Comprar, alugar, construir ou financiar? Os 5 principais tipos de fundos imobiliários do mercado
As regras são as mesmas, mas as estratégias de investimento e os níveis de risco variam entre eles

Você talvez já saiba que fundos de investimento imobiliário (FII) investem em ativos imobiliários e geram uma renda isenta de imposto de renda para os cotistas. Mas você sabia que os tipos de ativos, os níveis de risco, a estratégia do gestor para ganhar dinheiro e a origem e constância desses rendimentos podem variar bastante de um FII para outro? A seguir, você vai conhecer os cinco principais tipos de fundos imobiliários existentes no mercado:
Principais tipos de fundos imobiliários
1. Fundos de renda ou aluguel
Os fundos imobiliários voltados para a geração de renda são aqueles que compram ou constroem imóveis para alugar. Os cotistas desse tipo de fundo recebem, na sua conta, rendimentos periódicos em dinheiro, referentes aos aluguéis dos imóveis da carteira.
Os contratos de aluguel dos imóveis que compõem as carteiras desses FII costumam ser de longo prazo, em geral variando de cinco a dez anos, com correção dos aluguéis por um índice de inflação.
Geralmente, esses FII investem em grandes imóveis corporativos e comerciais e os alugam para locatários de alta qualidade. Atualmente, há fundos que também investem em imóveis residenciais para alugar para pessoas físicas.
O principal risco dos fundos voltados para aluguel é a vacância, que nada mais é do que a possibilidade de os imóveis da carteira ficarem vagos. Perder inquilinos evidentemente diminui a renda com aluguel, o que impacta o rendimento do fundo. Então, quanto mais vazios os imóveis, pior.
[captacao]
Leia Também
Dependendo de como são calculados os aluguéis, estes fundos podem se aproximar mais da renda fixa ou da renda variável.
Se o aluguel tiver um valor fixo, ele será constante e não estará condicionado ao desempenho financeiro dos inquilinos, dando ao fundo uma qualidade mais próxima da renda fixa. Mas há o risco de os inquilinos não poderem pagar o aluguel em algum momento e acabarem dando calote.
Já se o aluguel tiver uma parte fixa e outra variável, em geral ele corresponderá a um valor mínimo mais um percentual das receitas dos inquilinos. Ou seja, o valor absoluto dos rendimentos distribuídos aos cotistas estará condicionado ao desempenho financeiro dos locatários.
Nesse caso, os fundos se assemelham mais a ativos de renda variável, e há risco de os rendimentos diminuírem se os inquilinos não tiverem bom desempenho nas suas atividades.
Onde os fundos de renda costumam investir:
- Shopping centers: um único shopping center já conta com uma grande diversificação de inquilinos. O aluguel costuma ser em grande parte atrelado às receitas das lojas (variável). Ou seja, períodos de vendas ruins podem afetar negativamente o rendimento.
- Lajes corporativas: edifícios de alto padrão alugados para empresas. Alguns fundos investem em vários empreendimentos ou em um único imóvel alugado para vários inquilinos. Outros investem em um único edifício com apenas um inquilino. Ou seja, o FII pode ou não ser diversificado. O aluguel geralmente é fixo e corrigido anualmente pela inflação.
- Galpões logísticos: os fundos podem investir em um ou mais galpões, que em geral são alugados para apenas um inquilino cada um. Os imóveis podem ser ocupados, por exemplo, por centros de distribuição de grandes varejistas, indústrias e empresas de logística. O aluguel costuma ser fixo e corrigido pela inflação.
- Imóveis residenciais: fundos que investem em condomínios residenciais costumam ser bem diversificados, sobretudo do ponto de vista dos inquilinos. Estes, porém, costumam ter mais risco, por serem pessoas físicas.
- Agências bancárias: alugadas para bancos. Os fundos de agências bancárias costumam alugar seus imóveis para um único banco. O aluguel é fixo e reajustado anualmente pela inflação.
- Instituições de ensino e hospitais: imóveis de inquilino único, de fundos que geralmente também só têm um único imóvel. Assim como ocorre com os fundos de shopping, o aluguel é condicionado à receita do locatário e pode variar. Dificuldade de despejo do inquilino, devido à sua função social.
- Hotéis e flats: quartos de hotel e flats (condo-hotéis). O aluguel está condicionado às receitas das unidades, podendo ser afetado negativamente em momentos de crise do setor e baixa demanda por esses tipos de acomodação.
2. Fundos de desenvolvimento
Os fundos de desenvolvimento investem na construção de imóveis para posterior venda. Os ganhos vêm justamente da venda ou do aluguel temporário das unidades.
A incorporação imobiliária é uma atividade de alto risco e, no caso dos FII, o risco do incorporador é transferido para o investidor.
