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Chefes do Executivo de SP, João Doria, do MS, Reinaldo Azambuja, e do RS, Eduardo Leite, fizeram uma reunião com o relator da reforma na Câmara, deputado Samuel Moreira
Os governadores do PSDB se reuniram nesta segunda-feira, 3, com o relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira, para pedir pela manutenção de Estados e municípios na reforma da Previdência.
Estiveram no almoço os chefes do Executivo de São Paulo, João Doria, do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e do Rio Grade do Sul, Eduardo Leite, além do líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio.
Os governadores disseram que já estão articulando com suas bancadas estaduais na Câmara. "Estamos mobilizando nossas bancadas e vamos ajudar a mobilizar para que Previdência tenha impacto para Estados", disse Leite.
O governador de São Paulo emendou: "Não há o menor cabimento em destacar Estados e municípios da reforma da Previdência", disse. Azambuja pediu ainda que o líder do PSDB leve o posicionamento para o colégio de lideranças da Câmara.
Se o Congresso retirar os Estados da reforma da Previdência, os governadores teriam que votar leis próprias em suas respectivas assembleias, o que aumenta o desgaste político.
A preocupação dos partidos do centro é que, ao incluir os Estados na reforma, se desgastam com suas próprias bases enquanto governadores de oposição, que mantêm discurso contrário, manteriam seu capital político e, ao mesmo tempo, se beneficiariam fiscalmente com a aprovação das mudanças na Previdência estadual.
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O governador do Rio Grande do Sul minimizou o desgaste político: "Capital político você tem que escolher onde vai colocar. Se lançam para os Estados a necessidade de fazer suas reformas, eu não tenho medo. Só que outras mudanças que eu poderia fazer vão ter que ser adiadas ou ignoradas porque teremos que investir capital político em reforma que já deveria estar resolvida em nível nacional".
Os governadores disseram ainda que não contam com plano B para a não inclusão dos Estados e municípios no projeto.
"Não parto para nenhum plano B antes de esgotarmos o plano A", disse Leite, que completou afirmando que todos pagam a conta quando um único Estado "não faz o dever de casa". "Quando chama a União para socorrer, todos os brasileiros pagam a conta", disse.
Já Reinaldo Azambuja disse que os Estados podem, se ficarem de fora, aprovar um projeto em assembleia igualando as alíquotas da União, mas afirmou que é necessário ganhar tempo, diante da crise atual.
*Com Estadão Conteúdo.
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