🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Crédito

O que Paulo Guedes quer dizer com “desestatizar o mercado de crédito”?

Fim do crédito direcionado resultaria em aumento do PIB e da produtividade segundo novo estudo publicado pelo Banco Central

Eduardo Campos
Eduardo Campos
15 de janeiro de 2019
12:37 - atualizado às 14:11
Cerimônia de posse dos presidentes de bancos públicos. Joaquim Levy (BNDES), Rubem Novaes (Banco do Brasil) e Pedro Guimarães (Caixa)
Cerimônia de posse dos presidentes de bancos públicos. Joaquim Levy (BNDES), Rubem Novaes (Banco do Brasil) e Pedro Guimarães (Caixa). - Imagem: Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer desestatizar o mercado de crédito e já fez duras críticas ao “dirigismo econômico” e às políticas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seus “campeões nacionais”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diversos estudos já mostraram os impactos negativos do crédito direcionado na economia, aquele determinado pelo governo, e mais um trabalho de pesquisadores da Universidade de São Paulo, Banco Central do Brasil e University of British Columbia mostrou que “a extinção dos programas de crédito direcionado geraria diversos efeitos positivos, como aumento do produto e da produtividade, redução de desigualdade e inclusão financeira”.

A disposição do governo em seguir acabando com essas distorções no mercado de crédito, aliada às perspectivas de reformas e melhor desempenho da economia, ajudam a explica o bom desempenho das ações dos bancos desde o período eleitoral no fim do ano passado.

Meia Entrada

O mercado de crédito no Brasil é dividido entre recursos livres e recursos direcionados, que são créditos que seguem lógicas de alocação e custo determinados pelo governo de plantão. Os mais conhecidos são os recursos do BNDES, o crédito imobiliário e o crédito agrícola.

Os dados mais recentes do BC, sobre novembro de 2018, mostram que o crédito soma R$ 3,2 trilhões no país, sendo R$ 1,715 trilhão no mercado livre e outros R$ 1,487 trilhão no crédito direcionado. O juro médio do crédito livre é de 37,9%, enquanto no direcionado a taxa cai a 8,3% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma forma de entender as distorções desse modelo é pensar no conceito da meia entrada do cinema. Essa figura já foi usada pelo próprio BC e por outros economistas como Marcos Lisboa e Samuel Pessôa.

Leia Também

Quem tem acesso ao crédito direcionado paga meia entrada no mercado de crédito, ou seja, juros menores. Já o restante da população tem que pagar o equivalente ao ingresso inteiro e mais pouco. A lógica é simples, se tem alguém pagando menos do que deveria, tem alguém arcando com essa conta.

No mercado de crédito, a meia entrada é garantida aos empresários e pessoas que têm acesso ao crédito direcionado por serem de setores eleitos pelo governo, como os “campeões nacionais”, por serem “amigos do rei” ou por conseguirem fazer lobby no Congresso para ter essas vantagens constando em leis. A lógica é a de sempre: benefícios concentrados e custos difusos.

O estudo

No trabalho “Impactos do Direcionamento de Crédito Sobre a Economia Brasileira: uma abordagem de equilíbrio geral” os pesquisadores Gabriel A. Madeira, Mailliw Serafim, Sergio Mikio Koyama e Fernando Kuwer fizeram um intricado estudo para saber quais seriam os impactos da retirada do crédito direcionado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As sofisticadas estimações matemáticas mostram aumentos do PIB, do número de empresários na população, do salário recebido pelo trabalhador, e redução na desigualdade de renda. Há também redução do juro para os demais tomadores de fora do crédito direcionado.

Segundo os autores, os maiores beneficiados pelos programas de direcionamento de crédito foram as empresas antigas, grandes e avessas ao risco. Eles notam que além de tais firmas serem capazes de obter crédito a taxas de juros mais altas no mercado privado, o acesso às menores taxas presentes nas linhas de crédito direcionado não se traduz em aumento de investimento por parte delas, mas sim em uma maior lucratividade. Está aí um exemplo de “perversa” transferência de renda.

Estudo anterior já tinha demonstrado que o BNDES selecionava firmas com alta capacidade de repagamento, assim como o sistema bancário privado. No entanto, também foram encontrados indício de favorecimento a empresas com maior conexão política, medida pela contribuição a campanhas eleitorais.

Segundo o estudo, cerca de 40% do crédito às empresas não é gerido em função dos mecanismos de mercado usuais, mas sim em atendimento a um vasto conjunto de normas e políticas governamentais. E há uma grande concentração, pois cerca de 18% das firmas formais são beneficiadas por empréstimos direcionados e essas empresas recebem cerca de 80% do total do crédito bancário a empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os pesquisadores também fizerem exercícios estimando variações nas políticas de direcionamento, avaliando os impactos de dar maior foco a empreendedores mais pobres ou mais produtivos. Conclusão: os ganhos seriam menores que a remoção dos programas de direcionamento.

Cabe a ressalva de que o estudo não necessariamente reflete a visão do Banco Central sobre o tema. A íntegra do trabalho está disponível aqui.

Bancos públicos x bancos privados

De volta aos números do BC, temos que os bancos privados caminham para fechar 2018 com a maior expansão de suas carteiras de crédito desde 2011. Já os bancos públicos devem amargar o terceiro ano de contração. Captando mudança de orientação ocorrida em 2016, no governo de Michel Temer.

Começando pelos bancos privados e olhando o comportamento em 12 meses, que ajuda a tirar volatilidade de curto prazo, o saldo de crédito registra uma alta de 11,7%, até novembro. O movimento de recuperação acontece desde julho de 2017, mas ganhou tração em março de 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O crédito como um todo tem crescimento de 4,4% em 12 meses, somando R$ 3,2 trilhões ou 46,8% do PIB. Assim, 2018 caminha para se firmar como melhor ano para o mercado desde 2015 ao menos em termos nominais. Já que considerando a inflação, o mercado não tem crescimento real desde 2014.

Os bancos públicos seguem perdendo espaço, mas ainda respondem por R$ 1,65 trilhão do crédito, ou 52% do total. Essa fatia vem caindo depois de marcar 57% durante boa parte de 2016. Não por acaso ano em que se teve início uma reorientação na política de uso os bancos públicos como vetores do crescimento econômico. Olhando as variações em 12 meses, os bancos públicos, mostram retração de 1,6% até novembro. E não registram expansão de carteira nessa métrica desde agosto de 2016.

A queda é puxada pela carteira do BNDES, que encolhe 10,3% em 12 meses até novembro. No auge das políticas anticíclicas essa carteira crescia acima de 40%. O banco de fomento é o principal responsável pelo crédito direcionado no país, que recua 1,8% em 12 meses, enquanto o crédito livre total sobe 10,4%.

Tirando o BNDES do grupo de instituições públicas, conseguimos captar o comportamento agregado dos demais bancos estatais, como Banco do Brasil e Caixa. O que se observa é um movimento tímido, mas de recuperação. O saldo tem variação positiva de 2,2% em 12 meses até novembro, melhor leitura desde novembro de 2016.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados do BC mostram que já há uma reorganização do mercado de crédito decorrente da decisão de deixar de fazer política anticíclica e parafiscal com ajuda dos bancos públicos, tomada no governo Michel Temer. O BNDES vem devolvendo parte dos R$ 500 bilhões que recebeu do Tesouro e deve acelerar a devolução de recursos.

Além disso, a Taxa de Longo Prazo (TLP) que substituiu a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) também mostra o efeito previsto e desejado de fazer as empresas buscarem recursos no mercado de capitais e a taxas de mercado. A TLP segue parâmetros de mercado (Notas do Tesouro Nacional Série B), enquanto a TJLP era arbitrada pelo governo, ficando, por vezes, em patamares muito distantes do custo de captação do Tesouro, gerando uma elevada conta de subsídios implícitos que era (e ainda é) arcada por todos nós para dar dinheiro barato aos "amigos do rei".

O que novo governo pretende é tornar o mercado de crédito cada vez mais focado em recursos livres e que direcionamentos e subsídios, para programas de casa própria e outros, constem no Orçamento, deixando claro para a sociedade que setores queremos beneficiar e a que custo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PRESIDENTE DO BC

“Banco Central é um transatlântico”: Galípolo sinaliza cortes da Selic, mas evita decisões precipitadas

11 de fevereiro de 2026 - 16:10

“Por que as taxas de juros são tão altas no Brasil? Por conta da nossa dificuldade de convergência com a meta de inflação”, resumiu o presidente do BC

LINHA GALAXY S

Já era, fofoqueiros: Samsung prepara celular com recurso anticuriosos; veja data de lançamento e como conseguir descontos de até R$ 1.500

11 de fevereiro de 2026 - 11:04

Veja o que esperar da nova linha Galaxy S com informações vazadas de insiders da Samsung

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3610 faz 5 milionários de uma vez só, mas Dia de Sorte paga o maior prêmio da rodada; Mega-Sena acumula

11 de fevereiro de 2026 - 7:28

Lotofácil não foi a única loteria a pagar prêmio de sete dígitos na terça-feira. Dia de Sorte pagou o maior valor da noite. Estimativa de prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 55 milhões.

CEO CONFERENCE 2026

Até onde a Selic pode cair? BTG projeta cortes totais de 3 pontos nos juros este ano; questão fiscal é o principal risco

10 de fevereiro de 2026 - 18:32

Economistas enxergam ambiente mais favorável para cortes no Brasil do que nos EUA, mas com limites impostos pelos altos gastos públicos

REFÚGIO MILIONÁRIO

Quer ser vizinho do Bill Gates? Veja quanto custa a casa colocada à venda pelo fundador da Microsoft

10 de fevereiro de 2026 - 15:37

Apesar de não ser tão extravagante quanto a residência principal do bilionário, o imóvel tem várias características de luxo

BC INDEPENDENTE

Em ano eleitoral, Motta blinda autonomia do BC e descarta aumento de impostos para 2026

10 de fevereiro de 2026 - 14:04

O deputado acrescentou que, sob sua presidência, a Câmara não colocará em votação nenhuma proposta que altere o modelo atual de independência do BC

CEO CONFERENCE 2026

Com recordes no Ibovespa e dólar em queda, Haddad cutuca mercado: “quem não acreditou na gestão perdeu dinheiro”

10 de fevereiro de 2026 - 12:15

Na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o ministro avaliou sua gestão na Fazenda, rebateu o ceticismo de investidores, defendeu a autonomia do BC e comentou o caso Master, exaltando Gabriel Galípolo

SÓ DEU ELA

Lotofácil começa semana com 2 vencedores mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões hoje

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

POLÍTICA MONETÁRIA

Presidente do BC prega cautela nos juros e fala sobre Master: “não há regra que proíba captar acima do CDI”

9 de fevereiro de 2026 - 17:16

Mesmo com sinais de arrefecimento da inflação, Gabriel Galípolo afirma que mercado de trabalho forte e salários em alta exigem cuidado extra com cortes na taxa básica

QUEM PAGA A CONTA

FGC deve votar proposta para recuperar R$ 50 bilhões perdidos com o caso Master, diz jornal

9 de fevereiro de 2026 - 10:00

A proposta é antecipar as contribuições ordinárias dos associados do FGC, de 2026 a 2028, além de exigir uma contribuição extraordinária, segundo o jornal O Globo.

LOTERIAS

Com R$ 47 milhões em jogo, Mega-Sena promete o prêmio mais alto da semana, mas outras loterias também oferecem valores milionários

9 de fevereiro de 2026 - 7:36

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores.

TAÇA VAZIA

Crise do vinho na Argentina: consumo cai mais de 20% — e o principal motivo não é a economia do país

8 de fevereiro de 2026 - 16:03

Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficar em casa

DINHEIRO NO BOLSO

JHSF (JHSF3), BTG Pactual (BPAC11) e outras quatro empresas distribuem dividendos esta semana; veja quem pode receber

8 de fevereiro de 2026 - 15:06

Pagamentos de dividendos e JCP ocorrem em conjunto com a temporada de divulgação de balanços das principais empresas da B3

ENTRE JUROS E ELEIÇÕES

Estrangeiro impulsiona Ibovespa, mas institucional não compra a tese e foge da bolsa brasileira; entenda o desânimo dos investidores

8 de fevereiro de 2026 - 13:16

Dados preliminares mostram que, dos dias 1o a 29 de janeiro, a entrada de recursos na bolsa vindos do exterior somou R$ 25,3 bilhões

LOTERIAS

A sorte saiu da sala: loterias encalham, e prêmio da Mega-Sena sobe para R$ 47 milhões; confira os sorteios da segunda-feira

8 de fevereiro de 2026 - 11:02

A única loteria que contou com um vencedor na categoria principal foi a Lotofácil 3608

FUTUROLOGIA

Utopia ou distopia? Como seria a vida sem trabalho nem dinheiro sugerida por Elon Musk

8 de fevereiro de 2026 - 9:57

Enquanto o bilionário projeta um mundo sem mercado de trabalho, o debate filosófico e a ficção científica oferecem pistas sobre suas consequências

SORTE GRANDE

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 40 milhões neste sábado; confira como apostar

7 de fevereiro de 2026 - 17:02

Concurso 2970 acontece em São Paulo; último sorteio pagou R$ 141,8 milhões para uma única aposta

TORNOZELEIRA ELETRÔNICA?

MP denuncia Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, por esquema de propinas; valor pago por varejistas é de R$ 1 bilhão

6 de fevereiro de 2026 - 11:25

Na época da deflagração da operação, Sidney chegou a ser preso, porém foi solto dias depois. Agora, o MP pede à Justiça que os acusados usem tornozeleira eletrônica

BRILHOU SOZINHA

Mega-Sena desencalha, sai pela 1ª vez desde a Mega da Virada e vencedor leva mais de R$ 141 milhões sozinho; Lotofácil tem dezenas de ganhadores

6 de fevereiro de 2026 - 7:03

Mega-Sena vinha acumulando desde o sorteio da Mega-da Virada. Lotofácil teve um total de 48 ganhadores. Todas as demais loterias sorteadas na quinta-feira (5) acumularam.

SOB ESCRUTÍNIO

Por que Fictor entrou na mira da Polícia Federal após tentativa frustrada de comprar o Banco Master

5 de fevereiro de 2026 - 18:22

Investigação apura crimes contra o sistema financeiro e questiona o que havia por trás da negociação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar