Saque do FGTS terá impacto mais importante na renda de Norte e Nordeste
Saques médios a serem liberados representam 21,5% da renda habitual média da região Nordeste, e 20,1% da renda habitual média do Norte

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou um estudo mostrando que a liberação dos saques de até R$ 500 por conta ativa e inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terá impacto mais importante no aumento da renda familiar dos habitantes das regiões Norte e Nordeste.
"A medida tem efeitos positivos e relevantes para as famílias dessas regiões, principalmente para aquelas que possuem maior restrição orçamentária, o que dificulta a compra mensal de itens da cesta básica e o pagamento de dívidas em atraso", considera a nota técnica da SPE.
De acordo com o documento, os saques médios a serem liberados representam 21,5% da renda habitual média da região Nordeste, e 20,1% da renda habitual média do Norte. No Sudeste, onde vive a maior parte dos beneficiários dos saques, o valor a ser liberado corresponde a 18,5% da renda habitual média dos trabalhadores.
O estudo cita ainda dados do SPC Brasil que mostram que 44% das pessoas com dívidas no Nordeste têm débitos de até R$ 500, enquanto na região Norte esse porcentual é de 42%.
"O valor liberado para o Saque Imediato possibilitará que uma parcela significativa de pessoas físicas dessas regiões quite seus débitos, limpando o nome junto a instituições financeiras, e evitando desta maneira a contratação de dívidas, que serão reajustadas a valores de mercado, o que poderá aumentar significativamente o valor futuro deste montante", avalia a SPE.
Leia Também
Por outro lado, considerando o volume bruto liberado do FGTS como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de cada região, os saques terão mais relevância para o Sudeste, chegando ao equivalente a 0,64% do valor dos bens e serviços produzidos nesses Estados. Nas regiões Sul e Nordeste, essa proporção ficará em 0,56%.
"Analisando-se esse porcentual desagregado para os Estados, é possível observar que ele é particularmente elevado para São Paulo (0,70%), Goiás (0,60%), Ceará (0,59%) e Alagoas (0,59%)", destaca a SPE.
Vestuário deve levar R$ 3,3 bilhões
A liberação de saques de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e PIS/Pasep deve dar uma injeção de ânimo ao varejo de vestuário, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os trabalhadores devem gastar R$ 3,3 bilhões dos recursos resgatados em compras de peças de vestuário, na estimativa da confederação do comércio.
Segundo Fabio Bentes, economista da Divisão Econômica da CNC, há uma demanda reprimida por esse tipo de bens, mas o limite mais baixo dos saques este ano (até R$ 500) deve contribuir para que esse setor do varejo absorva uma fatia considerável dos saques disponibilizados.
"O tíquete médio do setor permite mais a utilização desses recursos do que, por exemplo, na compra de veículos", explicou Bentes.
A equipe econômica prevê que as medidas de estímulo anunciadas pelo governo injetem R$ 30 bilhões na economia brasileira este ano, além de outros R$ 12 bilhões em 2020. Os saques começam em setembro. Dos R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep previstos para serem liberados entre setembro e dezembro de 2019, 11% devem ser gastos no segmento de vestuário.
A perspectiva de aumento nas vendas já se reflete na valorização das ações de empresas do segmento no mercado financeiro. Segundo Bentes, desde meados de julho, sete das nove ações ordinárias do setor apresentaram valorizações maiores que o Ibovespa.
O varejo de vestuário tem sofrido com a demanda doméstica ainda fraca, o que inibe reajustes de preços. Nos 12 meses encerrados em julho, os preços médios de artigos de vestuário subiram 0,46%, o menor resultado em 20 anos, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Entre os 29 itens pesquisados mensalmente pelo IBGE, dez estão mais baratos do que há um ano. Os destaques foram as quedas nos preços de bolsas (-3,85% em 12 meses até julho), agasalho feminino (-3,60%) e terno (-3,29%).
O crédito caro e a inércia no mercado de trabalho têm inibido o processo de recuperação das vendas, com reflexos também na demanda por trabalhadores, lembrou o economista Fabio Bentes. Nos 12 meses encerrados em junho, o segmento de vestuário foi o que mais fechou postos formais de trabalho no varejo: -10,1 mil vagas.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também do IBGE, as vendas do setor de vestuário recuaram 0,4% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, ficando à frente somente dos segmentos de livrarias em papelarias (-27,0%) e de móveis e eletrodomésticos (-1,1%).
A CNC acredita que a disponibilização dos recursos do PIS/Pasep e FGTS consiga impulsionar as vendas já em setembro. A entidade lembra que a adoção desse tipo de programa não garante resultados duradouros, mas que "a resposta do consumo se dá de forma relativamente rápida".
*Com Estadão Conteúdo.
CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES
Lotofácil 3785 premia aposta simples e bolão com 35 participantes; Mega-Sena promete R$ 32 milhões
22 de setembro de 2026 - 6:38ESTÁ NO PREÇO
O Brasil vai quebrar? Entenda por que o risco fiscal mexe com a renda fixa, as ações e até o dólar
22 de setembro de 2026 - 6:03DEPOIS DO ALERTA
Nvidia e outras empresas de IA enfrentam o “vale das sombras” após alerta da Anthropic; o que fazer com as ações?
21 de setembro de 2026 - 19:30MAIS SELETIVO
Safra pisa no freio e corta preço-alvo de 5 ações do setor imobiliário — e uma destoa ainda mais das outras
21 de setembro de 2026 - 16:30A ORDEM IMPORTA
Como fazer um ajuste fiscal de R$ 80 bilhões em 4 passos antes mesmo de mexer no salário-mínimo, segundo Felipe Salto, da Warren
21 de setembro de 2026 - 7:08DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária promete o triplo da Mega-Sena e lidera ranking das loterias da Caixa com prêmio de quase R$ 100 milhões
21 de setembro de 2026 - 6:48ATENÇÃO ESTUDANTES
Pé-de-Meia tem sexta parcela paga hoje; confira valor e quem tem direito em setembro de 2026
21 de setembro de 2026 - 5:50TOUROS E URSOS #288
Isenção de LCIs e LCAs é ‘uma balela’, diz Felipe Salto, que defende a revisão do benefício no ajuste fiscal previsto para 2027
20 de setembro de 2026 - 15:01ANOTE NA AGENDA
Ata do Copom e diplomacia entre EUA e China comandam as atenções do mercado na semana — mas não é só isso
20 de setembro de 2026 - 11:59BOMBOU NO SD