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Resultado ficou em R$ 3,402 bilhões, o que representa uma alta de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado e pouco acima da estimativa média dos analistas
O Banco do Brasil ficou registrou lucro líquido pouco acima das projeções do mercado no terceiro trimestre deste ano. Mas o desempenho no crédito veio bem mais fraco do que os concorrentes.
O resultado ficou em R$ 3,402 bilhões, o que representa uma alta de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa média dos analistas apontava para um lucro de R$ 3,342 bilhões, segundo a Bloomberg.
No último balanço do BB sob a gestão de Paulo Rogério Caffarelli, que deixou o banco neste mês para comandar a Cielo, o banco apresentou rentabilidade de 14,3%.
Trata-se um avanço considerável em relação aos 12,8% do mesmo período ano passado, mas ainda longe da meta de Caffarelli de colocar o retorno do BB no mesmo patamar dos concorrentes privados - todos acima dos 19%.
De janeiro a setembro, o lucro do banco público - sem considerar itens extraordinários - atingiu R$ 9,668 bilhões, uma alta de 22,8%, o que aponta para o ano como um todo um resultado na casa dos R$ 13 bilhões.
Em uma época "normal", o mercado poderia pegar no pé do BB com os números fracos no crédito, apesar do lucro levemente acima das expectativas. Mas nos últimos meses ficou mais difícil prever o comportamento das ações do banco.
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Desde o período pré-eleitoral, os investidores têm olhado muito mais para o cenário político do que para o balanço na hora de decidir comprar ou vender ações. Nos últimos 30 dias, desde o resultado do primeiro turno que consolidou o favoritismo de Jair Bolsonaro, os papéis do BB acumulam alta de 16%.
Ontem, por exemplo, o site "Poder 360" divulgou a informação de que a equipe do presidente eleito estuda uma associação do BB com o Bank of America (BofA). Ou seja, qualquer indicação mais firme de uma privatização certamente terá muito mais efeito nas ações do que os resultados do banco.
Enquanto não há uma definição sobre o futuro do BB na gestão Bolsonaro, vamos aos números do terceiro trimestre.
Do lado negativo, o grande destaque foi a margem financeira. A linha do balanço onde entram as receitas com o crédito somou R$ 12,578 bilhões, o que representa uma redução de 4,4% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.
A carteira de crédito do banco encerrou setembro em R$ 686 bilhões, um avanço de apenas 0,1% em relação ao saldo de junho deste ano e de 1,4% em 12 meses.
Para efeito de comparação, na média, Bradesco, Itaú e Santander registraram um crescimento médio de 10,4% no crédito em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
Junto com o resultado, o BB anunciou que reduziu a estimativa para o resultado da margem financeira no ano para uma queda de 5% a 6,5%. A projeção anterior variava de uma redução de 5% a estabilidade.
Enquanto as receitas com crédito não reagem, do lado das despesas o BB vai bem, obrigado. O custo com provisões para calotes teve uma queda de 37,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e somou R$ 3,2 bilhões.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do banco foi para 2,83% em setembro. Trata-se de uma redução considerável na comparação com os 3,34% de junho. No terceiro trimestre de 2017, o índice estava em 3,94%.
Contribuiu para a queda, que recolocou a inadimplência no BB abaixo da média do sistema financeiro, a reestruturação da dívida de uma empresa que estava em recuperação judicial, segundo o banco.
As receitas com tarifas e serviços do BB somaram R$ 6,871 bilhões, uma alta de 4,7% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
O banco também fez um bom trabalho do lado das despesas operacionais e com pessoal, que ficaram estáveis na comparação com os meses de julho a setembro de 2017 e acumulam uma alta de apenas 0,8% nos nove meses deste ano.
Se as estimativas estiverem corretas, o custo do preenchimento do álbum da Copa de 2026 vai passar de R$ 1.000 — isso sem nenhuma figurinha repetida.
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