Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Falando em privatização...

‘O Estado é um péssimo detentor de empresas’, diz presidente do BNDES

Gustavo Montezano estima que será possível levar a mercado as privatizações na área de saneamento em até 12 meses após a aprovação do novo marco regulatório do setor

Estadão Conteúdo
30 de setembro de 2019
15:16
BNDES Gustavo Montezano
Presidente do BNDES, Gustavo Montezano - Imagem: Hoana Gonçalves/Ascom ME

Já assumindo o "novo papel" que vislumbra para a instituição de fomento, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, estima que será possível levar a mercado as licitações de desestatização na área de saneamento em até 12 meses após a aprovação do novo marco regulatório do setor, hoje em discussão no Congresso Nacional. Sete Estados (Acre, Amapá, Pará, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Rio) procuraram o banco para modelar projetos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse novo papel, o BNDES será o "banco de serviços" dos governos das três esferas, elaborando projetos e coordenando privatizações de estatais, concessões e parcerias público-privadas. Montezano vê potencial para esse trabalho levar de "10 a 15 anos".

Qual é o novo papel do BNDES?

O banco se tornou egocêntrico, no sentido de que assumiu a função de desembolsar recursos, liberar dinheiro para as empresas. Imagina ter trilhões de reais para desembolsar? Não é fácil desembolsar a quantidade de dinheiro que este banco desembolsou. Fiz isso a minha vida inteira e te digo: não é fácil. Porém, quando se faz isso com um dinheiro muito subsidiado, todo o Brasil faz fila na sua porta. O banco pede a maior quantidade de garantias possível que o cliente tem para disponibilizar e, como tem o crédito mais barato, a empresa vai dar. Então, fica girando essa máquina, pedindo garantias e desembolsando recursos. Na minha visão, e a turma mais antiga do banco repete isso, o banco esqueceu um pouco qual seu propósito final. O propósito deste banco é desenvolver o Brasil, transformar o nosso País, melhorar a vida das pessoas. O crédito é uma ferramenta para atingir esse propósito. O quanto o banco está fazendo de lucro numa operação é secundário.

O crédito não é importante?

O crédito é uma ferramenta e estamos adicionando outra, que é o serviço. As duas juntas são muito poderosas. No mundo de 20 anos para cá, o mercado de capitais se desenvolveu muito. O próprio Brasil se desenvolveu muito no mercado de capitais. Há instrumentos financeiros que antes não víamos. São US$ 15 trilhões em juros negativos (nos mercado globais), que é o número que circula hoje. Então, o diferencial não está no capital, na grana. O diferencial está na sua capacidade de entender os mercados e o cliente.

Como será isso na prática?

O grande gargalo nosso são bons projetos. O Estado brasileiro, ao longo dos anos, teve uma cultura de acumulador de bens e empresas. Foi abrindo empresas e acumulando bens. E a verdade é que o Estado é um péssimo detentor de empresas, um péssimo gestor de ativos. Os ativos na mão do Estado vão sendo degradados, vão perdendo valor e viram até passivos. Uma instituição que tem conhecimento, neutralidade e capacidade de contratar com o poder público agrega muito valor. Vai lá, pega aqueles ativos, transforma em projetos, desenvolve esses projetos e os coloca à disposição para o capital privado irrigar e administrar. Preparamos os ativos, pelo lado de (prestação de) serviços, e, no lado de crédito, conseguimos apoiar quem vai comprar o ativo. Temos o pacote completo: desenvolve e apoia. Acredito que este banco tem uma missão de 10 a 15 anos fazendo isso, porque a quantidade de ativos na mão do Estado brasileiro hoje é enorme. E o Estado não tem capacitação técnica, dinheiro, tempo nem gente para isso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BNDES vai atrás dos governos?

Primeiro, entramos no cliente "taylor made" (sob medida), que é o governo federal, nossa prioridade hoje. Queremos e vamos apoiar todo o processo de privatização e concessões do governo federal. A segunda camada de clientes são os Estados. São 27, é (um trabalho) mais pulverizado, pois eles têm menos capacitação de fazer leis, de pagar recursos. A última camada, que chamo de varejo, são os municípios. Temos de nos preparar mais para fazer isso, porque é mais massivo, não podemos errar. E tem eleição municipal ano que vem, o que nos dará um tempo para poder preparar esse portfólio.

Leia Também

Quais as prioridades este ano?

A prioridade zero é saneamento. Saneamento é um gargalo relevantíssimo para o Brasil. Nossos índices são vergonhosos, até para países em desenvolvimento. Temos um marco regulatório em curso agora (projeto de lei que muda as regras de concessão no setor, em discussão no Congresso Nacional), que vai fazer toda a diferença. Não falta dinheiro. Assim que tivermos esse ponto de partida (o novo marco regulatório), já temos alguns mandatos na casa de privatização em saneamento (sete Estados procuraram o BNDES). Com o novo marco, o mercado começa a se desenvolver e o capital flui. O nó é político.

O novo marco regulatório está em discussão desde o governo Michel Temer. Agora sai?

Estou otimista, até porque o Brasil precisa. Adoraria que o saneamento fosse a nova (reforma da) Previdência. Fomos para a rua pedir (a reforma da) Previdência (em protestos a favor do governo Jair Bolsonaro, em maio). Por que não vamos para a rua pedir saneamento?

Aprovado o novo marco, quando os projetos vão ao mercado?

Em menos de 12 meses. Está tudo pronto. É só apertar o botão. E o que a gente espera é que mais Estados e municípios venham na esteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
APOSTA ALTA

Recorde de R$ 57 bilhões: para onde vai o investimento do Mercado Livre (MELI34), que também promete criar de 10 mil empregos no Brasil

24 de março de 2026 - 19:23

Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano

RAIO-X DO CONSUMO

Corrida do varejo no Brasil: quem ganha e quem fica para trás, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 18:40

Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Casas Bahia (BHIA3) saiu do “modo sobrevivência” e agora busca virar a chave de vez: vai dar certo? BTG responde

24 de março de 2026 - 17:30

BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital

“IMPOSTO DO PECADO”

Copa, eleições e imposto indefinido: o que afeta a Ambev (ABEV3) e outras fabricantes de cerveja, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 16:04

Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro 

REAÇÃO AO RESULTADO

Ações do Agibank caem em Wall Street após primeiro balanço desde o IPO. O que incomodou o mercado?

24 de março de 2026 - 14:48

Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?

DESCONTOS DE ATÉ 30%

Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?

24 de março de 2026 - 14:15

Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

PRESSÃO REGULATÓRIA

Sanepar (SAPR11) cai até 7% após Agepar propor repasse de R$ 3,9 bilhões a usuários; entenda o que está em jogo

24 de março de 2026 - 12:37

Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense

REAÇÃO AO BALANÇO

Movida (MOVI3) muda o foco: lucro líquido sobe 64,5% e rentabilidade bate recorde no 4T25; é hora de comprar as ações?

24 de março de 2026 - 11:38

Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado

VEJA OS DETALHES

Um em cada cinco: auditoria ligada à Fictor Alimentos (FICT3) aparece em 113 fundos do entorno do Banco Master

24 de março de 2026 - 11:16

Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos

PROVENTOS À VISTA

Mais dinheiro na mesa: Vibra (VBBR3) anuncia R$ 393,5 milhões em juros sobre o capital próprio — ainda dá tempo de entrar?

24 de março de 2026 - 9:38

Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra

MERCADO IMOBILIÁRIO EM ALTA

XP mantém aposta nas construtoras de baixa renda e elege sua ação favorita; confira qual

23 de março de 2026 - 19:49

Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar

IMPACTOS CONTÁBEIS DA RJ

Atraso acumulado: Oi (OIBR3) adia balanços dos dois últimos trimestres e não dá nova previsão para divulgar os números

23 de março de 2026 - 19:35

A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado

RETORNO AO ACIONISTA

Rede D’Or (RDOR3) anuncia pagamento de R$ 350 milhões em JCP; veja quem tem direito — e o efeito nos dividendos

23 de março de 2026 - 19:17

Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento

VEJA OS DETALHES

Entre dívidas ocultas e balanços questionáveis: o que laudo pericial revela sobre a crise da Fictor

23 de março de 2026 - 18:40

Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas

SINAL DE ALERTA

Taesa (TAEE11) pode cair 15%, segundo esta corretora que recomenda venda para as ações

23 de março de 2026 - 18:21

Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora

TROCA DE LIDERANÇA

Santander Brasil (SANB11) sem Mario Leão: o que muda — e o que não muda — com a chegada do novo CEO?

23 de março de 2026 - 16:11

Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora

SINAL VERMELHO?

Alliança Saúde (AALR3) em xeque: Fitch rebaixa rating para nível pré-calote, enquanto empresa tenta segurar pressão dos credores

23 de março de 2026 - 14:04

Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro

OURO LÍQUIDO EM QUEDA

Prio (PRIO3) anuncia início da produção em Wahoo e prevê 40 mil barris/dia ao fim de abril, mas ações caem com guerra no radar

23 de março de 2026 - 13:31

A ação, no entanto, está em queda, com o arrefecimento da guerra no Oriente Médio, após o anúncio de Donald Trump, e a queda do petróleo tipo brent

EXPANSÃO NO E-COMMERCE

Reforço de uma gigante: após parceria com o Mercado Livre, Casas Bahia (BHIA3) começa a vender produtos na Amazon; ações sobem

23 de março de 2026 - 11:47

Presidente da Amazon Brasil defende que a parceria une a tecnologia da plataforma norte-americana com o portfólio e a tradição da Casas Bahia

ALÍVIO

CSN (CSNA3) garante empréstimo de até R$ 7,43 bilhões enquanto tenta fechar a venda da CSN Cimentos

23 de março de 2026 - 10:11

A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia