🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Não vai ter acordo

Olivia Bulla
Olivia Bulla
4 de dezembro de 2019
5:33 - atualizado às 6:12
Nova rodada de tarifas contra produtos chineses deve entrar em vigor no dia 15

As investidas protecionistas da Casa Branca, com o presidente norte-americano, Donald Trump, usando a artilharia das tarifas contra vários parceiros comerciais, assustam o mercado financeiro. Os investidores alimentavam esperanças de que Estados Unidos e China iriam assinar um acordo antes do fim do ano, mas já se dão conta de que uma nova taxação contra US$ 160 bilhões em produtos chineses deve entrar em vigor no dia 15.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais que isso, o mercado financeiro tenta entender o significado de um cenário sem acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo. O prolongamento da batalha tarifária sino-americana ao longo de todo o ano que vem mina as expectativas por um cessar-fogo, apontando para um fim de ano conturbado para os ativos de risco e recuando o otimismo anterior dos investidores em relação ao crescimento da economia global.   

Aparentemente não houve um consenso entre Washington e Pequim sobre pontos preliminares, que seriam tratados na fase um, em meio à exigência da China de retirada das tarifas existentes e suspensão das programadas. É bom lembrar que essa pré-condição do lado chinês era conhecida desde o início das negociações entre os dois países.

Percebe-se, então, que a segunda maior economia do mundo não se curvou à maior potência estrangeira, desagradando a Casa Branca. Tanto que Trump vem dizendo que só irá assinar um acordo que beneficie e atenda aos interesses dos EUA e admite esperar até o fim das eleições presidenciais norte-americanas, em novembro de 2020, para fazer um acordo - como parecia ser a intenção da China, desde o início.  

Além disso, o mercado financeiro sabe que, mesmo se houver um acordo preliminar, a guerra comercial entre EUA e China está longe acabar. Um termo provisório apenas mudaria a fase da disputa, passando a ser focada menos em tarifas e mais em questões relacionadas à tecnologia e à estratégia industrial. Com isso, a economia global deve perder tração em 2020 quando comparado ao padrão anterior de crescimento - inclusive nos EUA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exterior deprimido

O sinal negativo prevalece entre as bolsas no exterior, na esteira dos comentários de Trump ontem. As principais bolsas asiáticas fecharam em queda, com as perdas lideradas por Hong Kong (-1,2%). Xangai recuou 0,2%, digerindo uma nova resolução aprovada pelo Congresso norte-americano sobre a repressão da minoria islâmica na China, irritando novamente Pequim, que alertou os EUA para parar de interferir em questões internas.  

Leia Também

Os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram no vermelho, pressionando a abertura do pregão europeu, em meio às incertezas sobre o rumo que a guerra comercial irá tomar. Wall Street também digere o resultado das investigações do processo de impeachment contra Trump, que mostrou que o presidente norte-americano subverteu a política externa dos EUA em benefício próprio e cometeu obstrução.

Nos demais mercados, percebe-se certa busca por proteção em ativos seguros. Ainda assim, o petróleo é negociado em alta, antes da reunião do cartel dos maiores países produtores e exportadores da commodity, que pode decidir por novos cortes na produção. Entre as moedas, destaque novamente para o dólar australiano, que tem fortes perdas, após a decepção com o crescimento do país (PIB) no trimestre passado. 

Nem Pibinho, nem Pibão

Já o mercado financeiro doméstico tentou se desvencilhar ontem da escalada da tensão comercial no exterior, usando como escudo o crescimento acima do esperado da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano. Os investidores comemoraram a alta de 0,6% do PIB como se o número fosse invertido, nos moldes de um PIB chinês.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olhando de forma isolada, o resultado foi fraco, mas a revisão nos números de 2017 e 2018 somada aos indicadores antecedentes do quarto trimestre de 2019 sugerem que o crescimento deve continuar. E, por esse lado, os dados são animadores, sinalizando que o país entrou na rota de expansão, enquanto o mundo teme uma desaceleração. 

Tanto que várias instituições financeiras melhoraram a estimativa de alta da economia brasileira neste ano e no próximo ano, na esteira dos dados divulgados ontem. Ainda assim, os números estão longe das previsões mais otimistas, entre +2,5% e +3% - ou mais, sinalizando que o país pode ter dificuldade de gerar taxas de crescimento acima de 2,0%.

Por isso, o mercado financeiro deve comemorar a alta do PIB brasileiro no trimestre passado com parcimônia. Afinal, os dados ainda são confrontados com uma base de comparação muito baixa e os investidores acreditam que a agenda de reformas precisa continuar para colocar a economia de volta aos trilhos, rumo a um crescimento sustentável. 

Só assim, os ativos brasileiros devem se descolar do cenário externo de maior incerteza. À medida que se tornar sólida a percepção de diferencial do crescimento doméstico, em aceleração, frente ao restante do mundo, diante da perda de tração da economia global, é que a vinda do investidor estrangeiro deve ficar mais evidente - se o “gringo” vier.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agenda traz dados de atividade

Aliás, novos dados sobre a atividade no Brasil e no exterior recheiam a agenda econômica desta quarta-feira. Por aqui, o destaque fica com os números da produção industrial em outubro, que deve ter ganhado tração e crescido 0,8% em relação a setembro, na terceira alta mensal consecutiva. 

Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento da indústria nacional deve ser de 1,5%, no segundo resultado positivo seguido. Os dados efetivos serão conhecidos às 9h. Depois, às 14h30, saem os dados de novembro do Banco Central sobre a entrada e saída de dólares (fluxo cambial) do Brasil.

No exterior, logo cedo, serão conhecidas as leituras revisadas de novembro dos índices dos gerentes (PMI) dos setores industrial e de serviços na zona do euro. Nos EUA, os índices PMI e ISM do setor de serviços saem a partir das 11h45. Destaque ainda para os números da ADP sobre a geração de vagas no setor privado norte-americano em novembro (10h15).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ÚLTIMAS HORAS

Salário de R$ 22,5 mil: Último dia para se inscrever em concurso com carreira internacional

25 de fevereiro de 2026 - 10:59

Prazo termina hoje para concorrer a uma das 60 vagas com remuneração equivalente a cerca de 14 salários mínimos

COMO SE DESTACAR

As habilidades que vão colocar profissionais em destaque no mercado de trabalho em 2026, segundo rede social de networking profissional

25 de fevereiro de 2026 - 10:21

Estudo do LinkedIn aponta competências técnicas e comportamentais em alta, destacando IA, gestão de projetos e comunicação estratégica em diferentes áreas

REDUÇÃO DAS TAXAS

Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

25 de fevereiro de 2026 - 9:54

Aeronaves ficam isentas; 25% das vendas ao país terão taxa de 10%

O QUE ESTÁ NA MESA DA XERIFE

CVM tem 6 investigações em andamento sobre Master, Reag e outras entidades

25 de fevereiro de 2026 - 9:31

Há processos e investigações envolvendo a Ambipar, Banco de Santa Catarina, Reag Investimentos, Reag Trust e outras empresas conectadas ao caso

BRILHOU SOZINHA

Lotofácil 3620 tem 15 vencedores, mas só um deles fica milionário com o prêmio; Mega-Sena acumula de novo e vai a R$ 130 milhões

25 de fevereiro de 2026 - 6:49

Enquanto a Lotofácil tem vencedores praticamente todos os dias, a Mega-Sena pagou o prêmio principal apenas uma vez este ano desde a Mega da Virada.

VALE DA ELETRÔNICA

Essa cidade do interior de Minas Gerais é reconhecida como modelo global de inovação

24 de fevereiro de 2026 - 15:01

Cidade do interior de Minas Gerais ficou conhecida por ser o ‘Vale da Eletrônica’ no Brasil

BULA MENTIROSA?

Remédio que combate o colesterol ‘ruim’ tem menos efeitos colaterais do que se imaginava

24 de fevereiro de 2026 - 11:25

Autores de um novo estudo dizem que as bulas das estatinas deveriam ser alteradas para refletir a conclusão

PREPARE O BOLSO

Listagem sugere GTA 6 com preço mais alto do esperado no Brasil; saiba o valor

24 de fevereiro de 2026 - 11:17

Expectativa com o lançamento do GTA 6 reacende debate sobre reprecificação no mercado de games; produtora ainda não divulgou o preço oficial.

MAPA DA REMUNERAÇÃO

Salários no Brasil variam até 60% de um Estado para outro; veja onde se ganha mais – e menos

24 de fevereiro de 2026 - 9:47

Confira como os rendimentos variam entre os estados e onde estão as melhores e piores remunerações do país

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3619 tem 5 ganhadores e Quina 6959 sai para vencedor único, mas ninguém fica milionário; Mega-Sena pode pagar R$ 116 milhões hoje

24 de fevereiro de 2026 - 7:19

Lotofácil não foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira, mas foi a que deixou os sortudos mais próximos da marca de R$ 1 milhão.

INVESTIDOR CAUTELOSO

Renda fixa domina e ações seguem pressionadas: o equilíbrio entre risco e retorno, segundo a Moody’s

23 de fevereiro de 2026 - 19:58

Ranking avalia desempenho ajustado ao risco em três anos e mostra preferência crescente do investidor por estratégias mais previsíveis

DE OLHO NA ESTABILIDADE

Concurso em São Paulo abre inscrições com salários de até R$ 10,2 mil; veja vagas

23 de fevereiro de 2026 - 15:35

Certame oferece oportunidades para níveis fundamental, médio e superior; provas estão previstas para abril

SÁMI DE INARI

Ela esteve próxima de se transformar em língua morta, mas foi salva da extinção por um grupo de crianças

23 de fevereiro de 2026 - 15:29

Crianças da Lapônia, região situada no Círculo Polar Ártico, salvam a língua sámi de Inari da extinção

BOLADA DE R$ 116 MILHÕES

O que fazer com R$ 116 milhões? Veja quanto rende o prêmio da Mega-Sena com a Selic a 15%

23 de fevereiro de 2026 - 14:06

Bolada da Mega-Sena que será sorteada nesta terça-feira (24) teria potencial de gerar ganhos milionários mesmo em investimentos conservadores

‘VARÍOLA DOS MACACOS’

Mpox: Doença tem 55 casos confirmados no Brasil; nova variante é detectada no Reino Unido e na Índia; veja sintomas e tratamento

23 de fevereiro de 2026 - 13:21

Mpox registrou 1.056 casos confirmados e dois óbitos relacionados à doença no Brasil em 2025

LOTERIAS

Com R$ 116 milhões em jogo, Mega-Sena promete maior prêmio da semana, mas Lotofácil acumulada rouba a cena hoje

23 de fevereiro de 2026 - 7:03

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Lotomania e a Lotofácil são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (23); confira os valores.

VIAJOU NO ESPAÇO?

Centros de dados para IA no espaço? Ideia de Elon Musk é “ridícula”, diz CEO da OpenAI, dona do ChatGPT

22 de fevereiro de 2026 - 15:50

Elon Musk, homem mais rico do mundo e dono da SpaceX e Tesla, afirma que quer construir os centros no espaço, com uso de energia solar

DEPOIS DO TARIFAÇO

“Com alíquota igual para todos nos EUA, Brasil não perde competitividade”, e ainda tem vantagens, diz Alckmin — veja onde indústria brasileira pode ganhar agora

22 de fevereiro de 2026 - 13:12

A competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar, na visão do vice-presidente. “Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem”, disse

MERCADO DE TRABALHO

Até os empregos mais qualificados podem acabar até 2030 — e o melhor que você pode fazer por si é evitá-los (ou procurar outra coisa)

22 de fevereiro de 2026 - 11:47

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que até 22% dos empregos atuais serão impactados até 2030, com profissões qualificadas também na linha de corte

GUERRA COMERCIAL

Governo brasileiro vai insistir no diálogo com os EUA após Trump anunciar tarifa de 15%: “Não queremos nova Guerra Fria”, diz Lula

22 de fevereiro de 2026 - 10:40

“Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria”, declarou Lula, em viagem à Índia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar