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7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

Imagem mostra a mina de Capanema, em Ouro Preto, Minas Gerais, e traz o logo da Vale na parte superior da imagem
Mina de Capanema, em Ouro Preto (MG) - Imagem: Divulgação/Vale

A Vale (VALE3) informou que houve um extravasamento de água com sedimentos vindo de uma cava da mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto (MG), na madrugada de domingo (25), por causa das chuvas intensas dos últimos dias. De acordo com o comunicado, não houve feridos.

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Cava é um método de mineração de metais a céu aberto, na superfície. A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama.

O incidente ocorreu no dia do aniversário de sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho, em MG, quando o rompimento de uma barragem da Vale causou 270 mortes.

O incidente provocou alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração (CMIN3). Segundo a CSN (CSNA3), o alagamento atingiu “o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades”, afirma a companhia. Os funcionários precisaram ser evacuados.

“Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente”, acrescenta a empresa. As instalações da Vale e da CSN são separadas.

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Seguindo protocolos operacionais, a Vale destaca a comunicação imediata da ocorrência aos órgãos competentes, que estão realizando a apuração do que causou o extravasamento.

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“A companhia reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com suas barragens na região, que seguem com suas condições de estabilidade e segurança inalteradas, sob monitoramento contínuo 24 horas por dia, 7 dias por semana”, diz a companhia.

Apesar de a ocorrência ter sido em Ouro Preto, a situação envolve a região e requer atenção, motivo pelo qual a Prefeitura de Congonhas, por meio da Defesa Civil, Meio Ambiente e equipes técnicas, segue acompanhando e adotando as providências necessárias, em articulação com os órgãos competentes, afirmou a prefeitura.

O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PSB), afirma que a estrutura não armazenava rejeitos de mineração, mas arrastou sedimentos pelo caminho. "Houve danos ambientais muito grandes", afirmou ele em vídeo no Instagram. Os sedimentos atingiram rios da região.

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Projeções da Vale

Por fim, a Vale reiterou que suas projeções seguem inalteradas.

A mineradora poderá aumentar a produção de minério de ferro em até 3% em 2026 ante o esperado para 2025, de acordo com projeções divulgadas pela empresa em dezembro do ano passado, que indicaram ainda uma certa estabilidade nos investimentos para o próximo ano.

A companhia, que busca retomar a liderança global na produção de minério de ferro, superando a Rio Tinto, prevê produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, ante aproximadamente 335 milhões de toneladas neste ano.

A estimativa para este ano ficou no limite superior do intervalo de produção previsto para 2025, que era de 325 milhões a 335 milhões de toneladas, apontou a Vale, antes do evento anual da mineradora, em Londres, nesta terça-feira.

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A mineradora, que está recuperando a capacidade produtiva perdida após o rompimento de barragem em Brumadinho em 2019, também manteve previsão de atingir a produção de cerca de 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2030.

*Com informações da Reuters, Money Times e Estadão Conteúdo

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