A catástrofe inflacionária de um Brasil sem reformas
Economista da FGV Samuel Pessôa afirma que inflação pode alcançar os 15% em 4 anos sem a aprovação de reformas fiscais

O novo presidente da República terá que promover necessariamente uma arrumação fiscal, segundo o economista do Ibre/FGV Samuel Pessôa, que participa do Seminário Análise Conjuntural 2018. "O ajuste fiscal vem porque, do ponto de vista da lógica da política, não fazer o ajuste é pior. Se o presidente não resolver o problema da fratura geológica, vamos ter inflação a 15% ao fim dos quatro anos", afirmou.
Em sua opinião, o grupo político que não promover um ajuste fiscal e que responder por uma possível retomada progressiva da inflação será punido. "O cara sabe que se não arrumar a casa, quatro anos depois estará fora do jogo. Em compensação, se arrumar, será reeleito", avaliou Pessôa.
Para o economista do Ibre, o ajuste fiscal dependerá da aprovação de reformas e de cortes de benefícios sociais. "Tudo isso é muito difícil, mas foi feito no passado e pode ser feito no futuro. Sempre que chegamos em situações limite como essa, arrumamos a casa", disse o economista, destacando a intolerância da população ao crescimento da inflação.
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