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Usando tecnologia e patriotismo, vamos prestar serviços para o Estado, diz novo presidente do BNDES

Segundo Gustava Montezano, a ideia é assessorar governos a fazerem privatizações, concessões ao setor privado e reestruturações financeiras. 

Montezano
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a cerimônia de posse do Presidente do BNDES, Gustavo Montezano - Imagem: Marcos Corrêa/PR

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta sexta-feira, 19, que, ao colocar em prática o plano de transformar a instituição em prestadora de serviços para o Estado, a ideia é assessorar governos a fazerem privatizações, concessões ao setor privado e reestruturações financeiras.

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Segundo ele, nessa função, o BNDES deixará de competir com o financiamento privado. "Usando tecnologia e patriotismo, vamos prestar serviços para esse Estado", afirmou Montezano, em discurso numa apresentação pública a funcionários do BNDES, na sede do banco, no Rio, referindo-se a todas as esferas de governo.

No discurso, o executivo voltou a repetir o mote de que o BNDES será "menos banco e mais desenvolvimento", lançado em seu discurso de posse, em Brasília. Segundo Montezano, esse papel de prestador de serviços é diferente do cumprido pelo banco nos últimos anos, quando, com o "desafio de alocar bilhões em capital", o BNDES se tornou "muito banco".

Sendo banco, o sucesso do BNDES vinha sendo medido em crédito, disse. No novo papel, o banco continuará emprestando, mas fará isso com menor intensidade, e com foco em setores como infraestrutura e saneamento básico, onde há menos "capital privado".

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"O banco acabou competindo, entrando em áreas que a economia privada consegue atuar. Isso é pouco eficiente para a sociedade. Queremos ser um banco de serviços", afirmou o novo presidente do banco de fomento.

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Segundo o executivo, o BNDES está apto para fazer isso porque seus funcionários conhecem o Estado e o Brasil como poucos. Montezano explicou ainda que a ideia é cobrar dos governos pelos serviços prestados, mas com menos foco no lucro.

*Com Estadão Conteúdo 

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