BTG Pactual troca duas ações em carteira de small caps para julho; veja quem entra, quem sai e as apostas do banco
A carteira reúne dez ações, todas com peso de 10%, e tem como foco empresas com valor de mercado de aproximadamente R$ 15 bilhões

O BTG Pactual promoveu duas mudanças em sua carteira recomendada de small caps para julho de 2026. As novidades são as entradas de Banco Inter (INBR32) e Marcopolo (POMO4), enquanto Banco Pine (PINE4) e SBF (SBFG3) deixam a seleção.
A carteira reúne dez ações, todas com peso de 10%, e tem como foco empresas com valor de mercado de aproximadamente R$ 15 bilhões. A estratégia busca superar o desempenho do índice Small Caps (SMLL).
Em junho, a carteira recuou 1,9%. Apesar do resultado negativo, o desempenho foi melhor que o do SMLL, que caiu 3,3% no mesmo período. No acumulado de 2026, a estratégia registra alta de 0,5%.
Além das duas novas integrantes, o BTG manteve oito empresas na seleção: Copasa (CSMG3), Sanepar (SAPR11), Smart Fit (SMFT3), 3tentos (TTEN3), Orizon (ORVR3), Tenda (TEND3), Pague Menos (PGMN3) e Bemobi (BMOB3).
Banco Inter (INBR32): queda das ações abriu espaço para entrada
A principal novidade da carteira é o Banco Inter. Segundo o BTG, a queda de cerca de 40% das ações ao longo do ano tornou o valuation mais atrativo e ampliou a margem de segurança para investidores.
O banco também é visto como uma empresa mais resiliente em um cenário de juros elevados, graças ao balanço considerado sólido e à carteira de crédito altamente colateralizada. Atualmente, as ações negociam a cerca de 7,1 vezes o lucro projetado para 2026.
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Marcopolo (POMO4): aposta em melhora das margens e dividendos
A Marcopolo também passa a integrar a carteira neste mês. Para o BTG, a fabricante de ônibus deve apresentar melhora nas margens nos próximos trimestres, impulsionada por um mix de vendas com veículos de maior valor agregado.
O banco também destaca o contrato do programa Caminho da Escola, que deve sustentar volumes relevantes até 2027. A companhia negocia a aproximadamente seis vezes o lucro estimado para 2026 e possui dividend yield projetado de 9% neste ano.
Copasa (CSMG3): privatização segue como principal gatilho
A permanência da Copasa está ligada às expectativas após a privatização da companhia, com a Equatorial passando a ser a acionista de referência.
Na avaliação do banco, a empresa pode passar por uma reestruturação corporativa e capturar ganhos com a renegociação dos contratos de concessão. A expectativa é que a companhia se torne uma forte distribuidora de dividendos, com potencial para pagar 100% do lucro líquido e oferecer rendimento médio de 7,6% entre 2026 e 2028.
Sanepar (SAPR11): banco vê potencial de valorização superior a 50%
Para a Sanepar, o BTG continua enxergando espaço para valorização. Embora a companhia ainda opere abaixo do potencial de eficiência, as ações seguem negociando com desconto.
O principal gatilho apontado para 2026 é o cenário político no Paraná. Segundo o banco, as eleições estaduais podem aumentar as expectativas de ganhos de eficiência ou até mesmo de uma futura privatização. Caso a ação passe a negociar a 1,0 vez EV/RAB, o potencial de valorização seria superior a 50%.
Smart Fit (SMFT3): crescimento continua sustentando a tese
A Smart Fit segue entre as principais apostas do banco para o varejo latino-americano.
Após resultados operacionais acima do esperado no primeiro trimestre de 2026, a empresa concentra esforços na monetização de plataformas como a TotalPass. O BTG projeta crescimento anual composto de 30% no lucro entre 2026 e 2029.
Pague Menos (PGMN3): foco em produtividade após reestruturação
Segundo os analistas, a Pague Menos entra em uma nova etapa após concluir a reestruturação e a integração da Extrafarma.
O foco agora está no fortalecimento do balanço e no aumento da produtividade. O banco também vê oportunidades ligadas aos medicamentos GLP-1 e estima crescimento de cerca de 30% no lucro nos próximos anos. As ações negociam a aproximadamente sete vezes o lucro projetado para 2026.
3tentos (TTEN3): expansão e resultados sustentam recomendação
A 3tentos permaneceu na carteira após apresentar resultados considerados robustos no primeiro trimestre deste ano.
Entre os fatores destacados pelo BTG estão a expansão da rede de lojas e o avanço da planta de etanol de milho. A companhia negocia abaixo de oito vezes o lucro estimado para 2026 e apresenta retorno sobre o capital investido (ROIC) superior a 20%.
Tenda (TEND3): cenário favorável para habitação popular
No setor de construção, a Tenda continua na carteira em razão do cenário favorável para a habitação de baixa renda.
De acordo com o banco, as mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida aumentaram a acessibilidade dos compradores, enquanto a companhia avança em um processo de reestruturação, com melhora nas margens e na geração de caixa. A ação negocia a cerca de 6,5 vezes o lucro projetado para 2026.
Bemobi (BMOB3): crescimento e rentabilidade mantêm ação na carteira
Entre as empresas de tecnologia, a Bemobi segue como uma das apostas do BTG por combinar crescimento orgânico acima de 20% com elevada rentabilidade.
Os analistas classificam essa combinação como rara no mercado brasileiro. A companhia negocia a aproximadamente 12 vezes o lucro estimado para 2026.
Orizon (ORVR3): biometano e créditos de carbono seguem no radar
A Orizon fecha a carteira do mês. O BTG destaca as oportunidades de consolidação em um setor ainda fragmentado, além do potencial de geração de valor com a aquisição da Vital e com o desenvolvimento de plantas de biometano.
A empresa também conta com receitas recorrentes provenientes da venda de créditos de carbono e das tarifas de recebimento de resíduos.
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