Durante a construção pode ocorrer uma série de problemas, como estouro do orçamento, problemas com licenças e atrasos.
Apesar de serem os FII mais arriscados, o potencial de retorno também é grande.
Fundos de desenvolvimento costumam oferecer a chamada renda mínima garantida aos seus cotistas. Durante a fase de construção dos imóveis, quando os investimentos principais do fundo ainda não geram renda, o FII paga um valor mínimo para incentivar os cotistas a permanecerem.
3. Fundos de compra e venda
Esses FII tentam lucrar com a compra e venda de imóveis. São fundos arrojados, cujo desempenho depende dos ciclos econômicos.
Os rendimentos costumam ser variáveis. Para manter uma renda mínima, esses fundos podem combinar a estratégia de compra e venda com a de aluguel.
4. Fundos de recebíveis imobiliários
Os fundos de recebíveis imobiliários não são “fundos de tijolo”, como os outros tipos de fundos imobiliários da lista, mas “fundos de papel”, pois investem em títulos de renda fixa destinados ao financiamento e desenvolvimento do mercado imobiliário: os CRI, as LH e as LCA.
Os CRI - sigla para Certificados de Recebíveis Imobiliários - são títulos emitidos por companhias securitizadoras para empacotar dívidas imobiliárias e transferir ao comprador do título o direito de receber os futuros pagamentos dos mutuários.
Trata-se, portanto, de um instrumento para que incorporadoras e instituições financeiras antecipem o recebimento das parcelas dos financiamentos imobiliários que concederam, transferindo a investidores o direito de receber os recursos.
Já as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LH (Letras Hipotecárias) são títulos emitidos por instituições financeiras para captar recursos com o objetivo específico de financiar o mercado imobiliário ou conceder financiamentos para a compra de imóveis pelos seus clientes.
Os fundos de recebíveis, portanto, são fundos imobiliários de renda fixa privada. Eles são capazes de pagar uma renda bastante regular, em geral corrigida pela inflação, mas o principal risco dos ativos da carteira é o de calote dos mutuários (caso do CRI) ou da instituição financeira emissora (caso das LCI e das LH).
5. Fundos de fundos
Finalmente, como ocorre com outros tipos de fundos de investimento, há os FII que investem em outros FII.
Esses fundos são bastante diversificados e interessantes para os investidores que não desejam ter a responsabilidade de montar sua carteira de fundos imobiliários por conta própria. Em um fundo de fundos, eles podem contar com uma gestão profissional para a escolha dos ativos.
Além disso, há a vantagem de conseguir investir em uma carteira diversificada de fundos imobiliários com menos recursos do que seriam necessários para investir em cada FII isoladamente.
A remuneração dos fundos de fundos pode ser inconstante, uma vez que o FII investe em fundos de estratégias diferentes. O mais importante é analisar a qualidade do gestor antes de investir.
OPERAÇÃO REMOTA
Aposta feita pela internet fatura sozinha prêmio de quase R$ 12 milhões na Quina; Mega-Sena, Lotofácil e outras loterias acumulam
5 de novembro de 2026 - 5:56POLÍTICA MONETÁRIA
Copom segura Selic em 13,75% e interrompe ciclo de cortes iniciado há cinco reuniões
4 de novembro de 2026 - 18:48CALMA MERCADO
Chegou a hora: Lula fará pronunciamento neste domingo para anunciar medidas de ajuste fiscal
4 de novembro de 2026 - 17:43FREIO NOS CORTES
Há uma pedra no caminho da Selic – e o próximo corte de juros pode depender de Lula
4 de novembro de 2026 - 6:43SAIU DO ATOLEIRO
Lotofácil 3820 tem 41 ganhadores, mas só um deles vai sacar prêmio milionário; Mega-Sena promete R$ 46 milhões hoje, mas tem loteria pagando mais
4 de novembro de 2026 - 5:56NOVA ECONOMIA?
Análise: o que o ‘acusador’ André Lara Resende colocou em debate e vale mais do que a proposta em si
3 de novembro de 2026 - 14:33INSTABILIDADE
Banco do Brasil enfrenta instabilidade em aplicativos e clientes relatam dificuldades em usar Pix
3 de novembro de 2026 - 12:30NOVIDADES NO RADAR
Caixa abre apostas para a Mega da Virada 2026 com prêmio bilionário e mudança na data e no horário do sorteio
3 de novembro de 2026 - 9:42RESSACA ELEITORAL
Menos cortes nos juros, mais inflação: Focus muda de cara às vésperas do Copom
3 de novembro de 2026 - 9:10Conteúdo Empiricus
Pote de ouro? Esse setor pode ser a chave para proteger sistemas de ataques de IA; ativos ligados a ele podem se valorizar até 42 vezes, segundo analistas
3 de novembro de 2026 - 9:00POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO