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2019-11-13T19:55:32-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Diplomacia

Bolsonaro e líderes tentam vender o peixe dos Brics a empresários

Presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul contam a empresários o que têm feito para melhorar o ambiente de negócios

13 de novembro de 2019
19:55
BRICS, Bolsonaro, Xi Jinping
Imagem: Alan Santos/PR

Os chefes de Estado e de governo do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul fizeram a palestra de encerramento do Fórum Empresarial dos Brics. Em comum, o desejo por maiores investimentos e trocas comerciais e a posição de marqueteiros. Com cada um vendendo seu país para uma plateia de empresários. Nas falas, algumas críticas ao protecionismo e uma demanda indiana por maior pragmatismo nas relações intragrupo.

Último a falar, Jair Bolsonaro assumiu o papel de “cartão de visita” que, segundo ele mesmo o presidente faz, e disse que o país está de braços abertos para um ambiente de comércio mais profundo e diversificado.

Bolsonaro apontou que o Brasil “está fazendo a lição de casa” com as reformas e que está se abrindo para o mundo. Ele também fez um afago na plateia ao dizer que os empresários são os responsáveis pela integração final entre os países no comércio exterior. “Quero apenas cumprimentá-los por acreditar no país e no futuro do Brics”, disse Bolsonaro.

Primeiro a falar, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, gastou boa parte de seu tempo falando das reformas que seu país vem fazendo para estimular o empreendedorismo, abrir novas áreas industriais especiais e criar uma área de livre comércio na África.

Ramaphosa também falou que os países enfrentam problemas com “economias mais fechadas” e que isso também representa uma redução na oportunidade de investimentos. “Estamos comprometidos com mercados abertos e globais”, disse.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que o desenvolvimento da economia chinesa constitui uma oportunidade para todo o mundo. Nos últimos cinco anos, disse Xi, a China sozinha respondeu por cerca de 30% do crescimento mundial, além de fazer mais de US$ 134 bilhões em investimentos, apenas no ano passado.

“Temos a perspectiva de aumentar nosso crescimento no futuro. Queremos abrir a economia e criar ambiente mais favorável no nosso país”, disse.

Segundo Xi, o crescimento do protecionismo “está ameaçando o comércio e o investimento internacional”, algo que está atingindo a economia mundial. Ele também pediu maior integração intragrupo.

Agenda prática

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, foi o mais econômico na fala de seus próprias qualidades, mas foi o único a cobrar uma agenda prática de empresários e governos dos Brics.

Modi pediu metas mais ambiciosas de investimento e demandou que sejam identificados 10 setores econômicos que serão alvo de cooperação intragrupo. Ele também pediu que sejam identificadas cinco áreas onde os países têm complementariedade de cadeias de produção.

Sobre a Índia, Modi disse que a estabilidade política, a previsibilidade e a realização de reformas favoráveis aos empresários impulsionaram o crescimento do país. “Queremos ser uma economia de US$ 5 trilhões até 2024”, disse. Hoje a economia está na casa dos US$ 2,5 trilhões.

O presidente russo, Vladimir Putin, falou que seu país segue políticas equilibradas e quem tentado fortalecer alguns setores-chave da economia. Ações que tem evitado uma recessão. “Mas não estamos satisfeitos, queremos melhores condições para novos investimentos”, disse.

Putin também ofereceu o conhecimento russo em energias renováveis, uso do gás natural e energia nuclear. “A Rússia tem as mais modernas tecnologias de energia limpa e estamos dispostos a aumentar nossa cooperação no setor”, disse Putin.

Segundo Putin, os Brics têm de fortalecer vínculos e não deixar se abater pelo protecionismo e outros problemas alfandegários.

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