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Em meio a um momento de atenção na indústria global de chocolates, uma imersão no luxo doce da Altınmarka, a segunda maior fábrica do segmento do mundo, em Istambul
Quando se pensa em chocolate em escala industrial, países como Suíça, Bélgica ou Alemanha geralmente vêm à mente. Mas o segundo maior produtor de chocolate do planeta está na vibrante Istambul, capital gastronômica e cultural da Turquia.
A gigante em questão trata-se da Altınmarka, fábrica que pertence a uma das famílias mais ricas do país. Sem surpresas, eles nos receberam para um evento de lançamento com todos os ingredientes de uma experiência verdadeiramente luxuosa, sensorial e memorável.

O evento, batizado de “A Multi-Sensory Gastronomic Experience” (“uma experiência gastronômica multissensorial”), aconteceu na histórica fábrica de licores de Mecidiyeköy. A curadoria foi de Diego Prado, um dos grandes nomes da criatividade gastronômica global.
A noite teve como proposta explorar o cacau em suas formas mais inesperadas, que vão muito além do doce. Então foram técnicas, harmonizações e narrativas, por exemplo, capazes de transformar a percepção do público sobre o ingrediente.
Todos os mais de 300 convidados, entre eles alguns dos mais respeitados chocolatiers e chefs do mundo, chegaram à Turquia com voos, hospedagem e uma imersão de três dias. Mas a mensagem maior por trás de tudo isso era mostrar ao mundo a nova Istambul, uma potência em expansão não só industrialmente, mas também gastronomicamente.
Os turcos amam doces. Não é coincidência que os famosos baklavas, por exemplo, um patrimônio açucarado do Oriente Médio, tenham raízes profundas por ali. A paixão nacional por sobremesas se manifesta em cada esquina, confeitaria e mesa de família.
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Por isso, talvez não surpreenda saber que foi na Turquia que surgiu a primeira imitação do Dubai Chocolate, ícone recente do luxo comestível. E ainda me atrevo a dizer que o chocolate turco, com sua qualidade técnica, sabor marcante e versatilidade, tem tudo para ser a verdadeira matéria-prima do famoso Dubai Chocolate. Mais que cópia, é uma base sólida de excelência.
Durante a experiência, visitamos quatro das unidades fabris que compõem o imenso complexo da Altınmarka — onde também estão sediadas a Baylan, sua tradicional confeitaria e restaurante de alta gama. Além disso, a marca possui uma rede de mais de 300 cafeterias entre Istambul, Londres e Dubai, e até uma fábrica própria de torrefação de café.

O que impressiona ao entrar nas unidades produtivas não é apenas a dimensão, com toneis gigantescos de pasta de cacau quente, borbulhando como lava marrom. Aqui é o aroma envolvente e adocicado que domina o ar. Uma fragrância quase hipnótica, que mistura história, desejo e potência industrial.
Em uma das fábricas, há um setor inteiramente operado por mulheres — um espaço delicado e meticuloso, onde cada bombom é cuidadosamente recheado com uma única amêndoa e embalado à mão. Um trabalho manual, portanto, que transmite não apenas precisão, mas também identidade e orgulho.

No centro da noite, o cacau ganhou tratamento de matéria-prima de arte. A artista confeiteira Janice Wong apresentou uma instalação com mais de 20 metros de painéis de chocolate, fundindo gastronomia, escultura e performance.

O chef Maksut Askar, do aclamado Neolokal (uma estrela Michelin), propôs uma leitura contemporânea do cacau com um prato de tupinambor (conhecido também como alcachofra de Jerusalém) coberto com chocolate 100% puro.
Já o talentoso Emre Şem, da premiada Casa Lavanda, criou um ceviche delicado e cítrico usando a mucilagem do cacau, com sua polpa fresca, perfumada e cheia de acidez.
Esther Merino, sommelier e consultora, apresentou uma seleção de bebidas à base de cacau. De kombuchas fermentadas com mucilagem, a negronis infusionados com nibs, espumas e coquetéis com cascas e folhas de cacau, foi um menu impactante. Esther, assim como Diego Prado, traz no currículo anos de atuação no lendário restaurante Alchemist, em Copenhague, conhecido por ser um dos mais inovadores e imersivos do mundo.

Em uma noite dedicada a celebrar a boa fase do chocolate turco, houve ainda o anúncio lançamentos de novos produtos da Altınmarka. Um deles é um rótulo dedicado a explorar o cacau na integridade. O outro é uma linha de chocolates funcionais.
Mas não é só isso: a alta do preço do cacau e do chocolate no mundo não passou batida.
O chocolatier belga David Maenhout refletiu com franqueza sobre os impactos na cadeia de valor: “Estamos repassando [a alta no preço] gradualmente. O consumidor ainda não sente, mas o custo está aí”. Já a Altınmarka, com estoques garantidos com antecedência, garante que mantém-se blindada, ao menos por ora, frente à volatilidade global.

Com o cacau em alta nas bolsas de commodities e visto como ativo estratégico, estar dentro da segunda maior fábrica do mundo é mais do que uma visita técnica, é um vislumbre do futuro. Um futuro, portanto, onde luxo, arte, indústria e gastronomia convergem. E onde Istambul, com sua energia caótica, elegante e criativa, se coloca como protagonista silenciosa da nova cena global.
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