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Gestora avalia que o juro está suficientemente restritivo e que o BC deve acompanhar os dados, mantendo um novo aumento no radar como possibilidade futura
Para a Bradesco Asset, o nível atual da taxa Selic — em 14,75% ao ano — já é bastante elevado. O que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central precisa fazer agora é dar tempo para que este patamar de restrição faça efeito na atividade econômica.
“Vimos um aumento de mais de 300 pontos-base no final do ano passado e começo deste. Parcelado, mas intenso. Agora precisa de tempo para fazer efeito. Isso vale em qualquer ciclo de juros, mas principalmente quando há um aumento forte”, diz Marcelo Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset, em entrevista ao Seu Dinheiro.
O ciclo de alta atual começou em setembro do ano passado, quando o Banco Central — ainda sob a gestão de Roberto Campos Neto — aumentou a Selic de 10,50% para 11,25% ao ano. De lá para cá, foram 425 pontos-base de alta, em oito meses.
Para Toledo, uma elevação dessa magnitude precisa de um período de acomodação maior, por causa da defasagem no efeito, que é comum para a política monetária em qualquer situação.
A Bradesco Asset avalia que o patamar atual de juros já é bastante restritivo quando se considera o juro real do país — um indicador que subtrai da taxa de juro o valor da inflação no mesmo período.
A referência de juro real restritivo é 5%. No momento, o Brasil apresenta um juro real de 9,5%.
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Toledo compara o nível atual com o de anos passados e afirma que esses 9,5% só foram verificados anteriormente no começo dos anos 2000. Isso significa que a política monetária de 2025 é a mais apertada da história recente do Brasil, superando a de crises como a de 2008 e a de 2014.
O Copom decidirá por uma alta de 0,25 ponto percentual, que elevaria a Selic a 15% ao ano, ou pela manutenção dos juros em 14,75% ao ano, nesta quarta-feira (18).
O resultado está em aberto. Gestores de fundos multimercados, por exemplo, se mostram divididos em relação ao movimento do Banco Central. Já nos mercados, até ontem (17), data de início da reunião, as opções de Copom, negociadas na B3, mostravam 60% de probabilidade de alta e 40% de manutenção.
Embora a estimativa da Bradesco Asset seja de manutenção na reunião de hoje, Toledo esclarece que esta não é uma posição pelo final do ciclo de alta.
“Reconheço que é uma comunicação um pouco esquisita. É uma postura estranha dizer que parou, mas que não é o fim do ciclo. Mas nossa avaliação é de que tem que ficar no meio do caminho e se manter vigilante, porque 14,75% pode não ser suficiente”, diz o economista-chefe da gestora.
Ele avalia que há fatores que favorecem a manutenção pontual neste momento.
Desde a última reunião do Copom, em 7 de maio, houve uma apreciação do real em relação ao dólar e uma estabilização no preço das commodities em patamares menores. São duas quedas que diminuem a pressão sobre a inflação.
Não são dados definitivos, pois se tratam de variáveis instáveis, mas Toledo considera que são relevantes para o alívio no curto prazo.
Entre dados mais estruturais, o economista-chefe da Bradesco Asset destaca a melhora nos núcleos de inflação, que caiu de um nível de 6% para 5,5%. “É uma melhora sutil, mas sugere que o pior momento da inflação ficou para trás e agora é preciso acompanhar”, diz.
Até porque, há fatores de pressão nos preços que também estão na mesa.
A atividade econômica segue demonstrando poucos sinais de enfraquecimento, mesmo com os juros tão elevados, e o mercado de trabalho permanece aquecido na criação de empregos formais e informais, e no aumento dos salários.
Mesmo que a política monetária do Banco Central faça efeito neste ano, desacelerando a economia e segurando a inflação, o economista-chefe da Bradesco Asset não espera nada próximo da meta de 3% — quem sabe no topo da meta, em 4,5%.
“Nossa visão é que a batalha do Banco Central é para ficar abaixo do topo da meta mesmo em 2026. Se ficar abaixo de 4% no próximo ano será uma grande conquista, considerando o cenário em que a gente está, e partindo da inflação que a gente tem”, disse.
O cenário a que o economista se refere é o de estímulos fiscais e parafiscais que partem do governo federal para aquecer a economia.
Toledo cita o programa de crédito consignado, o aumento da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, aumento do crédito para empresas por meio do BNDES, e a aprovação da isenção no Imposto de Renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil — que a gestora considera certo, mesmo que tenha mudanças na proposta em relação às compensações.
É um volume financeiro que a Bradesco Asset considera contratado para 2025 e 2026, além dos aumentos anuais de benefícios indexados à inflação e ao salário mínimo.
Com isso, Toledo argumenta que a meta de inflação em 3% é um desafio para o futuro: “Não vai ser no horizonte de 2026 e nem de 2027.”
Para o economista, é uma meta que não depende apenas do Banco Central e da política monetária, mas de rever desequilíbrios que existem na economia. Questões como as contas do governo, reformas estruturais, regras fiscais que diminuem estímulos, entre outras.
“Está muito além do que o BC pode fazer agora. Quem sabe na próxima administração”, diz.
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