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A ESCOLHA FOI FEITA

Adeus, Jerome Powell, olá, Kevin Warsh: conheça o escolhido de Trump para ocupar a presidência do Fed

Em suas redes sociais, Trump afirmou que não tem dúvidas de que Warsh será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed

Imagem: Wikimedia Commons/Divulgação/Federal Reserve

Desde que retornou à Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump vem falando em alto e bom som sobre o seu desejo de tirar Jerome Powell da cadeira da presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Apesar de nunca ter cumprido com as ameaças de demiti-lo, Trump dá hoje um passo que deixa a saída de Powell mais próxima.

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Nesta manhã (30), ele anunciou que escolheu Kevin Warsh para chefiar o banco central norte-americano e substituir Powell, que deixa o comando da autoridade monetária em maio.

Em suas redes sociais, Trump destacou que conhece o indicado há muito tempo e que não tem dúvidas de que ele será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed.

Para onde podem ir os juros nos EUA agora?

A nomeação do novo presidente do Fed vinha tirando o sonho dos investidores. Isso porque Trump vem pressionando a autarquia por um corte mais agressivo nos juros dos Estados Unidos, enquanto a inflação segue elevada e o mercado de trabalho perdendo força.

Suas tendências sobre juros e inflação mudaram nos últimos meses. Se antes ele tinha uma atitude mais hawkish, ou dura, em relação ao combate da inflação, recentemente tem favorecido juros mais baixos - o que se alinha com os interesses de Trump.

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Essa inclinação pode se refletir nas próximas decisões do Fed, que em sua última reunião seguiu o script esperado pelo mercado e manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano. Afinal, os dados apontam para uma inflação resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força.

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A decisão, no entanto, não foi unânime entre os diretores, e uma presidência mais inclinada a cortes pode reacender o debate.

Além disso, a escolha de Warsh pode trazer um alívio para os pesadelos do mercado, devido à visão de Wall Street de que ele nem sempre fará o que Trump manda já que possui experiência anterior no Fed.

Quem é Kevin Warsh, o futuro presidente do Fed

Kevin Warsh é ex-diretor do banco central americano e atuou no Conselho de Governadores entre 2006 e 2011, chegando ao posto com apenas 35 anos, o mais novo a ocupar uma das cadeiras mais importantes do banco central.

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Durante o período em que esteve no cargo, Warsh passou pela crise financeira de 2008, os resgates a instituições bancárias e o início de políticas não convencionais de estímulo, como o afrouxamento quantitativo.

O diretor também participou diretamente das negociações entre o Tesouro, o Federal Reserve e grandes bancos enquanto estava no Fed, atuando como um operador técnico com trânsito em Washington e em Wall Street.

Após deixar o cargo, manteve envolvimento com círculos financeiros e acadêmicos, além de ocupar posições em conselhos corporativos e think tanks.

Nos últimos anos, Warsh passou a criticar publicamente algumas práticas do Fed, incluindo o tamanho do balanço e a manutenção prolongada de políticas monetárias expansionistas.

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Ele defende o que é chamado de “aperto quantitativo” e propõe mudanças no arcabouço que orienta decisões de juros, comunicação e atuação nos mercados, apontando que parte das distorções de preços e perda de credibilidade seria resultado de decisões do próprio banco central.

Em termos políticos, Warsh passou a se alinhar com Donald Trump, defendendo alguns pontos da agenda econômica do governo, incluindo críticas à condução do Fed sob Powell e maior tolerância a políticas comerciais mais protecionistas.

*Com informações do Money Times e CNBC. Matéria em atualização.

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