Menu
2019-10-14T14:22:55-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
solta os números

Indicador de desemprego da FGV cai dois pontos em julho

Em médias móveis trimestrais, o indicador encolheu 0,7 ponto, após subir nos três meses anteriores

6 de agosto de 2019
11:20 - atualizado às 14:22
Trabalhadores / desemprego / EUA
Imagem: Shutterstock

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 2,0 pontos em julho, para 92,6 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador encolheu 0,7 ponto, após subir nos três meses anteriores.

O economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Rodolpho, Tobler diz que a melhora do ICD mostra que os consumidores têm enxergado o mercado de trabalho de forma um pouco mais favorável que nos últimos meses.

"O indicador continua em nível elevado, assim como a taxa de desemprego do país, mas excetuando-se fevereiro de 2019, este é o melhor resultado desde agosto de 2015. Ainda é preciso cautela, mas é boa notícia que o indicador volte a sinalizar uma tendência negativa para o desemprego", completou.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

Já o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 0,4 ponto na passagem de junho para julho, para 87,0 pontos. Em médias móveis trimestrais, porém, o indicador recuou pela quinta vez consecutiva, em 1,8 ponto, para 86,5 pontos.

Tobler comenta que em julho o IAEmp registrou a segunda melhora consecutiva, algo que não acontecia desde o início de 2018. Ele lembra que a alta de 1,2 ponto no bimestre, contudo, é ainda tímida diante das perdas de 15,3 pontos de janeiro a maio. "O cenário de recuperação do mercado de trabalho deve persistir em ritmo gradual nos próximos meses", avaliou.

ICD e IAEmp

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, quatro dos sete componentes contribuíram positivamente para o resultado de julho, com destaque para o Indicador de Tendência dos Negócios para os próximos seis meses no setor de Serviços, que subiu 6,3 pontos. Entre os três itens que contribuíram negativamente está o que mede a situação atual dos negócios na Indústria, que recuou 6,3 pontos.

No ICD, todas as classes de renda apresentaram queda, com destaque para os consumidores com renda familiar mensal até R$ 2.100.00 (-4,8 pontos) e que recebem acima de R$ 9.600.00 (-3,4 pontos).

Seguindo informal

Na avaliação de Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o mercado de trabalho deve permanecer gerando vagas de maneira gradual nos próximos meses, impulsionado ainda pelo aumento da informalidade.

"Os indicadores estão em linha com a melhora recente no mercado de trabalho e sugerindo que isso deve se manter pelos próximos meses", explicou.

No entanto, o pesquisador não espera um avanço mais forte na abertura de postos de trabalho com carteira assinada até que a recuperação da atividade econômica ganhe fôlego.

"No curto prazo, é difícil imaginar que essa dinâmica (de aumento no número de trabalhadores ocupados puxado pela informalidade) vá mudar tão rápido", disse Tobler. "É difícil prever quando será possível um crescimento mais robusto (das vagas formais), talvez só mais para o fim do ano", estimou.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

O melhor do seu dinheiro

O preço do diesel e o cobertor curto

Na briga do presidente Jair Bolsonaro para tentar baixar o preço dos combustíveis e do gás de cozinha no país, não foi só a Petrobras que apanhou. Pode ser que sobre também para os bancos. E na bolsa, as ações das instituições financeiras já sofreram um bocado nesta segunda-feira por causa disso. Tudo ia bem […]

FECHAMENTO

Brasília força Ibovespa a pisar no freio e bolsa quase zera ganhos após avançar mais de 2%; dólar fica estável

No exterior, as bolsas tiveram dias de ganho expressivo, com os mercados repercutindo de forma positiva a aprovação do pacote de estímulos americano e uma nova opção de vacina

Proposta na mesa

Aumento de tributação aos bancos está sendo discutido para compensar a desoneração do diesel

A lógica proposta seria da CSLL subir para compor a compensação dos tributos com o intuito de zerar a tributação do diesel e do gás de cozinha, tendo um custo total de quase R$ 3,6 bilhões.

Concentrado

Foco de Biden é a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão, diz Casa Branca

O texto foi avalizado pela Câmara dos Representantes no fim de semana e ainda precisa ser analisado pelo Senado.

Casamento do ano?

Fusão de Hapvida e Intermédica deve revolucionar setor de saúde, apontam analistas; ações sobem mais de 5%

Para analistas, união das companhias não deve encontrar grandes dificuldades para conseguir aprovação do Cade, com o ponto mais crítico sendo, possivelmente, Minas Gerais, onde ambas concentram 16% do mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies