Menu
2019-06-18T12:45:06-03:00
Estadão Conteúdo
Situação complicada

Cresce número de desempregados há mais de 2 anos no País, diz Ipea

Ipea destacou que as mulheres foram as mais afetadas por esta condição no primeiro trimestre do ano, na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior

18 de junho de 2019
12:45
seguro-desemprego
Imagem: Shutterstock

O mercado de trabalho brasileiro continua bastante deteriorado e vem crescendo o número de desempregados que estão nesta situação há mais de dois anos, avaliou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em estudo publicado nesta terça-feira, 18. A melhora dessa situação depende da aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre, indica o estudo.

"Se, no primeiro trimestre de 2015, 17,4% dos desocupados estavam nessa situação (desempregados há mais de dois anos), no mesmo período de 2019, este porcentual avançou para 24,8%, o que corresponde a 3,3 milhões de pessoas", disse o Ipea em análise feita com base em micro dados na Pnad Contínua.

O Ipea destacou que as mulheres foram as mais afetadas por esta condição no primeiro trimestre do ano, na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, representando 28,8% do total de desempregados há mais de dois anos, enquanto os homens representam 20,3%. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas, segundo o Ipea.

Já em análise dinâmica dos dados, na comparação com o primeiro trimestre de 2015, os grupos que apresentaram maior incremento nas suas populações desocupadas há mais de dois anos foram os homens, os trabalhadores mais jovens e os com ensino médio completo, cujas proporções saltaram de 11,3%, 15% e 18,5%, respectivamente, para 20,3%, 23,6% e 27,4%, no período.

"No caso dos trabalhadores mais jovens, este resultado acaba por corroborar um cenário de emprego ainda mais adverso, que combina desemprego elevado (27,3%), baixo crescimento da ocupação (0,4%) e queda de rendimento real (-0,8%)", explicou o órgão vinculado ao Ministério da Economia, sugerindo que esses são os casos que inspiram maior atenção devido ao prejuízo que uma passagem pelo desemprego no início da carreira profissional traz para a trajetória profissional do jovem no médio e longo prazos.

Em uma visão mais ampla, o Ipea mostrou que a parcela de pessoas desocupadas há mais de dois anos entre os primeiros trimestres de 2015 e 2019 cresceu 42,4%.

O Ipea ressaltou que embora ainda bastante deteriorado e com um grande contingente de desempregados, os dados mais recentes sinalizam uma dinâmica mais favorável para o mercado de trabalho brasileiro, mas que dependem da aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre.

De acordo com a Pnad contínua, no trimestre móvel encerrado em abril, a taxa de desocupação ficou em 12,5%, recuando 0,4 pontos percentuais na comparação com igual período do ano anterior. Em relação aos trimestres imediatamente anteriores, os dados dessazonalizados mostram que o desemprego vem mantendo uma trajetória de leve redução, com taxa de 12% no período fevereiro-março-abril de 2019.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

balanço do dia

Covid-19: casos sobem para 15,5 milhões e mortes, para 432,6 mil

O total de vidas perdidas durante a pandemia subiu para 432.628. Entre ontem e hoje, foram registradas 2.211 novas mortes.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Mudaram as estações, mas nada mudou na bolsa

Quem olha para o saldo do Ibovespa na semana pode achar que os últimos dias foram um marasmo. O índice, afinal, ficou praticamente estável — uma quase desprezível queda de 0,13%. “Mas eu sei que alguma coisa aconteceu / tá tudo assim, tão diferente”, já dizia a música. E é verdade: nada mudou na bolsa, […]

Fechamento da semana

Inflação americana e minério de ferro vivem ‘dias de luta e dias de glória’, monopolizando a semana; dólar avança e bolsa recua no período

O minério de ferro puxou Vale e siderúrgicas para cima – mas depois derrubou. A inflação americana também assustou, mas conseguiu acalmar o ânimo dos investidores. Confira tudo o que movimentou a semana

Engordando o caixa

Petrobras gera US$ 2,5 bilhões com desinvestimentos em 2021; venda mais recente é para fundo árabe

E a estatal não deve parar por aí, pois o diretor financeiro da empresa já reafirmou a intenção de continuar com o programa de venda de ativos

Em evento do BofA

Presidente do BC revela preocupação com análise de autonomia no STF e planos para PIX internacional

Campos Neto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm conversado com ministros da Corte sobre os questionamento acerca do tema

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies