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Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes
A grande maioria dos agentes financeiros esperavam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantivesse a taxa Selic em 15% nesta primeira reunião do ano. Não dá para dizer que era unanimidade, mas era a expectativa predominante.
E se concretizou. A decisão unânime dos diretores do Copom nesta quarta-feira (28) foi manter a taxa básica estável pela quinta vez consecutiva.
No entanto, a dúvida real do mercado financeiro em relação à reunião do Copom de hoje não era sobre a Selic, mas sobre uma possível sinalização no comunicado sobre o início do ciclo de corte nos juros.
De um lado pairavam as afirmações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que o comitê não tem a obrigação de dar nenhuma sinalização prévia.
Do outro, a expectativa de que os diretores seguissem o protocolo — que não é obrigatório, mas é corriqueiro entre autoridades monetárias.
Pois bem, a sinalização veio, de forma clara e direta:
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"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse o comunicado desta quarta-feira.
Os principais pontos do comunicado que eram considerados “conservadores” pelos economistas saíram do texto de hoje.
A redação desta primeira reunião do ano já fala em “ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes”. Os diretores também afirmam que o momento atual permite uma “estratégia [que] envolve calibração do nível de juros”.
Entretanto, há detalhes que deixam claro que a postura do comitê será de cautela ao longo dos próximos meses. O texto destaca o compromisso do Copom com a meta da inflação em 3% no horizonte de influência do comitê — um período de 18 meses à frente.
Na reunião de hoje, esse período se estende até o terceiro trimestre de 2027. Pelos cálculos do Banco Central, nessa data a inflação futura ainda está em 3,2%, um pouco fora da meta de 3%.
“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo [de cortes na Selic], que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante”, diz o comunicado do Copom.
Além disso, o comitê também fala sobre os possíveis impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal local impactam a política monetária e os ativos financeiros, "reforçando a postura de cautela em um cenário de maior incerteza", fazendo referência ao ano eleitoral.
Leonardo Costa, economista do ASA, destaca a surpresa com a sinalização tão clara do Banco Central sobre o início do corte de juros. Contudo, para ele, o tom do comunicado continua "altamente cauteloso".
"Projetamos um primeiro corte de 0,25 ponto percentual em março, com risco (ainda que menor) de um movimento mais intenso, de 0,50 p.p..", diz, em nota.
Para Costa, os dados de inflação, mercado de trabalho, além dos demais dados da atividade doméstica, serão relevantes para definir o ritmo de cortes em março. Para o fim de 2026, o ASA estima a Selic em 12,5%, "compatível com o tom cauteloso que tem marcado os comunicados recentes do Copom".
A análise de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, diz que os agentes financeiros já estavam preparados para alguma sinalização de corte pelo Copom, de modo que anteciparam esse movimento nas negociações de juros futuros desta quarta-feira. Segundo ele, a probabilidade majoritária é de um corte de 0,50 p.p. em março.
"A queda dos juros futuros somada ao forte fluxo financeiro vindo do exterior resultou em mais recorde de fechamento do Ibovespa, com o índice chegando no patamar de 184 mil pontos", escreveu Shahini em nota.
Entretanto, a avaliação dos economistas do Santander é de que o trecho em que o Copom afirma que o compromisso com a meta impõe "serenidade" sugere que o corte será de 0,25 p.p., "a priori".
A volta da orientação futura já foi uma surpresa, o nível de corte descobriremos na próxima reunião.
O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%
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