O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na opinião de Meirelles, a nomeação do Galípolo é uma vantagem para o mercado, desde que o BC mantenha uma distância respeitosa do governo e faça o que for preciso
Não será nenhuma surpresa se na primeira reunião do Copom sob o comando de Gabriel Galípolo divulgar nesta noite (29) a decisão de elevar a taxa de juros em 1%. Para Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, a novidade será apenas a maneira positiva como o mercado pode reagir a partir disso, com o entendimento de que de fato há uma independência do Banco Central com relação ao governo.
“O Banco Central consegue a credibilidade com ações concretas. E tem desenvolvido, através de muito tempo, uma série de modelos macroeconométricos que, levando em conta a inflação, expectativa de inflação, questão fiscal, faz uma projeção da inflação futura”, explicou ele. “Ou seja, ele tem todas as condições de decidir e saber como baixar de fato a inflação”.
O problema, segundo ele, é que há uma questão chave neste momento, chamada “expectativa de inflação”, que está desancorada, está elevada. Por isso, de fato, o BC tem que mostrar independência, que é algo que além do que apenas [o controle de uma] taxa técnica.
“Vou dar um exemplo de como aconteceu quando eu estava no BC. A taxa Selic estava muito elevada porque a inflação estava bem pior do que agora, com dois dígitos. Na reunião elevamos a taxa Selic a 26% e lembro que particularmente um dos ministros chamou uma coletiva de imprensa e disse que o presidente Lula não aceitava essa taxa e daria uma ordem para essa taxa baixar. O mercado reagiu no mesmo instante de forma extremamente negativa”.
Meirelles afirma que, na época, aquela taxa já era suficiente, do ponto de vista técnico, para o controle da inflação. Ainda assim, o que o BC fez? “Aumentamos a taxa de juros mais uma vez.
Com isso, a inflação caiu e todos se convenceram de que o BC agiria da maneira adequada para que a inflação fosse controlada logo em seguida”, lembrou ele.
Leia Também
Agora em que o BC já sinalizou que elevará a taxa em 1%, seguida de outros 1% a cada nova reunião do Copom, “uma medida dura”, segundo Meirelles, o ideal é que o BC siga aumentando e tomando as medidas necessárias para demonstrar sua independência com mais firmeza e clareza a todos.
“Mesmo que isso signifique cortar os juros logo em seguida, que foi o que aconteceu no passado. Porque o mercado está olhando as decisões técnicas do BC, que terá de colocar a taxa de juros [no patamar] em que a inflação realmente se converta à meta”, disse o ex-ministro. “Precisa fazer com que o mercado sinta que as medidas do BC são efetivas, necessárias e suficientes para a inflação de fato convergir para a meta”.
De acordo com Meirelles, no momento que o BC faz isso, ganha as guerras das expectativas.
“Na época do Roberto Campos aconteceu isso tb. Como ele foi indicado pelo governo Bolsonaro, achavam que não teria autonomia no governo Lula. Agora, com o Galípolo indicado por Lula, desconfiam que a proximidade será grande e que ele não terá autonomia”, disse.
Na opinião de Meirelles, a nomeação do Galípolo é uma vantagem para o mercado, desde que o BC mantenha uma distância respeitosa do governo e faça o que for preciso.
Na opinião de Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o país está pagando o preço deste descuido fiscal grande, mas com a maturidade de que o problema está sendo apontado a ponto de ser corrigido a tempo.
Lembrando que, dos anos 80 a 2019, o país passou por 27 anos de bonança e 16 de crise, ele pensa que é muito difícil para quem está dentro e fora do país não encarar o Brasil como uma grande gangorra de altos e baixos.
“É preciso aprender com os acertos e erros do passado para não repetir mais, mas não é o que fazemos”, disse ele, dando exemplos de projetos que vira e mexe ameaçam voltar às pautas políticas, mesmo tendo se provado economicamente inviável anos antes.
“O Brasil tem um potencial de infra-estrutura imensa, com energia, logística... se conseguirmos melhorar as regras do jogo e replicamos as boas ideias, podemos voltar a ver crescimento de verdade”, afirmou ele.
Meirelles e Lisboa falaram juntos no painel sobre a perspectiva histórica da economia brasileira durante o evento do UBS, feito nesta quarta (29) e aproveitaram a ocasião para também falar das reformas (já feitas e ainda necessárias) para o crescimento do país.
Os dois concordaram que a reforma da previdência, depois do ajuste de salário mínimo na regra de aposentadoria, precisará ser revista e atualizada.
Além dessa urgência, há uma outra apontada por Meirelles como prioritária: a reforma administrativa.
“Acho que o que mais falta para o Brasil é uma reforma administrativa. Porque é preciso diminuir o custo da máquina pública, se não só ficamos nestes cortes pontuais que não resolvem quase nada”, afirmou o ex-ministro da Fazenda.
Deu como exemplo a construção do trem-bala entre Rio-São Paulo, proposta pela ex-presidente Dilma Rousseff, que não saiu do papel, mas acabou criando empresas de concessão que não puderam ser desfeitas e viraram custos.
“Só o fechamento dessas empresas que, claro, precisa da aprovação do Congresso, traria um efeito benéfico muito grande para o Brasil”, disse.
Mega-Sena 30 anos tem regras parecidas com as da Mega da Virada: prêmio não acumula e 90% do dinheiro é destinado a quem acertar as seis dezenas; veja mais detalhes do sorteio especial
Em 2025, a União Europeia foi o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás da China e dos Estados Unidos
A revogação do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidado de “taxa das blusinhas”, abriu uma nova disputa entre indústria, varejo nacional e plataformas estrangeiras, com alertas sobre concorrência desigual, empregos e impacto na arrecadação
Apenas a Lotofácil e a Quina tiveram ganhadores na terça-feira (12). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (13), +Milionária pode pagar R$ 41 milhões.
Seleção brasileira fará amistosos contra Panamá e Egito antes da estreia na Copa do Mundo, em 13 de junho, contra o Marrocos; convocação final do Brasil sai em 18 de maio.
Após pressão popular e desgaste político, governo recua da cobrança criada em 2024 para encomendas do exterior; compras internacionais de até US$ 50 ficam isentas
Conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, o BIS anunciou nesta terça-feira (12) o nome escolhido para o cargo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de segunda-feira (11). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (12), a Quina e a Timemania dividem as atenções com a Mega-Sena.
A realidade falou mais alto do que as vantagens de manter o Koru, megaiate que se transformou em uma dor de cabeça para Jeff Bezos
Com a bilheteria mundial de O Diabo Veste Prada 2, Miranda Priestly poderá usar Prada até de pijama se quiser
Decisão do STJ vai alterar o funcionamento de aluguéis de curto prazo em condomínios; Airbnb divulga nota
Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência
A perspectiva de alta da inflação no país reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo
Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado apenas para o fim de maio
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio
Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro
A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores
Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema