O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Como não raro acontece em situações protecionistas, após quase três anos de euforia “trumpiana”, a diminuição do comércio internacional fez com que a economia dos Estados Unidos começasse a fraquejar
Durante muitos anos, desde o governo do democrata Jimmy Carter (1977/1981), os Estados Unidos adotaram práticas antiprotecionistas. Com alguns países asiáticos, tais como Japão e China, a coisa funcionava da seguinte maneira: essas nações exportavam produtos industrializados para os americanos, resultando num enorme déficit comercial para os EUA e consequente superávit para os parceiros do outro lado do mundo.
Em contrapartida, japoneses e chineses usavam (aliás, continuam usando) as reservas em dólares que acumulavam para comprar títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Uma mão lavava a outra e a coisa funcionou bem. Mas nem sempre foi assim.
Quem está dando o alerta é o Marink Martins, nosso especialista em mercados globais e volatilidade. Os sinais estão ficando cada vez mais claros, o que torna o momento urgente para você agir.
Voltando a Jimmy Carter, durante a disputa presidencial ocorrida em 1976, quando ele enfrentou o presidente republicano em exercício, Gerald Ford, Carter costumava dizer em seus comícios que os americanos compravam carros japoneses em demasia.
O democrata venceu Ford por 297 a 240 no colégio eleitoral, além de ter obtido 50,1% dos votos populares, contra 48% do adversário – havia candidatos independentes, o que explica o fato de a soma não dar 100%.
Quatro anos mais tarde, Jimmy foi derrotado por Ronald Reagan, mais em função da crise dos reféns da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, e de uma tentativa desastrada de resgatá-los, do que de fatores econômicos.
Leia Também
Desde sua posse, ocorrida no dia 20 de janeiro de 1981, Reagan mostrou ao que veio, com uma doutrina que seria conhecida como Reagonomics.
Entre outras coisas, Ronald Reagan deixou claro que as empresas americanas que não fossem competitivas o suficiente para enfrentar os concorrentes estrangeiros deveriam se reestruturar ou fechar suas portas.
Desde então, os Estados Unidos se tornaram um grande importador de produtos industriais, tanto de quinquilharias e utensílios os mais diversos como de bens de consumo duráveis, e exportador de serviços e tecnologia.
A balança comercial era tão deficitária que não a chamavam de trade balance mas de trade deficit.
Regiões como o Vale do Silício tiveram crescimentos fantásticos. Na outra face da moeda, cidades como Pittsburgh, a capital do aço, e Detroit, dos automóveis, entraram em franca decadência.
Surgiu, então, Donald Trump, um milionário republicano, mais conhecido por suas extravagâncias do que por atividades político-partidárias, para disputar as eleições de 2016, contra a favoritíssima Hillary Clinton.
Além de sua proposta mais comentada, a de que iria construir um muro na fronteira com o México, e que os mexicanos pagariam pela construção da barreira, em cada lugar que visitava, Trump prometia recriar empregos que haviam sido perdidos a partir da implantação da Reagonomics.
Para uma cidade, por exemplo, que tivera no passado uma fábrica de televisores ou geladeiras, ele garantia restabelecer a indústria, taxando os equivalentes importados. “ America first”, bradava o candidato protecionista.
Prometeu incentivar a extração de carvão, e tudo mais que criasse novos empregos. Embora tendo perdido para Hillary nos votos populares, Donald Trump ganhou em diversos swing states (estados nos quais ora vencem os republicanos, ora os democratas), tais como Flórida, Iowa, Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin. Em todos estes, Barack Obama se elegera na corrida presidencial anterior.
Como, nas eleições americanas, a maioria dos estados usa o princípio de “ The winner takes all” (tanto faz ganhar por um voto como ter 100% dos eleitores), Trump venceu no colégio eleitoral, mesmo tendo levando uma surra na Califórnia e outra em Nova York.
Como não raro acontece em situações protecionistas, após quase três anos de euforia “trumpiana”, a diminuição do comércio internacional fez com que a economia dos Estados Unidos começasse a fraquejar. O país está se aproximando perigosamente de uma recessão.
Do outro lado do Atlântico Norte, mais precisamente no Reino Unido, aconteceu mais ou menos a mesma coisa em termos de opção pelo protecionismo.
Num erro monumental de cálculo, o primeiro-ministro David Cameron, desejando aumentar seu prestígio político, e poder no parlamento, convocou um referendo popular para saber se o povo queria que a Grã-Bretanha permanecesse na Comunidade Europeia.
Deu zebra. Os adeptos do divórcio com a União Europeia (EU) venceram por 51,89% a 48,11%. A tática foi mais ou menos a mesma de Trump. “ UK First”, embora este slogan não tivesse sido usado.
Um político a favor do Brexit chegava em uma cidade, Manchester, por exemplo, e dizia numa reunião do sindicado dos bombeiros-encanadores: “ Não sei como aceitam que um búlgaro venha trabalhar aqui cobrando um terço do que vocês costumavam ganhar”.
Ou, numa cooperativa de agricultores submetidos às rígidas regras impostas por Estrasburgo (sede do Parlamento Europeu): “Está na hora de se libertarem das amarras da burocracia do continente”.
O certo é que o Brexit foi aprovado. Agora ninguém sabe como implantá-lo. Theresa May tentou. Fracassou. O exótico Boris Johnson perde quase todas as votações no parlamento e está sempre se equilibrando na corda bamba.
Nada se equipara a danos protecionistas do que a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. Esse conflito está em pleno andamento, com Donald Trump dizendo uma coisa hoje e a desdizendo amanhã.
Diminuição no comércio mundial é recessão praticamente certa. Pior, recessão global. Evitá-la através da diminuição das taxas de juros seria a solução mais óbvia. Acontece que poucas vezes na história econômica mundial as taxas foram tão baixas, isso quando não estão negativas.
Numa entrevista concedida à jornalista brasileira Flávia Sekles, publicada na revista Veja em outubro de 1986, Ronald Reagan, entre dezenas de outras afirmações, disse:
“Você precisa de um mercado livre e da livre concorrência para manter o desenvolvimento das indústrias, para atualizá-las com o avanço tecnológico, para reduzir seus custos de produção e corresponder às necessidades e aos desejos dos consumidores.”
Se as nações se esqueceram desse conceito tão lógico quanto simples, e que funcionou tão bem por tanto tempo, seus povos vão pagar caro por isso.
Para alguns, o protecionismo e a recessão que vem a reboque significam perda de dinheiro nas bolsas de valores. Para boa parte da população mundial, representa fome.
Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.
Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais
Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado
No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%
Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate
Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano
O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa
Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos
Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira
Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo
Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã
Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números
O IPCA-15 de março, o relatório trimestral do BC e o conflito no Oriente Médio dão sinais aos investidores sobre o que esperar na próxima reunião do Copom; confira
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (25). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento
Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH
Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso
Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais