em qualquer país do mundo, dado que os ingredientes costumam ser os mesmos. Pelo menos foi o que teve em conta a The Economist quando lançou, em 1986, o Índice Big Mac, que compara o preço do sanduíche em 100 países.
Hoje, por exemplo, o Big Mac brasileiro, quando convertido para dólares, é um dos mais baratos do planeta. Isso indicaria para um real desvalorizado demais.
Antes, entretanto, que você se posicione fortemente em reais, há várias críticas ao índice, como a de que ele ignora a existência de muitas outras variáveis, além do preço dos ingredientes, que afetam o preço do Big Mac no mundo.
Ou seja: comparações simples costumam ser bastante perigosas. E por isso não interprete o que trago aqui hoje como uma verdade universal, apenas como um ponto de partida para reflexão.
Há poucas semanas, conversamos neste espaço sobre os custos dos multimercados brasileiros, o clássico 2 com 20 no jargão do mercado — 2 por cento de taxa de administração mais 20 por cento de performance, em geral sobre o que exceder o CDI.
Se você se lembra bem, concluímos que os multimercados que assumem risco de verdade (aqueles que navegam em volatilidade superior a 5 por cento) ainda geram um retorno satisfatório, considerando o custo de oportunidade: uma média de 130 por cento do CDI. Ponderamos, entretanto, que o equilíbrio entre o que ganha o gestor e o que ganha o investidor está cada vez pior.
Leia Também
E como é em outros países do mundo? O 2 com 20 é praxe? Se a comparação quando os ingredientes são os mesmos é difícil, imagine quando não são! Ainda assim, apenas como referência, trouxe hoje um estudo do J.P. Morgan lá fora. E a resposta é não: o 2 com 20 não é praxe.
O J.P. Morgan faz anualmente um levantamento com 227 investidores institucionais, responsáveis por alocar 706 bilhões de dólares em fundos globalmente. Na última edição, somente 4 por cento reportaram ter pagado uma taxa média aos hedge funds de 2 por cento ou mais. Quase metade dos respondentes, 46 por cento, reportou pagar menos de 1,5 por cento de taxa.
Além disso, 67 por cento pagaram em 2018 menos do que 17,5 por cento de taxa de performance. Aqui, é claro, podemos fazer considerações sobre o referencial para cobrança da taxa, dados os juros baixíssimos lá fora, mas, pensando bem, o que realmente importa é o custo de oportunidade.
O desejo de taxas menores é patente lá fora — em sua 16ª edição, pela primeira vez a pesquisa mostrou que mais da metade dos alocadores estão negociando ou pretendem negociar as taxas pagas aos fundos.
Outro ponto que chama atenção no estudo são as preocupações de quem aloca em hedge funds no mundo, sendo uma das principais a percepção de que há muitos fundos disputando as mesmas oportunidades de gerar alfa.
O chamado “style drift” — mudança de estilo de gestão, ou, em bom português, trocar o pneu com o carro andando — também é uma fonte de ansiedade.
Olhar para a fotografia lá de fora nos faz questionar se realmente é aceitável o padrão do mercado brasileiro, de 2 com 20. Pelo Big Mac, até vai. Mas e pelo Cheeseburger?
Uma tendência interessante lá fora, revelada na pesquisa do J.P. Morgan, é o fundo “1 ou 30”.
Como funciona o concorrente do “2 com 20”? Quando o fundo não bate o referencial (em geral, alguma medida da média do mercado), você paga só 1 por cento de taxa de administração. Se ele supera essa marca, aí o gestor fica com 30 por cento do que excedê-la.
Parece um alinhamento interessante: você paga pouco quando o fundo não vai tão bem e recompensa o gestor de forma efusiva quando ele vai bem. Ou seja: salário baixo, bônus alto. O uso do formato quase triplicou do ano passado para cá, de acordo com o levantamento.
Houve muito barulho nas últimas semanas em torno do lançamento de um fundo de ações com taxa de administração zero e 30 por cento de performance, cobrada sobre o que ultrapassar o Ibovespa.
Eu valorizo a tentativa de fazer algo diferente, mais alinhado com o investidor, mas acho que precisamos ver a novidade com alguma perspectiva crítica: eu, particularmente, prefiro a estrutura crescente lá fora, do “1 por cento ou 30 por cento”.
Explico: a gestora é uma empresa e precisa sobreviver também em anos ruins. Apenas dois riscos que me vêm à cabeça:
- Você toparia trabalhar sem salário, somente com o compromisso de receber bônus quando você excedesse as expectativas? Eu não toparia. Será que a gestora vai conseguir manter uma boa equipe para o longo prazo? Ou vai perder as pessoas nos anos em que errar (sim, humanos erram, mesmo quando são muito bons)?
- Se eu só ganho dinheiro quando bato o Ibovespa, posso preferir ficar colado a ele, sem abrir mão das posições principais — e aí é melhor pagar barato por um fundo passivo, né? —, ou até mesmo assumir riscos excessivos para garantir o pão das crianças.
Enfim, parece bonito à primeira vista, mas prefiro ver funcionando por um tempo antes de comprar a ideia.
As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas
Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina
Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores
Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares
Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%
Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país
Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?
A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho
Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central
Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo
25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas
Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”
Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional
Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos
Segundo o cofundador do Linkedin, a maioria dos super-ricos já possui alguma espécie de ‘seguro contra apocalipse’
Data de 25 de janeiro marca os 472 anos da capital, mas feriado municipal no domingo não garante descanso extra para todos os trabalhadores
Propostas iniciais do leilão da Receita Federal começam em R$ 20. O maior valor é de R$ 256 mil.
Ações da Toto subiram 11% na OTC Markets na quinta-feira (22) com aumento de receita com componente de chips
São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do fundo e também contra gestores