Câmara começa a tratar sobre comissões, mas líder do governo já joga instalação para frente
Lideranças da Casa devem se reunir na segunda-feira para debater a instalação das comissões e fechar as pautas do semestre

A Câmara começa a se movimentar em torno das pautas que vão ser discutidas pelos parlamentares ao longo do primeiro semestre. Os líderes da Casa têm um encontro marcado na próxima segunda-feira, 11, para tentar definir algumas das principais comissões permanentes e também uma pauta mais ampla de projetos prioritários para o período.
A principal expectativa é em relação à definição da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), a única que deve ter o martelo batido no início da próxima semana. O colegiado é a porta de entrada da maioria dos projetos que passa pelo Congresso.
Havia uma perspectiva inicial de que a CCJ fosse instalada no fim de fevereiro. No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que ainda precisava conversar com o PT para fechar o desenho das comissões. Vale lembrar que a CCJ é a comissão que analisa se as propostas respeitam princípios constitucionais. Ela ficará sob o comando do PSL, maior partido da Casa e única sigla a ser considerada, até agora, como da base do governo.
Nesse tema, Maia enfrenta uma saia justa. Durante a sua campanha pela reeleição à presidência da Câmara, ele acabou prometendo os mesmos espaços para mais de uma legenda. Um dos principais casos é a comissão de Finanças e Tributação, cujo controle foi prometido ao partido do presidente Bolsonaro, mas que no fim das contas deve acabar nas mãos do MDB. Outro exemplo é a comissão de Transportes, disputada pelo DEM e pelo MDB. Os dois partidos acusam Maia de ter prometido o comando para ambos.
Devagar, quase parando
Apesar da pressão dos governistas, os deputados devem sair frustrados em relação à instalação de outras comissões temáticas já na próxima semana. O líder do governo na Casa, major Vitor Hugo (PSL-GO), por exemplo, estimou nesta quinta-feira, 7, que as disputas entre os partidos pelo comando dos colegiados deverá se estender por até três semanas.
Sem as comissões, resta aos parlamentares votarem projetos que já estão no plenário. O problema é que, enquanto isso, propostas importantes como a reforma da Previdência seguem estagnadas.
Leia Também
Voltando à CCJ...
No funcionamento da Câmara, todos os projetos acabam passando pela análise da CCJ e posteriormente por outras, de acordo com o tema. Só então elas seguem para votação no plenário. É nesse processo que se justifica a importância dos presidentes das comissões, que podem definir a pauta e o ritmo de votação das matérias, além dos relatores.
O partido do presidente Bolsonaro deve indicar para a presidência do colegiado, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), filho do delegado e deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR). Na vice-presidência deve ser indicada a deputada Bia Kicis (PSL-DF). A expectativa é que ela tenha uma participação ativa no colegiado e na aprovação da Nova Previdência nessa instância.
*Com Estadão Conteúdo.
DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026