O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Não foram poucas as vezes em que o fim dos bancões tal como os conhecemos foi anunciado. Em todas elas os arautos do apocalipse quebraram a cara. Será diferente desta vez?
Os grandes bancos brasileiros são dinossauros condenados à extinção com o impacto do meteoro das novas empresas de tecnologia (fintechs)? A julgar pelos resultados, a colisão ainda vai demorar para provocar o estrago esperado.
Sob o aspecto de lucro e rentabilidade, não há como negar que os bancões permanecem como um baita negócio. O resultado combinado de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander atingiu R$ 21,9 bilhões, um aumento de 19% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
A rentabilidade média obtida pelos quatro gigantes ficou em impressionantes 20,7% – mais de quatro vezes a Selic e muito acima da maioria das aplicações disponíveis no mercado. Mas o tempo em que os investidores na bolsa se impressionavam com essas cifras ficou para trás.
O grande temor é que esse, na verdade, seja o fim de uma era. Afinal, o Tiranossauro Rex que dominava o planeta há 66 milhões de anos viveu até o último dia em sua plenitude sem saber que seus dias estavam contados.
Não foram poucas as vezes em que o fim dos grandes bancos tal como os conhecemos foi anunciado. Em todas elas os arautos do apocalipse quebraram a cara.
Basta nos lembrarmos do destino dos gigantes estrangeiros como Citibank e HSBC, que depois de ameaçarem a hegemonia dos bancos locais nos anos 1990 deixaram o varejo bancário brasileiro com o rabinho entre as pernas. O espanhol Santander foi o único gringo relevante que não bateu em retirada.
Leia Também
A chegada das fintechs pode enfim mudar esse jogo? É claro que sim. Até porque o risco agora não vem de fora, mas de empresas e pessoas que conhecem bem o mercado brasileiro e têm um aliado importante nessa disputa com os dinossauros: a tecnologia.
Os grandes bancos já perceberam o risco de extinção e, no melhor estilo darwiniano, procuram se adaptar aos novos tempos. Além da concorrência com as fintechs, a vida das instituições ficou mais difícil com a queda da taxa de juros.
Eu já havia contado para você que, com a redução da Selic e a maior concorrência, os bancos teriam de “voltar a ser bancos” se quisessem manter os lucros bilionários. Em outras palavras, precisariam aumentar a concessão de empréstimos.
E foi isso que aconteceu. Nos últimos 12 meses, o saldo da carteira de crédito de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil avançou 6%. Mas se considerarmos apenas as linhas de financiamento para pessoas físicas – mais rentáveis – o crescimento está na casa de dois dígitos.
Quem mais avançou no crédito foi o Bradesco. Mas por coincidência o segundo maior banco privado brasileiro também foi o que mais sentiu o peso da concorrência.
Ao lado do Banco do Brasil, o Bradesco é dono da Cielo, empresa líder no mercado de maquininhas de cartões, negócio que hoje apresenta a maior competição dentro do setor financeiro.
No balanço do terceiro trimestre, o Bradesco também sofreu queda nas receitas com administração de fundos de investimento, outra área que era dominada pelos bancos e agora está sob o ataque de plataformas ligadas a corretoras como a XP Investimentos.
Por falar em XP, o Itaú é de longe quem mais vem gastando dinheiro para se defender do avanço da concorrência. Em 2017, o maior banco privado brasileiro adquiriu uma participação de 49% no capital da corretora por R$ 6,3 bilhões.
O negócio não só se provou estratégico como ainda foi uma baita tacada financeira agora que a XP se prepara para abrir o capital na bolsa norte-americana Nasdaq por uma avaliação que pode chegar aos R$ 60 bilhões.
Além de se beneficiar do crescimento da XP, o Itaú aparentemente conseguiu estancar a sangria de saída de dinheiro de clientes para as plataformas de corretoras ao abrir sua prateleira para produtos de terceiros.
O Itaú tomou a decisão de não ter um banco digital separado como o Bradesco fez com o Next, que atingiu 1,4 milhão de correntistas em setembro e tem como meta alcançar os 2 milhões até o fim do ano.
Não sei se bateu um arrependimento, mas o fato é que o banco decidiu lançar recentemente o Iti, um aplicativo de pagamentos e transferência que pode virar o embrião de um banco digital independente do Itaú.
