O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Se governo afastar risco de insolvência, dólar certamente ficaria abaixo de R$ 4,0 e país seria outro. Resolver situação de Estados e municípios é essencial
Considerado um dos pais do mercado de câmbio no Brasil, o sócio e diretor da Tendências Consultoria, Nathan Blanche, faz uma interessante leitura sobre a relação entre o preço do dólar e a política fiscal. A conclusão é que o dinheiro que aceita juro negativo ao redor do mundo não vem render no Brasil por falta de confiança.
A confiança a que Blanche se refere é dar a certeza aos investidores de que o país vai afastar de vez o risco de insolvência, que não vamos ter de voltar a imprimir dinheiro para arcar com os déficits fiscais.
“O risco da insolvência tem que ser afastado e para isso tem que fazer a PEC paralela. Elimine o risco de solvência fiscal e esse país vai ser outro”, diz Blanche.
Para Blanche, a equipe econômica tem de ter como prioridade essa inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência. Depois, caminhar com a chamada PEC emergencial, que dá instrumentos para lidar com entes federados em estado falimentar, e garantir o cumprimento do teto de gastos e da chamada regra de ouro das finanças públicas.
A analogia feita pelo especialista é que o país estava em um quadro de desastre, com grave sangramento (gasto público). Antes de se levar o paciente ao hospital (demais reformas), é necessário estancar esse sangramento.
A reforma da Previdência estanca metade dessa hemorragia, mas está falando a PEC paralela, já que Estados e municípios têm rombo maior que o da União.
Leia Também
“Sem a PEC paralela você não chega ao hospital. Isso quer dizer que a relação dívida sobre PIB vai continuar subindo, chegando a 90% em dois ou três anos. Se Estados e municípios quebrarem, a federação quebra, o país quebra junto”, explica.
Segundo Blanche, se o governo mostrar responsabilidade tomando conta do dinheiro público – que segundo ele, até então, era uma anarquia – a taxa de câmbio “é bem abaixo de R$ 4,0”.
Blanche nos lembra que temos uma sobra de US$ 17 trilhões no mundo que estão aplicados a juro negativo por falta de confiança.
“Temos tudo para receber parte desse dinheiro se fizermos mais um pouco de reforma fiscal. E temos, também, uma grande vantagem comparativa que é o agronegócio.”, avalia.
Blanche cita dois fatores conjunturais bem conhecidos dos nossos leitores que ajudam a explicar esse comportamento recente do dólar. A troca de endividamento externo por interno e o fim das operações de "carry trade", arbitragem de taxa de juro, que deixaram de ser rentáveis com Selic caindo de 14% para 5% ao ano.
Esses dois movimentos ajudam a explicar o buraco de mais US$ 21 bilhões no fluxo cambial no acumulado do ano até o começo de novembro. Como já mostramos, caminhamos para ter a maior saída de dólares já registrada desde 1985, início da série histórica disponibilizada pelo Banco Central.
Mas para o especialista, a questão estrutural da falta de confiança e imprevisibilidade na condução de politica econômica do Brasil é uma das principais explicações para o fluxo cambial negativo e para a “boca de jacaré” que vemos entre o risco-país, medido pelo CDS, que está em patamares não vistos desde 2013, e a taxa de câmbio, que acena máximas históricas nominais.
Segundo Blanche, apesar da melhora substancial do prêmio de risco-país, que em um ano teve uma redução de 300 pontos para 120 pontos, o investimento externo não decola e o mesmo ocorre em relação ao investidor interno. Algo que pode ser constatado no gráfico abaixo.

“A taxa de câmbio de equilíbrio não tem nada a ver com o CDS, com prêmio de risco. Mas sim com a insegurança e falta de confiança dos agentes internos e externos. Se não terminar o ajuste fiscal, haverá insolvência e estamos perdidos”, explica.
Blanche nos diz que se dependêssemos apenas das contas externas ainda seriamos um país com grau de investimento.
Como exemplo, ele cita a relação reservas internacionais sobre a dívida externa total, que passa dos 120%. Tal percentual é mais que o dobro do apresentado por outras economias emergentes com classificação "triplo A”, de 52,8%.
Em compensação, nosso endividamento é muito superior a qualquer país de risco semelhante. Temos uma dívida/PIB de 78,8%, com projeção de passar dos 80% em breve. A média dos demais emergentes é 39,1%. De fato, dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF), mostraram que só perdemos para Egito e Líbano no quesito endividamento público.
“Essa é a razão. Olha que diferença! A qualificação do CDS é um prêmio sobre o Tesouro americano. E esse prêmio não reflete a situação”, avalia.
Blanche também elogiou a forma de atuação do BC no mercado de câmbio. Desde o fim de agosto, o BC vem trocando o hedge, a proteção cambial, dada via swaps (que equivalem à venda de dólar futuro), por dólares das reservas internacionais. A mudança de atuação conversa com o que falamos acima, sobre a demanda por troca de dívidas externas por locais e a forte redução das operações de arbitragem.
“Foi uma intervenção inteligente, vender à vista e recomprar os swaps. Ele atuou na ponta onde havia falha de oferta, mas não apreciou artificialmente o câmbio. Não distorceu o mercado. Ele evitou uma falha de mercado que poderia resultar em uma explosão na taxa.”
Todas as joias furtadas eram de ouro com diamantes; joalheria não possui seguro das peças
Os ganhadores do concurso 3615 da Lotofácil efetuaram suas apostas por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal.
Até o momento, apenas 15 dos 50 estados dos Estados Unidos podem receber o módulo que ficou conhecido como a “casa da Tesla”
Menino da Malásia comprou domínio com as iniciais de seu nome em 1993; anos depois ganhou milhões com o investimento
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores poderão ser ressarcidos após a liquidação do Banco Pleno; veja os próximos passos
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a +Milionária é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta quarta-feira (28), mas outras modalidades também prometem prêmios milionários hoje. Confira os valores.
Sem acordo entre EUA e Irã, Brent pode seguir firme; com diplomacia, banco projeta queda e reação da Opep+
Pode ser que você conheça alguém que é milionário e nem percebeu por causa dos hábitos dessas pessoas
Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco
Linha subsidiada pelo Tesouro busca dar fôlego ao agronegócio e reduzir risco de retração na produção
Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais […]
A tormenta do Banco do Brasil, a fatura da crise do Banco Master e o Pé-de-Meia foram destaque no Seu Dinheiro; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
A Receita Federal mantém uma fiscalização forte sobre as operações de crédito, que obriga as instituições financeiras a reportarem movimentações que ultrapassem R$ 2 mil mensais
Enquanto a Quina e a Mega-Sena acumularam, a Lotofácil fez três vencedores ontem. Confira os números sorteados nas principais loterias da Caixa Econômica Federal
Segundo Alexandre de Moraes, o Supremo decidiu, em 2019, que guardas municipais não têm direito à aposentadoria especial por atividade de risco, e vigilantes não poderiam ter mais benefícios
Exército se prepara para a possibilidade de operações prolongadas caso o presidente Donald Trump ordene um ataque contra o Irã
Banco Central informa que 5.290 chaves Pix do Agibank tiveram dados cadastrais expostos após falha pontual no sistema da instituição
O mundo rico deveria temer as consequências de juros altos para a economia, de olho nos problemas que essas taxas geram no Brasil
Uma alteração momentânea no ano passado fez a cidade se tornar a primeira capital cerimonial do país no século XXI
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) divulgou dois editais de concurso público voltados a professores e técnicos administrativos