O gringo vai voltar às compras na B3? Se ‘gatilho’ for acionado, nem mesmo o frenesi trilionário da IA deve segurar fluxo para o Brasil
Thomas Wu, estrategista-chefe de investimentos do Itaú, afirma que a resolução do conflito no Oriente Médio pode destravar o retorno do capital estrangeiro para o Brasil, mesmo em meio à corrida global por inteligência artificial

No último mês, o ânimo dos gringos com o Brasil arrefeceu, o que ajudou a acabar com o "oba-oba" do Ibovespa, que vinha quebrando recordes, especialmente por causa da guerra no Irã. No entanto, na visão do Itaú Unibanco (ITUB4), esse cenário tem tudo para se reverter nos próximos meses, com boas chances do estrangeiro voltar a se interessar por nós.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), Thomas Wu, estrategista-chefe de investimentos do banco, destacou que o fluxo global de recursos para mercados emergentes foi interrompido pelo aumento da aversão ao risco provocado pelo conflito iniciado pelos EUA.
Em maio, investidores estrangeiros retiraram quase R$ 15 bilhões da B3. Essa é a maior saída mensal de recursos desde janeiro de 2022, considerando apenas operações no mercado secundário e desconsiderando aportes em IPOs e follow-ons, segundo levantamento da Elos Ayta.
Mas a tendência estrutural segue apontando para uma retomada do interesse por países como o Brasil à medida que o embate for resolvido. Em outras palavras, esse é o principal gatilho que pode destravar a volta dos gringos à nossa bolsa.
"Resolvido o conflito e a aversão ao risco voltando ao normal, a gente acha que o Brasil volta a receber fluxo estrangeiro", afirmou Wu.
Brasil também tem uma 'boquinha' na corrida da Inteligência Artificial
Para Wu, um dos motivos do interesse por aqui é que o país está entre os beneficiados da corrida no mercado de inteligência artificial, mesmo que não seja produtor de novas tecnologias.
Leia Também
Embora Estados Unidos e China liderem o desenvolvimento dos modelos, e regiões como Coreia do Sul e Taiwan forneçam componentes essenciais, o Brasil aparece como um dos fornecedores de energia, commodities e matérias-primas necessárias para sustentar a expansão dos data centers ao redor do mundo.
Na visão dele, o país faz parte do "terceiro círculo" dessa revolução tecnológica, justamente a que mais está sofrendo com a instabilidade geopolítica intensificada pela guerra.
Por isso, quando o apetite por risco aumenta e investidores buscam exposição às oportunidades criadas pela IA para além das gigantes americanas. Assim, mercados emergentes como o Brasil tendem a ser beneficiados.
Nem o frenesi trilionário da IA deve impedir
Para ele, nem mesmo IPOs trilionários em Wall Street — como o da SpaceX, ou a perspectiva de outros na mesma magnitude, no caso de OpenAI e Anthropic — devem ser capazes de frear o retorno do fluxo estrangeiro para mercados como o Brasil.
O temor de parte do mercado é que operações dessa magnitude funcionem como verdadeiros aspiradores globais de capital, drenando recursos de outros mercados e ativos para financiar apostas nas gigantes da tecnologia.
"Muita gente acreditava que, com o IPO da SpaceX, haveria uma migração de recursos para a ação e uma redução dos fluxos destinados ao S&P 500 como um todo. Mas isso simplesmente não aconteceu", afirmou Wu.
Ele argumenta que existe uma percepção equivocada de que os recursos destinados às gigantes de tecnologia necessariamente precisam sair de outros mercados ou ações. Mas existe outras fontes de onde o investidor pode tirar esse dinheiro — e uma das principais são os títulos do Tesouro norte-americano.
Na visão do estrategista, o mercado passou a questionar o caráter excepcional dos títulos públicos americanos, diante de uma economia que segue forte, mas convive com uma situação fiscal cada vez mais desafiadora e inflação elevada.
"Os EUA ficaram um pouquinho menos excepcionais"
Mesmo que a renda variável norte-americana siga bombando, o país em si não está em seu melhor momento.
"Eu gosto de pensar nos EUA como duas empresas: uma é o setor público e a outra é o setor privado. A primeira está com uma governança fragilizada, dada a relação mais tensa entre os poderes. A dívida é enorme e sem perspectivas de cair. ir. O déficit é elevado e, ainda assim, o governo continua adotando políticas expansionistas mesmo com a economia aquecida", disse Wu.
Do outro lado, a casa vê o setor privado, que está só no começo de uma revolução tecnológica. Impulsionadas pela inteligência artificial, as gigantes americanas de tecnologia estão investindo centenas de bilhões de dólares em data centers, chips e infraestrutura computacional, em um movimento que o Itaú acredita ainda estar longe de atingir seu potencial máximo.
Nesse contexto, os Treasuries perderam parte do brilho. Na analogia de Wu, se o setor público americano fosse uma empresa listada na bolsa, dificilmente estaria entre as preferidas da casa. Já o setor privado continua atraindo o interesse dos investidores graças ao avanço da inteligência artificial e às perspectivas de crescimento associadas a isso.
"Eu não estou dizendo que os Estados Unidos viraram um país emergente. Mas eles ficaram um pouco menos excepcionais", afirmou o estrategista.
E o que isso significa para o dólar?
A consequência é uma expectativa de enfraquecimento do dólar ao longo do tempo. Segundo Wu, os investidores globais continuam interessados na economia americana, mas não necessariamente da mesma forma que no passado.
Enquanto as empresas ligadas à inteligência artificial seguem atraindo capital, os títulos públicos do país perderam parte do apelo, o que estimula uma diversificação gradual para outros mercados.
Na avaliação do estrategista, esse movimento já vinha acontecendo antes da escalada das tensões no Oriente Médio. Parte dos recursos que tradicionalmente ficavam concentrados nos Treasuries começou a buscar oportunidades em bolsas internacionais e mercados emergentes, contribuindo para a perda de força da moeda americana.
A guerra interrompeu temporariamente essa dinâmica ao elevar a aversão ao risco e reforçar a busca por ativos considerados seguros. Mas, se o conflito perder intensidade, a expectativa do Itaú é que a tendência observada no começo do ano volte a prevalecer.
VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS