Menu
2019-04-25T17:30:09-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Mexendo nas prioridades

BNDES pode atuar em áreas de gás e demais combustíveis alternativos

Presidente do banco, Joaquim Levy, citou que hoje há um monopólio natural na distribuição do gás brasileiro e defendeu a abertura desse mercado

15 de abril de 2019
15:49 - atualizado às 17:30
Joaquim Levy
Joaquim Levy - Imagem: André Dusek/Estadão Conteúdo

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira, 15, em debate organizado pelo Lide, que, após leilões bem sucedidos em diversas áreas, o Brasil prepara agora uma nova carteira de ativos, com foco na distribuição de gás natural.

"Hoje o investimento na área de distribuição de gás é uma das prioridades", disse. Ele citou que hoje há um monopólio natural na distribuição do gás. "Se conseguirmos abrir esse mercado há inúmeras oportunidades. A produção do gás no pré-sal só vai crescer mais se você aumentar a demanda. E só vai conseguir fazer isso se a distribuição do gás for mais barata", completou.

Ele destacou que as experiências recentes mostram que há demanda tanto nacional quanto internacional pelos ativos na área de infraestrutura brasileiros.

Citou, por exemplo, os leilões da Ferrovia Norte-Sul, de aeroportos e a venda da TAG. Segundo ele, o banco espera que, nas próximas semanas, seja divulgada uma nova rodada de projetos no âmbito do PPI. Ele ainda citou que o BNDES fará investimentos na área de energia eólica e solar.

Levy afirmou no evento do Lide que o Brasil tem condições hoje de pensar em projetos mais ambiciosos na área de infraestrutura. Ele citou, por exemplo, um projeto ferroviário de alta velocidade para conectar os aeroportos de São Paulo à cidade.

Segundo ele, hoje há capacidade de mobilizar poupança doméstica e externa para tocar esse tipo de projeto. "Quando a gente fala de infraestrutura, na situação que hoje o País está, de conta corrente equilibrada, inflação baixa, dá para pensar em projetos com um pouco mais de ambição. Que em qualquer outro país seriam considerados naturais", disse.

Para não perder o costume

Levy também aproveitou o debate para fazer a já tradicional defesa à reforma da Previdência. Segundo ele, há "muita chance" de o Brasil retomar o grau de investimento com a aprovação do projeto.

Levy disse acreditar que, com a aprovação da reforma, a tendência é a economia voltar a crescer e voltar a uma faixa de 3%. Com isso, abriria uma trajetória positiva para o País.

"Quando você começa a crescer e o setor industrial começa a girar, as receitas tributárias começam a subir e começamos a ter resultados fiscais melhores. E isso nos põe em trajetória em que fica mais fácil ter grau de investimento", apontou.

A uma plateia de empresários, o presidente do BNDES disse que quanto mais rápido o Brasil conseguir "ter clareza sobre a Previdência", mais fácil será de ter essa retomada. E fez um apelo: "Acho que vocês podem tomar esse passo porque eu tenho absoluta confiança de que a reforma será aprovada", disse.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

ficou para esta quinta

Para privatizar Eletrobras, governo aceita mais 19 emendas à MP

Por acordo entre os senadores, o texto da MP será votado apenas amanhã, 17, a partir das 10h, e até lá, eles poderão apresentar sugestões de destaques, que podem alterar o teor do parecer

seu dinheiro na sua noite

A Selic subiu mais um pouco – e na próxima reunião tem mais

Esta “Super Quarta” terminou com os bancos centrais brasileiro e americano apertando um pouquinho mais a torneirinha dos juros. A inflação pressiona, aqui e na terra do Tio Sam, e as autoridades monetárias querem mostrar que permanecem vigilantes. O Federal Reserve ainda não elevou propriamente as taxas de juros, que foram mantidas entre zero e […]

Entrevista

Sinais do Copom apontam para Selic a 7% no fim do ano, diz Padovani, do banco BV

Economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani destacou o tom mais ríspido do Banco Central e a indicação de que a Selic continuará em alta

MUDANÇA NOS JUROS

COMPARATIVO: Veja o que mudou no novo comunicado do Copom

Veja o que ficou igual e o que mudou no comunicado da decisão do Copom a respeito da taxa Selic, elevada ao patamar de 4,25% ao ano

Subiu de novo

Como ficam os seus investimentos em renda fixa com a Selic em 4,25% ao ano

Veja como fica o retorno das aplicações conservadoras de renda fixa agora que o Banco Central elevou a Selic mais uma vez

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies