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2019-04-04T14:43:17-03:00
Estadão Conteúdo
Varejista sofre com queda no lucro

“Nossa missão é recuperar a Via Varejo”, diz presidente do Grupo Pão de Açúcar

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Peter Estermann afirma que o objetivo é recuperar receita e preparar a venda do controle da empresa

30 de janeiro de 2019
13:46 - atualizado às 14:43
peter-estermann
Estermann passou a acumular a presidência da Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio - Imagem: YouTube/Reprodução

O presidente do GPA (grupo que controla redes como Pão de Açúcar, Casas Bahia e Ponto Frio), Peter Estermann convive com dois cenários opostos no seu dia a dia. Na sede do grupo - que faturou R$ 53,6 bilhões em 2018 -, na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, comemora resultados das redes de supermercado. E ao menos dois dias por semana dá expediente em São Caetano do Sul, na varejista de eletroeletrônicos Via Varejo, cujo lucro caiu 79% até setembro em relação a 2017.

Em dezembro, Estermann passou a acumular a presidência da Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio e controlada pelo GPA (do grupo francês Casino), a qual comandou entre 2015 e o início de 2018. O objetivo é recuperar receita e preparar a venda do controle da empresa. "Minha missão número um na Via Varejo é retomar o crescimento de vendas." Ele acumula as duas funções de presidência até a venda da Via Varejo, o que deve ocorrer antes do fim do ano.

Apesar dessa dualidade, ele se diz animado com o desempenho do negócio de supermercados e hipermercados, cujo lucro quase triplicou até setembro de 2018. Otimista com as perspectivas da economia, o executivo não descarta a possibilidade de ampliar o investimento anunciado em dezembro, de R$ 1,8 bilhão para este ano. Mas condiciona essa revisão à aprovação das reformas, especialmente a da Previdência. "O primeiro semestre vai ser fundamental para validarmos as expectativas."

A seguir, trechos da entrevista.

Em dezembro, o sr. disse que 2019 seria um ano muito melhor. Mantém a expectativa?
Continuamos mais otimistas ainda, porque acreditamos nas reformas, especialmente da Previdência, e no crescimento do PIB na casa de 2,5%. Isso deve trazer mais investimento para o País. Devemos começar a ver uma melhoria no nível de emprego. Também houve melhora na confiança do consumidor. No GPA, percebemos uma evolução de tíquetes (valor médio das compras) muito positiva. Na Via Varejo, começamos a observar melhoria de fluxo na loja. Novembro e dezembro foram muito bons e continuamos bem em janeiro.

Com esse otimismo, o investimento de R$ 1,8 bilhão para 2019 poderá ser ampliado?
É muito cedo para mudar o nível de investimento. Se o cenário futuro for muito positivo, acreditamos que teremos um momento lá na frente para reavaliar. Continuamos com foco muito grande no ajuste, transformando supermercados Extra em Mercado Extra e Compre Bem. Os dois formatos estão indo extremamente bem. Estamos retomando o investimento no Pão de Açúcar. Retomando o crescimento do Minuto Pão de Açúcar (loja de vizinhança).

Essa expectativa positiva atual tem prazo para acabar?
Se o governo conseguir passar a reforma da Previdência, é um sinal importante de que as coisas vão andar. A segunda sinalização é ter uma visão clara da inflação, taxa de juros e retomada de investimento. A retomada de investimento começa a ter sinais claros. Primeiro semestre vai ser fundamental para validar as expectativas.

Foi uma surpresa para o mercado o sr. ter reassumido a Via Varejo. O que motivou isso e quais problemas o sr. espera sanar?
Minha missão número um na Via Varejo é retomar o crescimento de vendas. Não é nada diferente do desafio que tive quando fui para lá no passado. Tem algumas coisas que são fundamentais. A primeira é ter uma estratégia comercial agressiva. O caminho é sermos competitivos, trabalhar o mix de produtos que equilibre a margem da empresa. Temos de trazer o fornecedor para o nosso lado. Sentamos e montamos uma estratégia conjunta.

Isso significa conseguir descontos maiores?
Não é só desconto. Ele me apoia no fornecimento dos produtos. A transparência da sua estratégia vai fazer com que o fornecedor esteja mais próximo de você ou de mais alguém.

Esse alguém pode ser a Amazon?
A Amazon é um concorrente que tem de ser respeitado, mas acredito muito na estratégia da Via Varejo. Temos mil lojas, a melhor malha logística do País. Conhecemos todo o aspecto fiscal e tributário. Temos uma penetração com os fornecedores muito grande. Para a maioria dos fornecedores, nós somos muito importantes.

A Via Varejo espera chegar num alto nível de qualidade no atendimento, pelo qual a Amazon é reconhecida mundialmente?
Estamos integrando o físico e o online há apenas dois anos. Não vamos levar dez anos para fazer isso, mas não é em dois que se chega nesse nível. Não podemos passar de 2020.

O sr. continua nesses dois papéis, de presidente do GPA e da Via Varejo, até quando?
Pelo tempo necessário.

Até a venda do controle da Via Varejo?
Até a venda do controle, no mínimo. Até o fim do ano. Temos de fazer com que a Via Varejo retome o ritmo de crescimento. Nossas ações já valeram o que seria equivalente a R$ 9 a R$ 10 na visão de hoje (os papéis estão valendo pouco mais de R$ 5 na Bolsa). O meu objetivo é melhorar a companhia e trazê-la para um resultado que é bom. Se for bom para a companhia e as pessoas que estão lá, é bom para todo mundo, incluindo o acionista. Durante todo o tempo em que estive na Via Varejo, nunca foi combinado que eu teria a missão de gerar resultado para vender a companhia.

*Com o jornal O Estado de S. Paulo.

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