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Como construir uma carteira de ações focada em dividendos para garantir segurança financeira e viver sem sobressaltos
Eu passei a noite de réveillon 1999-2000 em um apartamento dos irmãos Ronaldo e Arnaldo Cézar Coelho na avenida Atlântica, orla de Copacabana.
Logo após a meia-noite, um amigo meu, Hélcio, agora já falecido, disse em uma conversa despretensiosa que eu iria morrer aos 85 anos de idade.
Como, na ocasião, eu tinha 59, gostei da profecia. Afinal de contas, meu pai falecera aos 80 anos; minha mãe, aos 81. E, em se realizando o vaticínio, ainda teria mais de um quarto de século de vida.
Bem, na última sexta-feira completei os tais 85. E já não estou achando muito engraçada a previsão do Hélcio.
Minha saúde é razoável. Tenho hipertensão, arritmia cardíaca, meu lipidograma apresenta níveis acima do normal. Nada que não possa ser tratado com remédios.
Dia sim, dia não, subo 12 andares de escada. Nos “dias não”, faço musculação.
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A melhor notícia é que não apresento nenhum declínio de memória ou de raciocínio. Sou capaz de recordar mínimos detalhes de coisas que ocorreram há mais de 70 anos. Extraio raiz quadrada e raiz cúbica de cabeça. Multiplico centenas x centenas, também sem precisar de calculadora.
Dou entrevistas e faço palestras de mais de uma hora sem recorrer a nenhum Powerpoint ou outro artifício de auxílio.
Só que tudo isso é presente e passado. O importante agora é pensar no futuro.
Claro que não vou viver mais 20 anos. Mesmo 10, acho exagerado. Só que a expectativa de vida de um homem de 85 anos de idade é de ir até os 93. Portanto, mais oito.
Como minha mulher tem 75, e, no caso dela, a expectativa de vida é ir até os 85, tenho de calcular que ambos vão viver no máximo mais 10. Certo?
Errado! Tudo isso são hipóteses, que podem ser contrariadas pelos fatos.
Para que um casal de idosos, como é o nosso caso, possa viver sem sobressaltos, é preciso ter investimentos que lhe garantam passar dos 100, mesmo considerando que isso não vai acontecer.
É aí que vem a boa notícia. Eu tenho uma carteira de ações cujos dividendos, somados ao valor das aposentadorias pelo INSS, nos garantem viver eternamente.
Sim. Eternamente. Sem descapitalizar em nenhum momento, a não ser por estratégia.
E não se trata de nenhuma fortuna.
Minha primeira providência foi diversificar. Distribuir minhas aplicações em bolsa entre 10 empresas diferentes, cujas atividades também se distribuem em setores distintos da economia.
Se acontecer uma tragédia, como foi o caso dos acionistas das Lojas Americanas (eu escapei dessa), que perderam 90% do valor investido quando a empresa sofreu um rombo financeiro em 2023, isso incidirá apenas sobre 10% da carteira.
Na seleção de meus papéis, excluí todas as companhias controladas pelo governo ou mesmo as que dependem de decisões governamentais, como é o caso das concessionárias de serviços públicos.
Aí vem a parte mais simples da escolha: meu portfolio inicial de dividendos foi selecionado por analistas de mercado em seus sites ou newsletters. Para cada indicação, eu assinalava um “x”.
Quando um dos papéis chegava a 10x, eu comprava a ação. Sempre, é claro, desconsiderando Banco do Brasil, Petrobras, etc, empresas que não raro têm suas diretorias loteadas por partidos políticos.
Dessas, tô fora.
Antes que alguém me pergunte se não penso em vender minha carteira, respondo:
“Com certeza. Se a B3 entrar em um bull market causado por uma febre especulativa, eu caio fora.”
“Mas como, Ivan, você sabe que essa febre está no auge?”
“Simples. É quando começam a se suceder IPOs, um atrás do outro. Chega um ponto no qual a quantidade de papéis novos ultrapassa o volume de dinheiro que entra na bolsa. Isso sempre acontece.”
Aí eu zero tudo e espero o início de um novo ciclo.
Aos 85 anos de idade, posso não ser o melhor analista de mercado. Mas, com certeza, sou o decano deles e, por conseguinte, o mais experiente.
Meu couro foi curtido por ganhos memoráveis e perdas acachapantes.
Até que um dia aprendi.
Um forte abraço,
Ivan Sant'Anna
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