Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado na corda-bamba

Mercado mantém otimismo com novo governo, mas discurso genérico de Bolsonaro em Davos acende sinal de alerta

Olivia Bulla
Olivia Bulla
23 de janeiro de 2019
5:30 - atualizado às 13:45
Se não detalhar propostas em breve, brilho do governo aos olhos do investidor pode começar a se desgastar

O presidente Jair Bolsonaro tinha 45 minutos reservados para falar na abertura do fórum econômico em Davos. Esperava-se que o discurso durasse ao menos meia hora. Mas não chegou nem a dez. A mensagem genérica e previsível, sem detalhar como planeja estabilizar as contas públicas, frustrou, em partes, o mercado financeiro brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao final da sessão de ontem, a Bolsa brasileira registrou a maior queda neste ano, de quase 1%, mas segurou-se nos 95 mil pontos, ao passo que o dólar voltou à marca de R$ 3,80, no maior nível em 2019. Houve, sim, grande influência do ambiente externo cada vez mais preocupado com a desaceleração econômica global e com a guerra comercial.

Mas foi a falta de detalhes ontem na fala do presidente que frustrou as expectativas por um discurso mais incisivo, aumentando a espera por novas declarações e sinalizações do governo em relação ao ajuste fiscal e às reformas econômicas. Os ativos locais seguem ávidos por novidades, de modo a manter a onda de otimismo com o novo governo.

Hoje, os investidores podem passar o pente-fino na fala de Bolsonaro, passadas a tensão com a estreia internacional e a decepção com o discurso curto na primeira aparição em Davos. Ainda na cidade suíça, o presidente participa de entrevista à imprensa, ao lado dos seus super-ministros Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça), a partir das 13h.

Ontem, Guedes conseguiu transmitir uma mensagem de entusiasmo e passou previsibilidade do país aos investidores. Ele defendeu a reforma da Previdência e um novo regime, o de capitalização, e falou de privatizações. Porém, em ambos os temas, o ministro tampouco detalhou ou mencionou alvos específicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olhar estrangeiro

Para os “gringos”, a quase ausência de qualquer menção ao que será feito para cobrir o rombo das contas públicas pode ser um indício de que o compromisso do governo com a reforma fiscal não é tão forte quanto alguns esperam. E se Bolsonaro não detalhar em breve como ele planeja enfrentar esse desafio, o brilho do governo pode começar a se desgastar.

Leia Também

Afinal, o principal desafio continua sendo a execução, na prática, dos planos de gerar superávit primário, abrir a economia, reduzir o tamanho do Estado etc. E foi por isso que o discurso de Bolsonaro na cidade suíça decepcionou, diante da falta de substância e credibilidade. O que a elite financeira mundial procurava eram medidas concretas.

A sensação deixada lá fora é de que, se Bolsonaro falou por tão pouco tempo talvez seja porque ainda não há, necessariamente, um plano sobre como irá fazer para mudar as regras da aposentadoria ou privatizar as empresas estatais. Poderia ter sido mais prolixo em “vender” o país para o público presente em Davos, repleto de investidores.

Congresso em foco

Por ora, os investidores - locais e institucionais, principalmente - seguem confiantes na agenda liberal, a ser conduzida pelo ministro Paulo Guedes. O sentimento ainda é de que, antes de convencer os estrangeiros a alocar seus recursos no Brasil, o Palácio do Planalto precisa conquistar apoio do Congresso para aprovar as medidas de ajuste fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, as atenções se voltam, agora, para a retomada das atividades no Legislativo, no mês que vem. Deputados e senadores voltam aos trabalhos em plena sexta-feira, dia 1º de Fevereiro para eleger os presidentes da Câmara e do Senado, além dos demais cargos da Mesa.

Até lá, porém, o mercado financeiro brasileiro estará atento às articulações dos partidos. A expectativa é de que Rodrigo Maia seja reeleito pelos deputados. Mas cresce a oposição à candidatura dele, não apenas pelas siglas de esquerda, mas também do Centro. No Senado, Simone Tebet concorre com Renan Calheiros a indicação interna do MDB.

A reunião para definir a candidatura ficou marcada para 29 de janeiro. Se Simone vencer, o senador eleito Major Olímpio, do PSL, pode desistir de concorrer à presidência da Casa. O partido dele está indignado com as movimentações do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para que o DEM lance um nome.

Exterior de lado

Os mercados internacionais amanheceram de lado nesta quarta-feira, após notícias de possíveis sobressaltos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que abalaram Wall Street ontem. Na Ásia, porém, o sinal das bolsas foi misto: houve leves baixas em Tóquio e em Xangai, mas ligeira alta em Hong Kong.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dados mais fracos que o esperado no Japão ampliaram o temor com a desaceleração econômica global. O país registrou o primeiro déficit comercial desde 2015, após o maior recuo das exportações em dois anos. O desempenho sugere que a perda de tração na China está afetando os negócios de países vizinhos.

Com isso, o Banco Central japonês (BoJ) deixou a política monetária inalterada, mas cortou a previsão para a inflação neste e no próximo ano, reforçando a postura firme de manter os estímulos à economia do país. Em reação, o iene perdeu terreno para o dólar, mas a moeda norte-americana tem desempenho misto em relação aos rivais.

Já o BC chinês (PBoC) voltou a injetar liquidez no sistema financeiro, através de uma nova ferramenta, que fornece recursos de médio prazo (MLF). A operação injetou US$ 40 bilhões com vencimento de até um ano e novamente acontece à medida que se aproxima o feriado do Ano Novo Lunar.

No Ocidente, as principais bolsas europeias caminham para uma abertura negativa, apesar do sinal positivo ensaiado em Nova York. Os índices futuros tentam se apoiar na fala do conselheiro da Casa Branca, Larry Kudlow, de que o encontro agendado para a semana que vem com os chineses será “muito, muito importante” e “determinante”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração reduz, em partes, as dúvidas na questão comercial sino-americana, após relatos ontem de que o presidente Donald Trump teria rejeitado uma reunião preparatória com autoridades chinesas nesta semana, devido à falta de progresso em relação à propriedade intelectual.

Segundo Kudlow, os dois lados trabalham para negociações “de alto nível” e Trump “não irá recuar” e irá forçar a China a promover reformas substanciais no comércio. A estratégia norte-americana parece elevar a pressão sobre Pequim antes do fim do prazo da trégua comercial, em março. Mas isso pode causar desconforto nos mercados, induzindo uma volatilidade até lá.

Prévia da inflação em destaque

A agenda econômica desta quarta-feira traz como destaque apenas a prévia da inflação ao consumidor brasileiro em janeiro. O IPCA-15 deve apagar a queda de 0,16% registrada em dezembro e subir 0,35% neste mês. Ainda assim, a taxa acumulada em 12 meses deve desacelerar a 3,8%, distante da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,25%.

Ainda assim, a taxa mais salgada em janeiro pode ser apenas o início de leituras mais altas nos índices de preços no varejo. Afinal, o calor intenso neste verão brasileiro combinado com o baixo volume de chuvas para o mês e o consumo recorde de energia pode antecipar o fim da bandeira verde na conta de luz - se não em fevereiro, já em março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa perspectiva inibe, então, as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderia voltar a cortar a taxa básica de juros em breve. Nessa perspectiva, a inflação comportada e a recuperação econômica lenta demandam uma nova queda da Selic. Mas as incertezas em relação à agenda de reformas diminuem as chances de novos estímulos.

Os resultados efetivos do IPCA-15 serão divulgados às 9h. Antes, saem os números preliminares sobre a confiança da indústria em janeiro (8h). Depois, serão conhecidos os dados do emprego formal no país em dezembro (9h30) e sobre a entrada e saída de dólares do Brasil no início deste ano (12h30). Já no exterior, o calendário está esvaziado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALÍVIO NO BOLSO

Diesel mais barato? Governo amplia subsídios para conter impacto da guerra; gás de cozinha também terá redução

6 de abril de 2026 - 18:30

Redução no diesel pode passar de R$ 2,60 por litro, mas repasse ao consumidor ainda depende dos estados e das distribuidoras

BC SOB PRESSÃO

Guerra pode travar cortes na Selic? A resposta de Galípolo diante das tensões geopolíticas que não chegam ao fim

6 de abril de 2026 - 17:30

Com conflito entre EUA, Israel e Irã aparentemente longe de terminar, o presidente do BC vê cenário mais incerto; enquanto isso, inflação sobe nas projeções e espaço para queda dos juros diminui

LEILÕES

Caixa Econômica Federal promove leilão que conta com imóvel com lance inicial é de apenas R$ 37 mil

6 de abril de 2026 - 15:14

Estarão disponíveis no leilão da Caixa mais de 500 casas, apartamentos ou terrenos em todo o Brasil; veja como participar

PIKACHU QUE VALE MAIS QUE OURO

Venda de carta de Pokémon junto com colar de diamantes alcança US$ 16,5 milhões, mas não por causa da joia

6 de abril de 2026 - 11:45

Cartinha de Pokémon entra para a história após ser vendida por milhões pelo influenciador norte-americano Logan Paul

VEJA AS PROJEÇÕES

Onde vão parar inflação, Selic, PIB e dólar com a guerra no Irã? Economistas ajustam projeções mais uma vez; veja detalhes do Focus

6 de abril de 2026 - 10:02

Pressionadas pela disparada do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, as expectativas de inflação voltaram a subir no Brasil, enquanto o mercado segue atento aos possíveis efeitos sobre os juros no país e no exterior

RECUPERANDO POSIÇÕES

Mega-Sena retorna ao pódio das loterias com maiores prêmios na semana, mas ainda não chega nem à metade do valor da +Milionária

6 de abril de 2026 - 7:18

Mega-Sena entrou acumulada em abril e recuperou posições no ranking de maiores prêmios estimados para as loterias da Caixa. Com R$ 13 milhões em jogo, Lotomania é o destaque desta segunda-feira (6).

