Menu
2019-08-22T09:36:29+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
pra fechar a temporada dos bancões

Com aumento no crédito, Banco do Brasil tem lucro de R$ 4,4 bi no 2º tri

Rentabilidade do BB no critério mercado (RSPL) foi a 17,6% no segundo trimestre contra 16,8% nos três meses anteriores e 13,2% um ano antes

8 de agosto de 2019
11:18 - atualizado às 9:36
Banco do Brasil
BB também atribuiu o bom resultado a especialização do atendimento somado ao avanço da estratégia digital, Imagem: Shutterstock

Depois de duas semanas movimentadas no setor bancário, com a divulgação dos resultados de Itaú, Bradesco e Santander, o Banco do Brasil fecha a temporada de balanços dos bancões nesta quinta-feira, 9. E em grande estilo.

O BB informou que teve lucro líquido ajustado de R$ 4,432 bilhões no período, cifra 36,8% maior em comparação com o segundo trimestre de 2018 - resultado um pouco acima do projetado por analistas ouvidos pela Bloomberg, de R$ 4,262 bilhões.

Segundo a companhia, a cifra foi influenciada pelo crescimento do crédito para pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. As ações da instituição (BBAS3) na bolsa subiam 1,14% por volta das 11h30 desta quinta-feira, a R$ 49.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

O banco também atribuiu o bom resultado a especialização do atendimento somado ao avanço da estratégia digital, com impactos positivos no desempenho das rendas de tarifas, bem como no controle das despesas e na satisfação dos clientes", explica o banco, em comunicado à imprensa.

A carteira de crédito ampliada do BB era de R$ 686,564 bilhões ao fim de junho, 0,2% superior em relação a março. Em um ano, os empréstimos se reduziram em 0,4%.

O destaque no segundo trimestre foram as operações às pessoas físicas, cujo saldo da carteira de crédito aumentou 2,1% no fim de junho ante março e 7,6% em um ano. Já os empréstimos para empresas encolheram 1,5% e 7,8%, respectivamente, o que fez o banco revisar suas projeções para crédito em 2019.

O BB fechou junho com R$ 1,541 trilhão em ativos totais, montante 6,3% maior em um ano. Na comparação com o fim de março cresceu 1,6%. O patrimônio líquido do BB era de R$ 101,930 bilhões no segundo trimestre deste ano, 0,7% inferior em um ano. Na comparação trimestral diminuiu 3%.

A rentabilidade do BB no critério mercado (RSPL) foi a 17,6% no segundo trimestre contra 16,8% nos três meses anteriores e 13,2% um ano antes.

Inadimplência piora

O índice de inadimplência do Banco do Brasil, considerando atrasos acima de 90 dias, apresentou piora pelo segundo trimestre consecutivo, desta vez, de forma mais intensa. O indicador passou de 2,58% em março para 3,25% em junho, impactado, conforme a instituição, por um caso específico na carteira de pessoa jurídica.

O Banco do Brasil é um dos principais expostos à Odebrecht, que entrou com pedido de recuperação judicial, em junho. Sua exposição é de R$ 4,750 bilhões, sendo parte garantida por ações da Braskem.

Somente em relação à Atvos, braço de açúcar e álcool da Odebrecht e que também entrou com pedido de recuperação judicial, em maio, o BB tem exposição de R$ 3,4 bilhões.

Excluindo o caso específico, a inadimplência de 90 dias do BB teria sido de 2,61% no segundo trimestre, ainda assim, maior que a do primeiro, de 2,58%, mas em menor escala.

A inadimplência de curto prazo do BB, que compreende atrasos entre 15 e 60 dias, também piorou, passando de 4,61% em março para 5,33% em junho, impactada pelo caso específico. Sem ele o indicador seria de 4,62%.

As despesas com provisões para devedores duvidosos, chamadas de PCLD pelo banco, totalizaram R$ 5,055 bilhões de abril a junho, aumento de 4,2% em relação aos três meses anteriores. Em um ano, porém, encolheram 1,5%.

O saldo de provisões do banco alcançou R$ 35,547 bilhões no segundo trimestre, elevação de 2,30% em relação ao primeiro e 1,04% maior em um ano.

Revisões

Pressionado pela carteira de pessoa jurídica, que custa a retomar um ritmo maior de crescimento, o Banco do Brasil revisou para baixo a projeção para sua carteira de crédito em 2019. A instituição espera que o saldo de empréstimos caia até 2% e, na melhor das hipóteses, suba 1% neste ano frente ao exercício passado.

