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Pela proposta do presidente do Solidariedade, Estados e municípios não entrariam automaticamente no novo regime de Previdência
O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), sugeriu ao presidente Jair Bolsonaro retirar da proposta a adesão automática de Estados e municípios à reforma da Previdência.
Segundo ele, Bolsonaro sinalizou interesse na ideia, mas o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, adotou tom mais cauteloso. "Essa questão dos Estados, aqui entre nós, o presidente até gostou. O Onyx é quem disse que tem que discutir na comissão (da Câmara)", disse Paulinho.
Paulinho contou que chegou a fazer uma brincadeira, dizendo que iria passar a negociar diretamente com Bolsonaro. "Até brinquei. Falei: 'Onyx, vou parar de negociar com você e negociar com o presidente que está melhor para negociar", afirmou, rindo. "Ele (Bolsonaro) até achou interessante essa coisa de deixar para os Estados", declarou.
O encontro com Bolsonaro faz parte de uma série de reuniões que ele tem feito com dirigentes partidários desde a semana passada.
Crítico ao texto, Paulinho fez outras sugestões na reunião com o presidente, entre elas fixar a mudança da ideia mínima em 62 anos para homens e 59 para mulheres. Pela proposta do governo, a idade mínima seria de 65 anos para homens e 62 para mulheres.
Também sugeriu que, para quem está no mercado de trabalho, haja transição de 30% a mais do tempo que falta trabalhar. "Seria um pedágio de 30% a mais para todos", reforçou Paulinho. Na proposta do governo, o tempo de transição previsto é de 12 anos.
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O presidente do SD defende, ainda, mudanças na proposta do governo de itens que tratam dos professores e dos trabalhadores rurais. "A gente defende manter os professores como está hoje, os rurais como está hoje, manter o fundo de garantia, porque não tem nada a ver com reforma da Previdência, e manter o PIS, que também não tem nada a ver", disse.
Paulinho avaliou a reforma proposta pelo governo como "ruim" e defendeu que "precisa ser melhorada. Criticou também o modelo de capitalização. "(A parte da capitalização) é ruim porque não é uma coisa em aberto. No mundo todo, os sindicatos têm os principais fundos de pensão. Aqui no Brasil, essa proposta não contempla isso", criticou.
Ele disse que algumas organizações podem sugerir ao governo uma nova proposta que inclua as organizações financeiras e entidades sindicais.
Após a reunião, o partido decidiu se manter independente em relação ao governo e não vai fechar questão sobre a reforma. "Nós vamos continuar independentes. O Solidariedade não é da base do governo", disse.
De acordo com ele, não houve convite para integrar a base aliada. "Vamos continuar independentes com as nossas ideias", reforçou.
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