Produção industrial cai 1,3% em março ante fevereiro, revela IBGE
No acumulado do ano de 2019, que equivale à variação do primeiro trimestre ante igual período de 2018, a indústria teve queda de 2,2%
A produção industrial caiu 1,3% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã desta sexta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda na produção veio igual à estimativa mais pessimista dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. O intervalo ia de -1,30% a 0,10%, o que resultou em uma mediana de -0,80%.
Em relação a fevereiro de 2018, a produção caiu 6,10%. O recuo também veio igual à projeção mais pessimista entre os economistas consultados pelo Projeções Broadcast. Nessa comparação, sem ajuste, o intervalo das estimativas ia de -6,10% a -1,00%, com mediana de recuo de 5,0%.
A queda foi de 6,1% se comparado março ante março de 2018 — foi a maior nessa base de comparação desde maio do ano passado, quando houve tombo de 6,3% ante igual mês de 2017. Naquela ocasião, a greve dos caminhoneiros se abateu sobre a indústria.
Segundo o IBGE, embora a intensidade da queda possa ser explicada pelo menor número de dias úteis em março de 2019, por causa do carnaval, a retirada desse efeito não melhora o quadro negativo do setor.
Se feito o ajuste sazonal, para expurgar o efeito da variação de dias úteis, a queda na produção em março ante março de 2018 seria de 3,1%, reduzindo o tombo à metade.
Só que o mesmo deveria ser feito com fevereiro, já que fevereiro de 2019 teve dois dias úteis a mais do que igual mês de 2018. Feito o mesmo cálculo para fevereiro, o resultado da produção ante fevereiro de 2018 passaria de uma alta de 2,1% para uma queda de 1,5%.
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Bens de capital
A produção da indústria de bens de capital teve alta de 0,4% em março ante fevereiro, mas, na comparação com março de 2018, o indicador mostrou recuo de 11,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF).
No ano, houve recuo de 4,3% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 3,6%.
Bens de consumo
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou queda de 2,0% na passagem de fevereiro para março. Na comparação com março de 2018, houve queda de 7,7%. No ano, a produção de bens de consumo caiu 1,9%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,3%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de março foi de recuo de 1,3% ante fevereiro. Em relação a março de 2018, houve queda de 15,8%. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve recuo de 1,1% na produção em março ante fevereiro. Na comparação com março do ano passado a produção encolheu 5,2%.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção recuou 1,5% em março ante fevereiro. Em relação a março do ano passado, houve uma retração de 4,4%. No ano, os bens intermediários tiveram redução de 2,0%. Em 12 meses, houve diminuição de 0,6% na produção. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve queda de 0,5% em março.
Queda em 16 de 26 ramos
Para Macedo, o quadro da produção industrial é de queda disseminada. "Há um claro predomínio de atividades e categorias econômicas em queda", afirmou o pesquisador do IBGE.
Segundo o órgão, entre as atividades industriais, a principal influência negativa foi em produtos alimentícios, (-4,9%), que eliminou parte da expansão de 13,8%, acumulada no período novembro de 2018 a fevereiro de 2019. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 3,2%.
Outras atividades
Também tiveram queda na produção na passagem de fevereiro a março as seguintes atividades: coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%), indústrias extrativas (-1,7%) e de outros produtos químicos (-3,3%).
Segundo Macedo, a queda na indústria extrativa ainda sofreu influência da paralisação das atividades da mineradora Vale após o rompimento de uma barragem de rejeitos em Brumadinho, no início do ano.
Na comparação de março com março de 2018, a queda de 6,1% foi acompanhada em 22 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. Segundo Macedo, é o maior "espalhamento" de resultados negativos nessa base de comparação desde outubro de 2016, quando 23 dos 26 ramos pesquisados registraram queda.
*Com Estadão Conteúdo
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