Antes, o BB projetava alta de 3,0% a 6,0%. No primeiro semestre, a carteira de crédito do banco cresceu 1,1%, abaixo do intervalo até então previsto.

Para a pessoa jurídica, o BB mudou sobremaneira seu guidance e passou a prever queda de 13,0% a 11,0% neste ano. O intervalo anterior indicava de estabilidade a alta de 3,0%. De acordo com o banco, o desempenho foi impactado pela liquidação de operações concentradas no segmento de grandes empresas.

Apesar do resultado aquém do lado corporativo, o banco revisou para cima a projeção para o crescimento dos empréstimos junto às pessoas físicas. O BB espera que o segmento entregue expansão de 8,0% a 11,0% contra faixa de alta que ia de 7,0% a 10,0%. Na primeira metade do ano, o crédito às pessoas físicas teve evolução de 9,7%, centro do novo intervalo divulgado pela instituição.

O BB manteve as demais expectativas. O banco espera que o seu lucro líquido ajustado alcance de R$ 14,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões este ano. De janeiro a junho, a cifra alcançou R$ 8,7 bilhões, possibilitando que o banco fique, ao menos, do centro para a ponta alta de suas projeções.

A carteira de crédito rural deve crescer de 3,0% a 6,0%. No primeiro semestre, avançou 2,4%.

Para a margem financeira bruta, a instituição trabalha com perspectiva de incremento de 3,0% a 7,0%. No primeiro semestre essa linha cresceu 4,5%.

Já as receitas com rendas de serviços e tarifas bancárias devem apresentar aumento de 5,0% a 8,0% neste ano. De janeiro a junho esses ganhos cresceram 6,7%.

As despesas com provisões para devedores duvidosos, chamadas de PCLD pelo banco, devem totalizar entre R$ 14,5 bilhões a R$ 11,5 bilhões. No primeiro semestre esses gastos foram da ordem de R$ 6,7 bilhões.

Já as despesas administrativas do BB devem ter alta de 2,0% a 5,0% em 2019 frente ao ano passado. No primeiro semestre, o banco superou seu guidance ao entregar aumento de apenas 0,3% em seus gastos. O resultado foi influenciado, conforme explica o BB em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo "rígido controle de despesas".

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

pacote de medidas

Governo enviará ao Congresso proposta de reforma com imposto sobre consumo

Roteiro traçado pelo ministério prevê o envio da reforma ao Congresso em quatro etapas, que devem começar ainda em novembro e se estender até meados de 2020

com o caixa cheio

Neon recebe investimento de R$ 400 milhões do Banco Votorantim e do fundo General Atlantic

Recursos devem acelerar o crescimento da empresa e aumentar a densidade da marca nas capitais fora do eixo Rio-São Paulo

Bancos

Ação do Banco do Brasil é a preferida do Santander no setor

Em relatório sobre perspectivas para 2020, Santander lista os bancos que devem se beneficiar dentro de um cenário de recuperação da atividade

rumo ao topo?

TikTok chega a 1,5 bilhão de downloads – no ano, é o único entre os 5 mais baixados que não pertence ao Facebook

Rede social fundada pela startup chinesa ByteDance segue firme em sua popularização, impulsionada pelo mercado na Índia

Planos futuros

Em entrevista, relator admite que PEC emergencial deve ficar para o ano que vem

Parlamentar quer ainda que, quando haja superávit primário, o funcionalismo ganhe um bônus salarial equivalente a 5% dessa economia extra

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Volta do feriado

Ibovespa opera em alta e tenta retomar os 107 mil pontos, ajustando-se ao exterior

As bolsas globais tiveram uma sexta-feira amplamente positiva, mas, por aqui, os mercados estiveram fechados em função do feriado. Assim, o Ibovespa opera em alta, recuperando o tempo perdido

Exile on Wall Street

Qual o segredo do investidor de sucesso?

Penso, lembrando da minha trajetória: qual será o segredo do sucesso? Quais as regras para um bom investidor? Qual a lista de prescrições a seguir agora? Onde está a fórmula mágica? 

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Presentão de aniversário ou presente de grego?

Alguns anos atrás recebi de um amigo um convite para ir ao Rock in Rio. Ele ganhou o ingresso e me chamou para ir com ele “na faixa”. Que presentão, pensei logo de cara. Mas tinha que comprar a passagem para o Rio, pagar o hotel… e os preços não estavam nada amigáveis. Eu economizava […]

no boletim focus

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação de 3,21% para 3,33%

Expectativa registrada no Boletim Focus, do BC, continua sendo que a Selic encerre 2019 em 4,50% ao ano e que o PIB cresça 0,92%

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements