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Nicolas Gunkel
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP) com Nanodegree em Marketing Digital pela Udacity. Foi editor de Redes Sociais e repórter do site Exame, além de repórter no jornal Metro São Paulo.
Uma dose de realismo

Bilionários garantem: este é o melhor momento para se estar vivo

Bill Gates, Warren Buffett, Elon Musk e Barack Obama são categóricos: se você pudesse escolher qualquer momento na história para nascer, seria este.

20 de julho de 2019
13:32 - atualizado às 14:47
Warren Buffett e Bill Gates
Warren Buffett e Bill Gates: além de amigos, bilionários concordam em um ponto - Imagem: Fotos: shutterstock/ montagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Este é o melhor momento da história para se estar vivo. Sob o risco de ser apedrejado, aviso logo que essa afirmação, assim como suas variantes, não pertence a mim, mas a uma série de bilionários e políticos de sucesso. Para ficar em apenas alguns casos mais emblemáticos, falo aqui de Bill Gates, Warren Buffett, Elon Musk e Barack Obama.

Talvez a alegação contrarie o senso comum. Afinal, somos bombardeados diariamente por uma avalanche de notícias catastróficas. Contudo, se olharmos para a big picture, isto é, se expandirmos os horizontes de espaço e tempo de nossa amostragem, a história pode ser outra.

Primeiro, ao que defende o fundador da Microsoft.

Bill Gates e o vício por dados

Como não poderia deixar de ser, Bill Gates é um amante dos dados. Em publicação em seu blog em 2018, o bilionário disseca o que considera ser seu novo livro favorito, “Enlightenment Now” (Iluminismo Agora), de Steven Pinker. E lista cinco fatos curiosos e reveladores de como, em sua opinião, o mundo está cada dia melhor.

1 – Pelo avanço das previsões meteorológicas, da melhor educação e da urbanização, você tem hoje 37 vezes menos chances de ser morto por um raio do que na virada do século passado.

2 – O tempo semanal médio gasto por uma pessoa para lavar roupas caiu de 11, 5 horas em 1920 para uma hora e meia em 2014. Um avanço simples como a máquina de lavar é só um exemplo de como mais tempo livre pode ser gasto com lazer, conhecimento ou ideias de negócios.

3 – Você tem muito menos chance de morrer no seu trabalho do que teria em 1929. Como exemplo, Pinker cita dados dos Estados Unidos. Embora sua população tenha mais que dobrado desde então, o número de pessoas que perdem a vida por causa de acidentes de trabalho a cada ano caiu de 20 mil para 5 mil.

4 – O QI (Coeficiente de Inteligência) médio global cresce em média 3 pontos por década. As razões? As melhoras da nutrição e do ambiente em que crescem as crianças têm permitido que seus cérebros se desenvolvam melhor.

5 – A guerra se tornou ilegal. Pode soar surreal, mas até o surgimento da ONU, em 1945, não havia qualquer organismo internacional com o poder de mediar conflitos ou evitar que um país invadisse o outro. É isso aí. Ouvir o som de um avião sobrevoando sua casa nem sempre foi algo trivial.

Warren Buffett e o capitalismo

O Oráculo de Omaha não vive em um mundo da fantasia. Admite que o problema da desigualdade social é grave e precisa ser endereçado pelo Estado, “assim como uma família rica cuida de seus filhos”. Também não é novidade que Buffett, assim como Gates, doa quantias vultosas de sua fortuna anualmente.

Contudo, mesmo a par desses problemas, o bilionário tem convicção de que o capitalismo e o crescimento da riqueza global fazem de hoje o melhor momento para estarmos vivos.

“Os primeiros americanos, devemos enfatizar, não eram mais inteligentes nem mais trabalhadores do que aqueles que se esforçaram século após século antes deles. Mas os pioneiros criaram um sistema que desencadeou o potencial humano, e os seus sucessores construíram em cima disso”, escreveu sobre o capitalismo americano em uma de suas cartas anuais aos acionistas da Berkshire Hathaway, gestora da qual é fundador.

Solavancos certamente estarão no caminho, admite Buffett, referindo-se a curtos períodos de crise em que a riqueza pode deixar de crescer. Mesmo assim, o bilionário é categórico: “os bebês nascidos nos Estados Unidos hoje são a safra mais sortuda da história.”

A retórica do bilionário encontra eco no livro "O Otimista Racional", do economista Matt Ridley. Em sua obra, o autor argumenta que o mundo melhora desde que nossos ancestrais passaram a desenvolver especializações e o livre-comércio.

Segundo ele, o comércio é o elemento que permitiu à humanidade abandonar a ideia de auto-suficiência para que cada um de nós se dedicasse àquilo que faz de melhor.

O conceito de "inteligência coletiva" é ilustrado pelo autor com a imagem de um lápis e de um mouse de computador. Enquanto o primeiro item pode ser produzido inteiramente por uma única pessoa, o segundo depende da especialização de centenas.

O quanto mais o mundo se globaliza e se conecta, mais esse fenômeno se potencializa, diminuindo custos e permitindo o "sexo de ideias".

Quer saber o que os 10 homens mais ricos do mundo têm em comum? Receba de graça em seu e-mail nossa série exclusiva sobre as suas trajetórias.

Elon Musk: medo que gera cliques

Na mesma conferência em que detalhou planos da Neuralink para ligar o cérebro humano à inteligência artificial, o bilionário futurista Elon Musk fez coro ao que dizem seus conterrâneos. Segundo o CEO da Tesla e da Space X, a humanidade pode lidar hoje com uma série de doenças com os quais não podia até poucos anos atrás.

“Eu acho que as pessoas são bastante negativas com o presente e com o futuro, mas se você for um estudante de história, em que outro momento você gostaria de estar vivo?”, questionou.

Também não a primeira vez que Musk mostra incômodo com o pessimismo. Recentemente, o bilionário chegou a trocar tuítes com Bill Gates sobre a desconexão entre o imaginário das pessoas e a realidade.

Quando o fundador da Microsoft sugeriu uma incongruência entre as maiores causas de morte nos Estados Unidos, a cobertura dos jornais e as buscas de internautas no Google, Musk arrematou: “Medo e memes geram cliques”.

Obama e a escolha fácil

O ex-presidente americano Barack Obama é outro otimista – ou realista, se você já comprou o discurso das personalidades anteriores. Em texto escrito para a revista Wired ainda em 2016, o democrata afirmou o que viria a defender tantas outras vezes em palestras mundo afora.

“A verdade é que, se você tivesse que escolher qualquer momento na história para estar vivo, você escolheria esse”.

Segundo Obama, praticamente para qualquer métrica que se adote, o mundo está melhor hoje do que 50, 30 ou até oito anos atrás.

Ele lembra que, desde que terminou a faculdade, em 1983, as taxas de crime, de gravidez na adolescência e a pobreza vêm diminuindo. Mais países conhecem a democracia, mais crianças vão a escolas e uma parcela menor da população mundial vive em situação de extrema pobreza.

O ex-presidente ainda faz menção às pautas LGBT e ambiental. “Em quase duas dúzias de países – incluindo o nosso – as pessoas agora têm a liberdade de casar com quem quer que amem. E no ano passado [2015, no caso], as nações do mundo se uniram para criar o mais amplo acordo para combater a mudança climática na história”.

Para Obama, o avanço tecnológico nos concedeu o privilégio de trocar ideias com o outro lado do mundo e de criar empatia com outras culturas.

E você? Também acredita que o mundo esteja melhorando? Deixe o seu comentário abaixo!

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