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Segundo a Bloomberg, demanda enfraquecida, tarifas dos EUA e concorrência de chinesas como BYD e Xiaomi levam montadoras a cortarem produção e empregos
Dizer que o império automobilístico alemão está ameaçado talvez seja um exagero. Mas hoje é o que indicam a demanda fraca, as tensões comerciais e a crescente concorrência chinesa, como relatado pela Bloomberg. Nesta quinta-feira (9), a Porsche, reportou vendas mais fracas na China, mercado em que marcas locais como BYD e Xiaomi vêm atraindo consumidores com veículos elétricos de preço competitivo.
Ainda nesta semana, a BMW havia anunciado redução na previsão de lucros para o ano, de acordo com o Estadão. Isso em meio a uma redução de 0,4% nas entregas de veículos no território chinês.
Além disso, nesta terça-feira (7), a Mercedes-Benz reportou queda nas vendas no terceiro trimestre de 2025, com uma redução de 27% especificamente na China nesse período. Segundo o Investnews, este foi o desempenho trimestral mais baixo desde 2016.
O governo da Alemanha também comunicou oficialmente hoje (9) um novo pacote de apoio financeiro no valor de 3 bilhões de euros (aproximadamente R$ 18,54 bilhões). Esse investimento é destinado especificamente ao impulsionamento do setor de veículos elétricos no país.
De acordo com a Bloomberg, representantes das montadoras alemãs e europeias principais que incluem Volkswagen, Porsche, BMW, Mercedes-Benz e Ford, além de grandes fornecedores como Bosch, Continental, Schaeffler e ZF Friedrichshafen, iriam se reunir com o chanceler Friedrich Merz ainda nesta quinta-feira (9) para discutir possíveis soluções para a crise.
A Bloomberg indica ainda que dificuldades na China se somam aos custos tarifários dos Estados Unidos e à estagnação das vendas na Europa. Assim, aumenta a pressão nas montadoras alemãs em seus três principais mercados.
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“O setor manufatureiro alemão, e a indústria automotiva em particular, estão em uma tempestade perfeita”, disse Jens Suedekum, professor de economia e conselheiro do Ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, ao veículo.
“As participações de mercado na China estão em declínio acentuado, as sobrecapacidades chinesas estão prejudicando as exportações alemãs em todos os mercados e, ao contrário de 2024, o mercado dos EUA não está mais disponível como substituto”, complementa.
Como aponta a Bloomberg, essa redução das vendas de veículos das grandes montadoras alemãs ameaça as fabricantes. Empresas que, durante décadas, ajudaram a impulsionar o sucesso da economia da Alemanha, voltada para a exportação.
A agência de notícias indica que o setor automotivo do país é responsável por cerca de um quarto da produção de veículos da Europa. Além disso, impulsiona uma vasta rede de fornecedores que conecta regiões da Espanha à Eslováquia.

Com essa desaceleração da indústria, a agência de notícias alerta para algumas desestabilizações. Entre elas, o enfraquecimento da base de fabricação da região, bem como das exportações. Ainda poderá fazer crescer a sensação de que a Europa está ficando para trás na corrida global por tecnologias de última geração.
Além disso, o escritório de estatísticas do país divulgou nesta quarta-feira (8) dados que já apontam para este tremor. Os números indicam que a produção industrial alemã sofreu a maior queda desde o início de 2022. Isso impulsionado por uma diminuição de 18,5% na produção de automóveis.
O governo alemão tem tentado ajudar, mas os esforços não parecem ser suficientes às fabricantes. Mesmo com o aporte bilionário destinado ao setor de veículos elétricos no país, a Bloomberg relata que os executivos do setor automotivo reclamam da burocracia e dos altos custos de energia no país.
De acordo com a emissora internacional da Alemanha, Deutsche Welle, impostos e obrigações administrativas elevadas tornam menos atraente fabricar veículos na Alemanha. Tal fato leva algumas empresas a considerar a transferência parcial da produção para outros países.