TEMAS QUE BOMBARAM

Porto seguro do Tesouro Selic, fim da linha no Itaú e a corrida pelos milhões das loterias: as mais lidas da semana no Seu Dinheiro

5 de abril de 2026 - 16:32

Os leitores concentraram sua atenção em temas que impactam diretamente o bolso — seja na proteção do patrimônio, nas decisões de grandes empresas ou na chance de transformar a vida com um bilhete premiado

DATAS IMPORTANTES

Agenda da economia no Brasil: inflação e balança comercial movimentam os mercados nesta semana; veja detalhes

5 de abril de 2026 - 13:02

Indicadores ajudam a calibrar as expectativas do mercado para os próximos meses e influenciam decisões sobre juros, investimentos e consumo

NÃO DECEPCIONARAM

Não foi só a Dupla de Páscoa: Lotofácil 3653 e Dia de Sorte 1197 também fazem novos milionários; Mega-Sena sai com repetição rara e +Milionária tem bola na trave impressionante

5 de abril de 2026 - 8:41

Lotofácil fez 3 novos milionários na noite da Dupla de Páscoa, mas apostador teimoso da Dia de Sorte terá direito a um prêmio ligeiramente superior.

CONSTRUÇÃO HISTÓRICA

Quem veio primeiro: o coelho ou ovo de Páscoa? A origem das tradições é mais antiga do que parece

5 de abril de 2026 - 7:31

Muito antes do chocolate, ovos e coelhos já eram símbolos de fertilidade e renovação — e têm raízes que vão além da tradição cristã

COMO ERA DE SE ESPERAR

Dupla de Páscoa 2026 tem 53 ganhadores, mas apenas três ficam milionários com o prêmio

4 de abril de 2026 - 23:57

Dupla de Páscoa de 2026 premiou quatro bilhetes na faixa principal e ainda fez um milionário no segundo sorteio

NÃO TEM MAIS VOLTA

Números da Dupla de Páscoa 2026 são sorteados; veja se você acertou

4 de abril de 2026 - 21:09

Resultado do rateio da Dupla de Páscoa de 2026 será conhecido dentro de alguns minutos; acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro

DE HOJE NÃO PASSA

Apostas encerradas! Acompanhe ao vivo o sorteio da Dupla de Páscoa; prêmio é estimado em R$ 40 milhões

4 de abril de 2026 - 20:01

A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.

DE OLHO NOS PREÇOS

Governo reage à alta dos combustíveis: ANP intensifica fiscalização contra aumentos abusivos e avança com programa de subvenção ao diesel

4 de abril de 2026 - 11:30

A agência já emitiu autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras de combustíveis, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões

VEJA OS PREÇOS

Almoço de Páscoa ficou mais barato, mas queda nos preços esconde ‘pegadinha’ e revela inflação onde mais dói no bolso

3 de abril de 2026 - 16:28

Mesmo com queda média de 5,73% nos preços da cesta de Páscoa, itens tradicionais como chocolate e bacalhau sobem bem acima da inflação e concentram a pressão no bolso do consumidor

VEJA O PASSO A PASSO

R$ 1,7 bilhão em dívidas renegociadas: Banco do Brasil (BBAS3) estende prazo para acordo com devedores; veja como fazer o seu

3 de abril de 2026 - 15:30

Após renegociar R$ 1,7 bilhão em dívidas, o Banco do Brasil prorroga até 30 de abril as condições especiais para clientes regularizarem pendências; veja o passo a passo

TENSÃO NA ESTATAL

Em meio à alta do petróleo, Petrobras (PETR4) rebate cálculos que indicam defasagem de preços do diesel e gasolina

3 de abril de 2026 - 13:45

A estatal nega a defasagem e afirma que a política de preços tem como objetivo evitar o repasse automático das oscilações do mercado internacional

PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil 3652, Quina 6992 e outras loterias encalham na véspera do feriado; quase 300 apostadores batem na trave e ficam com gostinho de ‘quero mais’

3 de abril de 2026 - 7:11

Lotofácil, Quina, Timemania e Dia de Sorte acumulam enquanto feriado da Sexta-Feira Santa adia sorteios antes da Dupla de Páscoa, que corre amanhã (4)

BENEFÍCIOS

Gás do Povo abril de 2026: veja datas do benefício e quem pode receber o botijão gratuito

3 de abril de 2026 - 6:47

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

PARA ONDE VAI O SETOR?

Apartamentos de até 40 metros, foco em investidores e moradia como serviço: pesquisa mostra o que está na mira das incorporadoras

2 de abril de 2026 - 18:32

Apesar do receio com os juros altos e custos de insumos, a maioria das incorporadoras tem planos para lançar imóveis neste ano; quais são as tendências?

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia