Hora de deixar a casa dos pais
Durante muitos anos, o BNDES atuou como um pai superprotetor ao emprestar dinheiro a juros mais do que camaradas a grandes empresas, que tinham todas as condições de obter os recursos em outras fontes. Essa política, conhecida como “bolsa empresário”, custou centenas de bilhões de reais aos cofres públicos, em uma conta que será paga […]

Durante muitos anos, o BNDES atuou como um pai superprotetor ao emprestar dinheiro a juros mais do que camaradas a grandes empresas, que tinham todas as condições de obter os recursos em outras fontes.
Essa política, conhecida como “bolsa empresário”, custou centenas de bilhões de reais aos cofres públicos, em uma conta que será paga por todos nós até 2060! E, assim como acontece com os filhos que são excessivamente mimados, o programa em nada contribuiu para o desenvolvimento do país.
O bolsa empresário também foi péssimo para nós como investidores, porque reduziu a necessidade de as companhias se financiarem no mercado de capitais.
Cheguei a ouvir do diretor financeiro de uma grande empresa que ele seria burro se captasse recursos de investidores no mercado tendo à disposição o dinheiro barato do BNDES.
Essa realidade só mudou no governo Temer, com o fim do crédito subsidiado e a criação da TLP – taxa de longo prazo –, que passou a servir de referência para os empréstimos do banco.
Com a mudança, as grandes empresas brasileiras foram obrigadas a deixar a casa dos pais. O resultado está diretamente ligado ao crescimento das captações de recursos no mercado.
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De janeiro a setembro, o volume de ofertas públicas de renda fixa e variável atingiu R$ 335 bilhões e já superou a captação de todo o ano de 2018. Os dados são da Anbima, associação que representa as instituições que atuam no mercado de capitais.
Na prática, isso significa um leque maior de opções de investimento em ações e títulos privados, como debêntures, nos quais você aplicar diretamente ou via fundos.
A Julia Wiltgen acompanhou a teleconferência com a imprensa em que a Anbima apresentou os dados e traz todos os detalhes para você.
Estreia sem globais
Um exemplo de empresa que saiu a mercado em busca de recursos de investidores foi a Vivara. Confesso que, quando estava a caminho do evento que marcou a estreia das ações da empresa na bolsa, esperava encontrar um dos artistas globais que estrelam propagandas da rede de joalherias. Eles até estavam lá, mas só nos cartazes que enfeitavam a sede da B3 hoje. Eu conto mais sobre a cerimônia e o desempenho dos papéis da Vivara em seu primeiro dia de negócios nesta matéria.
Um tuíte e uma alta
Ele estava sumido, mas voltou hoje em grande estilo. O Twitter do presidente americano Donald Trump agitou mais uma vez os mercados mundo afora, e o tema não podia ser outro: a guerra comercial. Trump falou sobre a mais nova rodada de negociações com os chineses e acabou trazendo alívio para o pregão na bolsa. O resultado disso foi uma alta de 0,56% do Ibovespa. Confira o que disse Trump e tudo o que moveu os mercados com o Victor Aguiar.
Passou de ano
No dia de estreia da Vivara na bolsa, a joia que brilhou foi a da Yduqs. As ações da antiga Estácio subirem forte após a divulgação do número de captação de alunos no primeiro semestre. No período, houve um salto de nada menos que 45% no número de estudantes que escolheram as instituições controladas pela holding. De certa forma, já era esperada uma boa notícia da empresa. Mas alguns números surpreenderam até os mais otimistas, o que rendeu um gás extra para as ações, como você confere nesta matéria.
Preciso de você
Já faz um tempo que falamos por aqui da dificuldade do mercado em atrair os investidores estrangeiros. Em outras palavras, o gringo ainda não comprou totalmente a ideia de um novo momento para o Brasil. Diante disso, o governo resolveu agir: em um evento realizado aqui em São Paulo para investidores e empresários, Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni saíram em defesa da nossa economia e foram “vender o Brasil”. Quem acompanhou as declarações dos três foi o Eduardo Campos , que está por aqui nesta semana e manteve a rotina de acompanhar de perto os passos do governo.
Petróleo do futuro
Falando em gringos, eles apareceram em peso hoje na 16ª rodada de licitações de áreas de exploração de petróleo. No total, foram mais de R$ 8,9 bilhões arrecadados no leilão, o que representa um ágio de 322%. E olha que nem todas as regiões de exploração disponíveis foram arrematadas. Além do chamado bônus de assinatura, as empresas ainda vão pagar royalties ao governo, o que deve render mais R$ 100 bilhões em arrecadação ao longo da concessão. Confira os detalhes da rodada e os vencedores da licitação.
Nós temos bananas
Eu sou um entusiasta das criptomoedas e em particular do bitcoin. Mas reconheço que uma das dificuldades desse universo bem peculiar é ter uma real noção de valor dos ativos. Pois o polêmico investidor Mark Cuban decidiu colocar colocar um “preço” na principal moeda virtual, ao afirmar que prefere ter bananas do que bitcoin. A explicação do bilionário norte-americano para a preferência pela fruta é bem simples, como o Fernando Pivetti conta nesta matéria.
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*Colaboração Fernando Pivetti.
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