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A National Gallery obteve um valor sem precedentes de 375 milhões de libras para o projeto, que tem inauguração prevista para o início da década de 2030
Quem já amava contemplar a vasta coleção de pinturas da National Gallery, em Londres, terá ainda mais motivos para visitar o museu. A instituição anunciou, nesta semana, que recebeu doações recordes para a construção de uma nova ala. O novo espaço, que será 50% maior do que a Ala Sainsbury, reunirá arte do século 20.
O preço estimado do projeto é impactante: 400 milhões de libras (cerca de R$ 2,94 bilhões). Desse total, 375 milhões de libras já foram arrecadados.
“Recebemos as maiores doações em dinheiro já registradas para qualquer instituição cultural — não apenas no Reino Unido, mas em todo o mundo”, disse Gabriele Finaldi, diretor da galeria, ao The Art Newspaper.
Fundada em 1824, a National Gallery abriga uma coleção atual composta por mais de 2.300 pinturas, em sua maioria europeias, que abrange diversas escolas e estilos da pintura ocidental, desde o período medieval até o impressionismo.
Entre as obras mais emblemáticas estão “Os Girassóis” de Van Gogh, “O Casamento Arnolfini” de Jan van Eyck, “A Virgem das Rochas” de Leonardo da Vinci e “The Fighting Temeraire” de J.M.W. Turner.
A nova ala, com inauguração prevista para o início da década de 2030, ficará no local da St. Vincent House, um edifício sem nada de muito extraordinário, datado da década de 1960. A construção, situada ao norte da Ala Sainsbury, e agora prestes a ser demolida, foi comprada para a galeria em 1998. A ideia era, de fato, servir como um futuro terreno para a galeria.
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Os dois principais responsáveis por esta doação mais do que generosa são o britânico Michael Moritz, dono da fundação Crankstart e o sueco Hans Kristian Rausing. Moritz, nascido em Cardiff, no País de Gales, iniciou a carreira como jornalista na revista Time e mais tarde fez fortuna investindo em empresas como Google, YouTube e LinkedIn.
Grande parte da riqueza do britânico, no entanto, já tem um destino, visto que se comprometeu a doar metade do seu patrimônio para causas filantrópicas. Não à toa, os recursos de Michael Moritz para a galeria foram repassados por meio da Crankstart, fundação que ele criou junto com a esposa, Harriet Heyman. Anteriormente, em 2012, ele também havia doado 75 milhões de libras (cerca de R$ 551,25 milhões) à Universidade de Oxford, onde estudou.
Já Hans Kristian Rausing herdou a fortuna de sua família, uma vez que seu avô foi o fundador da Tetra Pak, empresa sueca de embalagens para alimentos. Hans também criou um fundo para causas filantrópicas com a sua falecida esposa Julia Broughton, a quem dedicou a doação à galeria:
“Este presente é em memória dela, para que outras pessoas possam descobrir a mesma beleza e inspiração na arte que tanto significam para ela”, contou em nota oficial.
Além dos 300 milhões de libras (cerca de R$ 2,21 bilhões) levantados pelos dois grandes doadores, a galeria arrecadou mais 75 milhões de libras para a nova ala.
Entre as contribuições estão, aliás, as doações do National Gallery Trust e do presidente do conselho da instituição, o empresário John Booth. O executivo doou 10 milhões de libras (aproximadamente R$ 73,5 milhões).
Segundo o diretor da National Gallery, Gabriele Finaldi, a construção da nova ala será o maior projeto museológico do Reino Unido desde a inauguração do museu Tate Modern, em 2000 (que custou 134 milhões de libras), e de sua ampliação em 2016 (260 milhões de libras).
Inclusive, de acordo com a National Gallery, a coleção de obras posteriores a 1900 virá em colaboração com o Tate. A instituição detém as principais coleções de arte britânica e internacional pós-1900 do Reino Unido.
O novo espaço terá capacidade para expor até 250 obras. Exposições temporárias ocuparão um dos andares, já o térreo e o subsolo terão áreas abertas ao público.
“A ideia é construir um prédio distinto, de alta qualidade e que represente uma contribuição arquitetônica significativa para Londres. Mas também, que dialogue com a Sainsbury Wing e o edifício original de Wilkins”, conta Finaldi.
O projeto ainda prevê facilitar o percurso entre a Trafalgar Square e Leicester Square, dois dos principais polos culturais da cidade.
Como mencionado anteriormente, quem caminhar pelos salões da galeria hoje em dia, poderá contemplar uma série de obras de diferentes períodos. Da era medieval, até o impressionismo do século 19. Isso porque o acervo da National Gallery focava em obras produzidas até mais ou menos 1900.
No entanto, o anúncio da nova coleção focada no século 20, abriu as portas para uma viagem pelas obras de um novo marco temporal artístico. “O objetivo é que o público do Reino Unido e visitantes de todo o mundo possam apreciar a melhor coleção de pinturas do mundo. Começando pela época medieval até a nossa, tudo um cenário arquitetônico excepcional", disse Gabriele ao AP News.
Como relatado ao The Art Newspaper, o diretor da galeria imagina o novo núcleo começando com os impressionistas tardios, passando pelo fauvismo com Matisse, depois cubismo com Picasso e chegando aos futuristas italianos, expressionistas alemães, surrealistas, e ao abstracionismo americano. Ao final, chegará quase ao momento presente da arte. A ideia é que exista variedade cronológica e geográfica. Ou seja, a coleção deixará de ser quase exclusivamente europeia.
As obras devem ser adquiridas por meio de empréstimos diretamente com os herdeiros de artistas importantes. Além disso, haverá uma troca ainda maior de obras com o Tate.
*Com informações de The Art Newspaper, The National Gallery e AP News
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