Já os preços elevados da energia industrial na Alemanha, como aponta o veículo, encarecem significativamente a produção de veículos, principalmente dos elétricos, por conta do alto custo da eletricidade para fábricas e fornecedores. Isso em parte devido à política de transição energética local e aos impostos ambientais.
Reclamações em relação aos elevados preços de mão de obra de fabricação completam o grupo de críticas por parte das empresas, de acordo com a Bloomberg. Como mostram dados do Eurostat, são mais de duas vezes mais altos na Alemanha do que na República Tcheca.
Segundo a multinacional britânica de consultoria Ernst & Young, no primeiro semestre de 2025, os lucros combinados das montadoras alemãs caíram em mais de um terço em relação ao ano anterior. Além disso, de acordo com o grupo comercial VDA, o setor automotivo do país perdeu cerca de 55 mil empregos nos últimos dois anos. O veículo aponta que dezenas de milhares de cargos adicionais devem desaparecer até 2030, em um setor que emprega mais de 700 mil pessoas.
A Volkswagen, maior montadora da Alemanha, que opera mais de 100 fábricas em todo o mundo, segundo o veículo, tem reduzido a produção e demitindo funcionários. Já a Robert Bosch GmbH, maior fornecedora de peças automotivas do mundo, como aponta o Euronews, planeja cortar 13 mil empregos até 2030, a maioria deles na Alemanha.

De acordo com a Bloomberg, outras empresas do setor como Continental, Schaeffler e ZF Friedrichshafen, também têm demitido funcionários. A Ford Motor, inclusive, não só tem reduzido a equipe, mas também a produção na Alemanha. Os cortes causaram até mesmo temores de um “momento Nokia”, segundo a agência de notícias. Isto é, uma alusão ao rápido declínio da fabricante de tecnologia, que foi dominante no setor de telefonia de 1998 até cerca de 2007.
“A situação é grave - a produção industrial está caindo e as demissões estão aumentando”, disse Achim Wambach, presidente do instituto econômico ZEW do país à Bloomberg. “As empresas precisam de custos de energia mais baixos, impostos mais baixos e menos burocracia.”
Como indica a Automotive Business, a BMW aposta que sua linha de veículos elétricos de última geração Neue Klasse, de 10 bilhões de euros, possa reverter a tendência negativa na China.

Já a Volkswagen, segundo a Bloomberg, firmou parcerias com fabricantes locais de software e carros elétricos para voltar a crescer na maior economia da Ásia. A proprietária das marcas Audi e Skoda tem obtido melhores resultados na Europa este ano, depois de garantir um upgrade em seus carros com novos softwares. Além disso, o veículo afirma que a fabricante “está no caminho certo para vender mais veículos elétricos do que a Tesla e a Stellantis na região”.
Ainda assim, a Deutsche Welle destaca que dirigentes de associações empresariais, como a Associação Alemã da Indústria Automotiva, alertam para o risco de perda de competitividade internacional do país caso investimentos não sejam retomados.
Como indica o comunicado oficial, o governo de coalizão está disposto a apoiar as demandas do setor automobilístico por meio de regras mais brandas da União Europeia para a eliminação gradual dos carros com motor a combustão. No entanto, ainda não há uma conclusão sobre um caminho específico a seguir.
“Queremos evitar todas as decisões que prejudiquem a indústria automobilística”, disse Merz. Ele acrescenta que a reunião de cúpula do setor automobilístico tem como objetivo produzir uma posição unificada.

Como mencionado anteriormente, a coalizão, ou seja, os partidos que compõem o governo alemão — no momento, CDU/CSU (conservadores) e SPD (social-democratas) — chegou a um acordo sobre 3 bilhões de euros em incentivos adicionais para a compra de veículos com emissão zero até 2029. No início desta semana, o governo também anunciou planos para estender uma isenção fiscal para veículos elétricos.
Embora o planejamento pareça positivo, o governo espera uma expansão de apenas 0,2% este ano.“Não se trata apenas do fechamento de fábricas”, relatou à Bloomberg, Benjamin Krieger, secretário-geral da CLEPA, um grupo do setor que representa os fornecedores de automóveis da Europa. “Trata-se do tecido social do setor, de suas comunidades e da soberania tecnológica da Europa.”
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