A grande questão que fica para quem investe nas ações dos grandes bancos não só a sobrevivência, mas se eles terão a capacidade manter os altos níveis de rentabilidade nesse admirável mundo novo dos serviços bancários ao alcance do telefone celular.
Aos que se perguntam "até quando", o presidente do Santander, Sérgio Rial, trouxe a resposta: 2022. A promessa do executivo responsável da unidade brasileira do banco espanhol é sustentar a rentabilidade no atual patamar de 21% pelos próximos três anos.
Curiosamente, o banco está na contramão de uma tendência observada nos principais concorrentes: o fechamento de agências. Enquanto Itaú, Bradesco e Banco do Brasil encerraram 760 pontos físicos de atendimento nos últimos 12 meses, o Santander abriu 41.
O Banco do Brasil foi quem mais fechou agências: 462 no total. Com todo o peso de ser controlado pelo governo, o banco pode parecer à primeira vista o mais vulnerável ao ataque das fintechs.
Mas o BB vem fazendo o dever de casa. Primeiro com o programa de venda de ativos não-estratégicos, como a venda da participação da Neoenergia, realizada neste ano. E segundo com as parcerias como a anunciada na última quarta-feira com o suíço UBS para ganhar agilidade em áreas como banco de investimento.
Do lado da tecnologia, me chamou a atenção que o aplicativo do Banco do Brasil hoje é o mais bem avaliado na loja do Google, superando inclusive o badalado Nubank.
Por tudo isso, eu acredito que os grandes bancos vão resistir às fintechs, ainda que o ataque deixe cicatrizes e algumas instituições pareçam mais adaptadas ao novo cenário do que outras. E você, o que acha? Deixe seu comentário logo abaixo.
Levantamento também indica ritmo de forte expansão do mercado logístico, impulsionado pelo e-commerce
Mega-Sena 30 anos tem regras parecidas com as da Mega da Virada: prêmio não acumula e 90% do dinheiro é destinado a quem acertar as seis dezenas; veja os detalhes do sorteio especial
Índice acelera de 0,44% em março para 0,89% em abril, e qualitativo preocupa: alimentação e transportes pressionam; saiba o que pode acontecer com a Selic daqui para frente
Companhia avalia incorporar parte de ativo que hoje está nas mãos da controladora; entenda o que está em discussão
Lotofácil 3671 acumula e Lotomania 2917 é a única a pagar o prêmio principal na rodada de segunda-feira (27) das loterias da Caixa
De acordo com o conselheiro da Casa Branca, o nível de concentração das quatro maiores companhias reduz a concorrência e cria condições para a formação de preços
Mercado ilegal, uso sem acompanhamento médico e incidência de doenças graves acendem alerta das autoridades sobre canetas emagrecedoras como Mounjaro e Ozempic
Pensando em homenagear a mãe, britânico pretende correr 32 maratonas em 32 dias para angariar fundos para pesquisa
Mega-Sena entrou acumulada em abril e foi recuperando posições até retomar o topo do ranking de maiores prêmios das loterias da Caixa. Agora ela paga mais do que todas as outras juntas.
Ninguém levou o prêmio máximo no concurso 3.000; entenda quanto você precisa investir para aumentar as probabilidades — e por que o custo dispara
Decisões no Banco Central e no Federal Reserve (Fed) dividem atenções com IPCA-15 e PIB dos EUA; confira tudo o que irá rolar nos mercados na próxima semana
Pé-de-Meia é um programa federal que financia a permanência de estudantes no ensino médio público; pagamentos começam amanhã
O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina
Entre nostalgia e especulação, cartas de Pokémon deixam de ser apenas coleção e passam a circular como ativo de alto risco
A decisão de acionar a bandeira amarela na conta de luz se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios
Por se tratarem de concursos com final zero, os prêmios de Loteria em jogo neste sábado são maiores; confira os valores
Plataformas como Kalshi e Polymarket deixam de operar como investimento e passam a seguir regras de apostas; norma vale a partir de maio
Nem mesmo a campeã do BBB 26, Ana Paula Renault, vai conseguir fugir da mordida do leão
Paris e Bigi estão em disputas na justiça e o Rancho de Neverland foi vendido; veja como está a herança de Michael Jackson
A Caixa Econômica Federal liderou a concessão de credito imobiliário com recursos da poupança no primeiro trimestre