Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Entrevista

Não vem dinheiro por falta de confiança, diz Nathan Blanche, da Tendências

Se governo afastar risco de insolvência, dólar certamente ficaria abaixo de R$ 4,0 e país seria outro. Resolver situação de Estados e municípios é essencial

Eduardo Campos
Eduardo Campos
22 de novembro de 2019
5:07 - atualizado às 7:58
Nathan Blanche
"Elimine com o risco de solvência fiscal e esse país vai ser outro”, diz Nathan Blanche, da Tendências Consultoria - Imagem: Print YouTube

Considerado um dos pais do mercado de câmbio no Brasil, o sócio e diretor da Tendências Consultoria, Nathan Blanche, faz uma interessante leitura sobre a relação entre o preço do dólar e a política fiscal. A conclusão é que o dinheiro que aceita juro negativo ao redor do mundo não vem render no Brasil por falta de confiança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A confiança a que Blanche se refere é dar a certeza aos investidores de que o país vai afastar de vez o risco de insolvência, que não vamos ter de voltar a imprimir dinheiro para arcar com os déficits fiscais.

“O risco da insolvência tem que ser afastado e para isso tem que fazer a PEC paralela. Elimine o risco de solvência fiscal e esse país vai ser outro”, diz Blanche.

Estancando a hemorragia

Para Blanche, a equipe econômica tem de ter como prioridade essa inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência. Depois, caminhar com a chamada PEC emergencial, que dá instrumentos para lidar com entes federados em estado falimentar, e garantir o cumprimento do teto de gastos e da chamada regra de ouro das finanças públicas.

A analogia feita pelo especialista é que o país estava em um quadro de desastre, com grave sangramento (gasto público). Antes de se levar o paciente ao hospital (demais reformas), é necessário estancar esse sangramento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reforma da Previdência estanca metade dessa hemorragia, mas está falando a PEC paralela, já que Estados e municípios têm rombo maior que o da União.

Leia Também

“Sem a PEC paralela você não chega ao hospital. Isso quer dizer que a relação dívida sobre PIB vai continuar subindo, chegando a 90% em dois ou três anos. Se Estados e municípios quebrarem, a federação quebra, o país quebra junto”, explica.

Segundo Blanche, se o governo mostrar responsabilidade tomando conta do dinheiro público – que segundo ele, até então, era uma anarquia – a taxa de câmbio “é bem abaixo de R$ 4,0”.

Blanche nos lembra que temos uma sobra de US$ 17 trilhões no mundo que estão aplicados a juro negativo por falta de confiança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Temos tudo para receber parte desse dinheiro se fizermos mais um pouco de reforma fiscal. E temos, também, uma grande vantagem comparativa que é o agronegócio.”, avalia.

Aos dados

Blanche cita dois fatores conjunturais bem conhecidos dos nossos leitores que ajudam a explicar esse comportamento recente do dólar. A troca de endividamento externo por interno e o fim das operações de "carry trade", arbitragem de taxa de juro, que deixaram de ser rentáveis com Selic caindo de 14% para 5% ao ano.

Esses dois movimentos ajudam a explicar o buraco de mais US$ 21 bilhões no fluxo cambial no acumulado do ano até o começo de novembro. Como já mostramos, caminhamos para ter a maior saída de dólares já registrada desde 1985, início da série histórica disponibilizada pelo Banco Central.

Mas para o especialista, a questão estrutural da falta de confiança e imprevisibilidade na condução de politica econômica do Brasil é uma das principais explicações para o fluxo cambial negativo e para a “boca de jacaré” que vemos entre o risco-país, medido pelo CDS, que está em patamares não vistos desde 2013, e a taxa de câmbio, que acena máximas históricas nominais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Blanche, apesar da melhora substancial do prêmio de risco-país, que em um ano teve uma redução de 300 pontos para 120 pontos, o investimento externo não decola e o mesmo ocorre em relação ao investidor interno. Algo que pode ser constatado no gráfico abaixo.

“A taxa de câmbio de equilíbrio não tem nada a ver com o CDS, com prêmio de risco. Mas sim com a insegurança e falta de confiança dos agentes internos e externos. Se não terminar o ajuste fiscal, haverá insolvência e estamos perdidos”, explica.

Blanche nos diz que se dependêssemos apenas das contas externas ainda seriamos um país com grau de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como exemplo, ele cita a relação reservas internacionais sobre a dívida externa total, que passa dos 120%. Tal percentual é mais que o dobro do apresentado por outras economias emergentes com classificação "triplo A”, de 52,8%.

Em compensação, nosso endividamento é muito superior a qualquer país de risco semelhante. Temos uma dívida/PIB de 78,8%, com projeção de passar dos 80% em breve. A média dos demais emergentes é 39,1%. De fato, dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF), mostraram que só perdemos para Egito e Líbano no quesito endividamento público.

“Essa é a razão. Olha que diferença! A qualificação do CDS é um prêmio sobre o Tesouro americano. E esse prêmio não reflete a situação”, avalia.

Elogio ao BC

Blanche também elogiou a forma de atuação do BC no mercado de câmbio. Desde o fim de agosto, o BC vem trocando o hedge, a proteção cambial, dada via swaps (que equivalem à venda de dólar futuro), por dólares das reservas internacionais. A mudança de atuação conversa com o que falamos acima, sobre a demanda por troca de dívidas externas por locais e a forte redução das operações de arbitragem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Foi uma intervenção inteligente, vender à vista e recomprar os swaps. Ele atuou na ponta onde havia falha de oferta, mas não apreciou artificialmente o câmbio. Não distorceu o mercado. Ele evitou uma falha de mercado que poderia resultar em uma explosão na taxa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
Mudanças na CNH

CNH se adapta à era dos carros elétricos: projeto de lei autoriza habilitados na categoria B a conduzirem automóveis mais pesados do que antes

25 de março de 2026 - 15:20

Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH

ISSO NUNCA ACONTECEU

‘Pix suspenso’ é fake news; o que acontece quando você não consegue transferir ou pagar pelo seu banco

25 de março de 2026 - 15:05

Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso

TOUROS E URSOS #264

Tinha uma guerra no meio do caminho: é hora de adequar a carteira ao ciclo de queda da Selic?

25 de março de 2026 - 14:30

Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais

DINHEIRO PARA EXPORTAR

R$ 15 bilhões na mesa: governo reforça crédito para empresas exportadoras em meio à tensão global e guerra no Irã

25 de março de 2026 - 11:28

Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)

NA MIRA

Fraudes de até R$ 500 milhões: PF mira CEO da Fictor em operação contra esquemas milionários — e ligação com Comando Vermelho entra no radar

25 de março de 2026 - 10:33

Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos

PRESSÃO DE LULA?

Petrobras (PETR4; PETR3) avalia recomprar refinaria de Mataripe do fundo árabe Mubadala; entenda o que está em jogo

25 de março de 2026 - 10:13

A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3644 paga prêmio milionário na unidade da federação de maior renda do país; Mega-Sena puxa a fila das loterias acumuladas

25 de março de 2026 - 6:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.

POLÍTICA MONETÁRIA

Sinal verde para a Selic: o segredo escondido na ata do Copom que abre as portas para cortes de 0,50 pp nos juros

24 de março de 2026 - 13:30

A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente

Remédio no carrinho

Nimesulida, dipirona, tadalafila e outros remédios ao lado do leite, da carne e do café? Campeões de vendas nas farmácias agora chegam aos supermercados, mas com regras claras

24 de março de 2026 - 13:27

Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento

COPOM

Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora

24 de março de 2026 - 10:42

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

MELHOROU OU PIOROU?

Haddad diz que vai estudar os efeitos da privatização da Sabesp (SBSP3) e chama debate sobre serviços de ‘natural’

24 de março de 2026 - 10:11

O pré-candidato citou o aumento de reclamações por qualidade do serviço e também afirmou ter verificado que houve reestatização desses serviços em outros países

BRILHOU SOZINHA

Lotofácil 3643 faz o primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; concurso 2371 da Timemania promete prêmio maior que o da Mega-Sena 2988 hoje

24 de março de 2026 - 6:51

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (23). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

COMBUSTÍVEIS

Petrobras (PETR4): diesel fica onde está — pelo menos por enquanto, dizem fontes da estatal a agência

23 de março de 2026 - 15:43

Enquanto importadores pressionam por reajuste, fontes da Reuters dizem que estatal não pretende mexer nos preços agora

OPORTUNIDADE

Correios abrem inscrições para concurso com centenas de vagas em Programa Jovem Aprendiz em todo o Brasil

23 de março de 2026 - 14:24

As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026 da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos são gratuitas; confira os detalhes

BOBEOU NA CURVA

Mega-Sena desbancada: Dupla de Páscoa, +Milionária e Timemania iniciam semana prometendo os maiores prêmios entre as loterias da Caixa

23 de março de 2026 - 7:23

Mega-Sena pode não pagar o maior prêmio da semana, mas valor em jogo não é desprezível. Dupla de Páscoa ainda demora para acontecer. Lotofácil e Quina têm sorteios diários.

LOTERIAS

Alô, Goiás: dupla leva R$ 1,4 milhão na Lotofácil 3642; Mega-Sena e Quina acumulam

22 de março de 2026 - 9:35

Veja os resultados da Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Timemania e Dia de Sorte neste fim de semana

AS MAIS LIDAS DO SEU DINHEIRO

Greve dos caminhoneiros: o dia que parou o Brasil; a coincidência na Lotofácil e o ‘prêmio de consolação’ do Wagner Moura. As mais lidas do Seu Dinheiro

21 de março de 2026 - 17:30

Greve dos caminhoneiros e incertezas sobre o diesel dominam o noticiário, enquanto coincidência rara na Lotofácil e “prêmio de consolação” milionário no Oscar completam a lista das mais lidas da semana no SD

HISTÓRIA DE UM SABOR

Um dos doces de chocolate mais apreciados do mundo tem origem em uma guerra ocorrida há mais de dois séculos e hoje movimenta mais de R$ 30 bilhões por ano

21 de março de 2026 - 14:52

Escassez de cacau na Europa no início do século 19 levou um doceiro piemontês a misturar avelãs moídas com a intenção de fazer o chocolate render. O resto é história.

INVESTIMENTO NO LUXO

FII com retorno alvo de IPCA + 9% ao ano: BTG Pactual lança fundo imobiliário de hotéis de alto padrão no Rio de Janeiro e em São Paulo

20 de março de 2026 - 18:15

O BTG Pactual Prime Hospitalidade deve comprar três hotéis voltados para o público “premium”; o banco destaca a proteção inflacionária do portfólio

PREPARE O BOLSO

Quer comprar um imóvel em São Paulo em 2026? A renda mensal exigida começa em R$ 10 mil nos bairros famosos

20 de março de 2026 - 16:41

Na Bela Vista, bairro com o maior número de transações de compra e venda, o valor que precisa ser comprovado ultrapassa R$ 19 mil por mês; confira a lista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia