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Analistas olham com desconfiança para a estratégia da companhia, alegando que o segmento demanda muita eficiência logística e ressaltando as margens apertadas
“A Petrobras é uma empresa do poço ao posto”. Foi assim que a CEO da estatal, Magda Chambriard, respondeu nesta sexta-feira (8) à grande interrogação do mercado depois do anúncio da véspera, no qual a companhia informa que o conselho de administração aprovou a volta ao negócio de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha.
No comunicado de quinta-feira (7), a Petrobras não detalha como se daria essa volta ao mercado de distribuição de gás, deixando em aberto a possibilidade da venda direta de botijão para consumidores residenciais. Hoje, Chambriard jogou mais luz sobre o assunto.
“Quando olhamos para o aumento da produção de gás, olhamos para o que isso significa para o mercado em termos de GLP. As margens para os nossos produtos precisam ser capturadas. Se for um bom negócio para a companhia, com lucratividade adequada, buscaremos sinergias”, afirmou ela durante teleconferência com analistas.
A presidente da Petrobras esclareceu, no entanto, que não há, no momento, nenhum negócio no horizonte da companhia.
“Não temos nada em vista. Não temos nenhum ativo para a carteira da Petrobras neste momento, mas queremos garantir que as portas estejam abertas para uma eventual oportunidade, caso o projeto seja rentável, atrativo e em linha com o que a Petrobras demanda”, disse.
Em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro, a estatal vendeu a Liquigás para dois grupos privados — Copagaz e Nacional Gás Butano Distribuidora. A decisão de voltar ao segmento acontece em um cenário em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva — principal acionista e controlador da Petrobras — tem manifestado preocupação com o preço do botijão de gás.
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No fim de maio, durante a inauguração de obra da transposição do Rio São Francisco, Lula expôs a contrariedade com o preço do botijão que chegava às famílias.
“A Petrobras manda o gás de cozinha a R$ 37. Quanto que chega aqui: R$ 110 ou R$ 120 e tem estado que é R$ 140. E eu posso dizer para vocês que está errado. Vocês não podem pagar R$ 140 por uma coisa que custa R$ 37 da Petrobras", disse o petista na ocasião.
O diretor executivo de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, que também participava da teleconferência de hoje, foi adiante no assunto, afirmando que a estatal está avançando na venda direta de GLP.
“O mercado é a forma de monetizar, a mais rentável, para a Petrobras. É isso que direciona a Petrobras, então estamos avançando na venda direta. Estamos conversando com grandes fornecedores para isso, em uma tentativa de capturar essa margem”, afirmou.
Quando decidiu pela privatização da Liquigás no ano passado, o então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendia que a estatal estava abrindo mão de atuação em determinadas áreas para se concentrar na redução de dívidas e na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.
Naquele momento, a Liquigás tinha presença em todos os estados, 23 centros de operação, uma rede de 4,8 mil revendedores autorizados e 21,4% de participação de mercado, ou seja, um a cada cinco botijões vendidos era da Liquigás.
“Alguns anos atrás decidiram fechar algumas portas para a Petrobras, mas hoje eu me pergunto: por que fechar essas portas? Vamos deixar as portas abertas, não vamos nos autolimitar. Vamos aproveitar as oportunidades que surgirem”, disse Chambriard, acrescentando que a Petrobras não vai se aventurar em negócios que não são rentáveis.
Com o retorno da Petrobras à distribuição, outra questão também volta à tona: a venda direta de gasolina, ou seja, nas bombas dos postos, pela estatal.
No governo Bolsonaro, a companhia decidiu pela venda da BR Distribuidora para a Vibra Energia com a justificativa em otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital.
A peculiaridade neste caso é que a venda incluiu licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029. Isso significa que apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da Petrobras.
O acordo também impede a Petrobras de concorrer com a Vibra — a estatal é apenas fornecedora do combustível. Em janeiro de 2024, no entanto, a Petrobras comunicou à Vibra que não tem interesse em renovar a licença para uso da marca após 2029.
A possibilidade da venda direta de gasolina não foi citada pela decisão do conselho de administração da companhia no comunicado de quinta-feira (7), e os executivos não quiseram falar diretamente sobre o assunto na teleconferência com analistas e na coletiva à imprensa de hoje.
“A Petrobras já vem atuando para ser a melhor opção para o cliente, isso é, ter preço competitivo e ter produtos onde são demandados”, disse Schlosser.
Junto com o plano de voltar à distribuição e à venda de gás, a Petrobras apresentou o balanço do segundo trimestre — que você pode conferir aqui. Embora tenha revertido prejuízo e apresentando um resultado acima das previsões, as ações da estatal estão sendo castigadas pelo mercado.
Por volta de 13h55, as ações preferenciais PETR4 recuavam 4,95%, a R$ 30,94, enquanto os papéis PETR3 caíam 6,82%, a R$ 33,18. No mesmo horário, o Ibovespa baixava 0,21%, aos 136.240,80 pontos.
Analistas olham com desconfiança para a iniciativa da Petrobras. "Distribuição é um negócio difícil, com margem apertada. É necessário, entre outras coisas, muita eficiência logística", disse Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Na mesma linha, Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, diz que vê a iniciativa sob uma ótica negativa.
“Trata-se de um segmento com margens historicamente mais apertadas, o que tende a reduzir a eficiência da alocação de capital e pressionar o rendimento anualizado do caixa livre", afirma ele em nota.
O Citi chama ainda atenção para outro ponto: o ritmo de capex (investimentos), que está mais elevado do que o previsto, indicando que a Petrobras se aproxima de atingir sua orientação de US$ 18,5 bilhões.
"A maior alavancagem chama a atenção para o fato de que, pela primeira vez em muito tempo, a Petrobras ultrapassou US$ 65 bilhões de dívida bruta", afirmam os analistas.
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