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Xi Jinping reage às sobretaxas norte-americanas enquanto fica cada vez mais claro que o alvo principal de Donald Trump é a China
O brasileiro está familiarizado com o efeito cascata. Mesmo quem nunca se deparou com o termo sabe do que se trata. Ocorre quando há cobrança de impostos em diferentes estágios da cadeia produtiva, da obtenção da matéria-prima até a venda de um produto ao consumidor final.
Do pãozinho ao automóvel, você nunca sabe ao certo quanto pagou em impostos ao adquirir um produto — apenas que foi muito e mais do que realmente devia. Trata-se de uma distorção indesejável em qualquer sociedade e que até mesmo o Brasil anda tentando resolver.
Se isso já é ruim dentro das fronteiras de um país, imagine uma situação como essa em escala global. Embora não se trate de uma comparação lá muito exata, é mais ou menos a mesma lógica (ou falta de) que move Donald Trump em sua guerra comercial contra o resto do mundo.
Deixemos de lado por um instante o erro de cálculo que transforma em cascata a alegação de que as tarifas são recíprocas. O que move Trump não é a suposta crença de que os EUA estariam sendo “roubados” por seus parceiros comerciais.
Na expectativa de continuar ganhando (ou de estancar as perdas), ele tenta mudar no meio do campeonato as regras de um jogo criado por seus antecessores quase meio século antes.
À medida que é retaliado e retalia em cima, Trump desencadeia um efeito cascata de taxa sobre taxa com potencial de ser apenas o começo de uma reconfiguração do comércio global que, pelo menos até o momento, gerou apenas perdedores.
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A poeira da guerra comercial ainda deve demorar a baixar. No entanto, fica cada vez mais claro que o alvo principal do presidente norte-americano é a China.
Xi Jinping reagiu às sobretaxas norte-americanas e Donald Trump retaliou em cima. Agora, as tarifas norte-americanas a produtos importados da China chegam a 104%. Elas entraram em vigor hoje, junto com todas as outras.
Ontem, o governo chinês prometeu responder com medidas “resolutas e assertivas”.
Na madrugada de hoje, um relatório temático divulgado pelo Departamento de Informação do Conselho de Estado (máxima instância administrativa da China) reiterou a posição de Pequim de manter o diálogo com Washington na busca por relações comerciais mutuamente benéficas, na base do ganha-ganha.
Nenhuma novidade em essência. Ainda assim, o documento ajudou as bolsas de Xangai e Hong Kong a fechar em alta, descoladas dos demais mercados asiáticos. Também estancou momentaneamente as perdas dos índices futuros de Wall Street.
Na manhã de hoje (noite na China), a Comissão de Tarifas do Conselho de Estado respondeu na mesma moeda. Elevou de 34% para 84% a sobretaxa de importação de produtos norte-americanos.
A reação imediata veio na forma de sinal vermelho nas bolsas de valores de todo o mundo.
Na Europa, a ameaça de Trump de sobretaxar especificamente as empresas farmacêuticas derruba as ações do setor e acentua a queda dos mercados locais.
Em meio a uma guerra comercial sem freios até aqui, os investidores aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) depois de o Ibovespa ter caído mais de 1% ontem, com o dólar batendo os R$ 6,00.
LUCRO DE R$ 49 MIL 'GRAÇAS' AO TRUMP
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André Antunes, mais conhecido como “Scalper”, vai lançar um copy trade que permite replicar a sua estratégia vencedora. Com ela, o trader ganhou R$ 49.725 com um trade na manhã após o tarifaço global de Trump; saiba como acessar aqui
OS PLANOS DO CEO
CEO da Embraer (EMBR3): tarifas de Trump não intimidam planos de US$ 10 bilhões em receita até 2030; empresa também quer listar BDRs da Eve na B3. A projeção da Embraer é atingir uma receita líquida média de US$ 7,3 bilhões em 2025 — sem considerar a performance da subsidiária.
VAI MINGUAR OU VAI SOBRAR
Dividendos em risco? O que acontece com a Petrobras (PETR4) se o petróleo seguir em queda. A combinação do tarifaço de Trump com o aumento da produção da Opep+ é perigosa para quem tem ações da petroleira, mas nem tudo está perdido, segundo o UBS BB.
GRANDÃO, SEM MEDO
Mercado Livre (MELI34) anuncia investimento de R$ 34 bi no Brasil e mostra que não tem medo das varejistas asiáticas — e nem das tarifas de Trump. Gigante do e-commerce fará o maior investimento da história da companhia no País — e CEO explica por que não se assusta com o presidente dos EUA nem com a concorrência.
FICA COMO ESTÁ
Michael Klein volta atrás em pedido de assembleia e desiste de assumir a presidência do conselho da Casas Bahia (BHIA3). O empresário vinha preparando o terreno para voltar a comandar a varejista, mas decidiu dar “um voto de confiança” para a diretoria atual.
DIÁRIO DOS 100 DIAS
Amizade tem preço? Trump diz que arrecada US$ 2 bilhões por dia com tarifas, mas pode perder Elon Musk por isso. O bilionário não economizou críticas à política tarifária do presidente norte-americano — um teste de fogo para a sua influência na Casa Branca.
ENTRE A CRUZ E A ESPADA
Javier Milei no fogo cruzado: guerra entre China e EUA coloca US$ 38 bilhões da Argentina em risco. Enquanto Buenos Aires busca um novo pacote de resgate de US$ 20 bilhões com o FMI, chineses e norte-americanos disputam a linha de swap cambial de US$ 18 bilhões entre China e Argentina.
IR 2025
Como declarar previdência privada no imposto de renda 2025. Aprenda a declarar as contribuições feitas a PGBL, VGBL e fundos de pensão, bem como os rendimentos recebidos dos planos de previdência privada.
TÁ PEGANDO FOGO
Trump dobra a aposta e anuncia tarifa de 104% sobre a China — mercados reagem à guerra comercial com dólar batendo em R$ 6. As bolsas mundo afora alcançaram fortes ganhos com a sinalização de negociações entre os EUA e seus parceiros comerciais; mais de 70 países procuraram a Casa Branca, mas a China não é um deles.
A QUEDA DE ÍCARO
Nem Elon Musk escapou da fúria de Donald Trump: dono da Tesla vê fortuna cair abaixo dos US$ 300 bilhões, o menor nível desde 2024. Desde o pico, o patrimônio de Elon Musk encolheu cerca de 31%, com uma perda de US$ 135 bilhões em poucos meses.
TOP QUEDAS DO IBOVESPA
Magazine Luiza (MGLU3) cai mais de 10% após Citi rebaixar a ação para venda — e banco enxerga queda ainda maior pela frente. Entre os motivos citados para o rebaixamento, o Citi destaca alta competitividade e preocupação com o cenário macro.
MERCADOS HOJE
Wall Street sobe forte com negociações sobre tarifas de Trump no radar; Ibovespa tenta retornar aos 127 mil pontos. A recuperação das bolsas internacionais acompanha o início de conversas entre o presidente norte-americano e os países alvos do tarifaço.
FICOU BARATO?
JP Morgan eleva avaliação do Nubank (ROXO34) e vê benefícios na guerra comercial de Trump — mas corta preço-alvo das ações. Para os analistas do JP Morgan, a mudança na avaliação do Nubank (ROXO3) não foi fácil: o banco ainda enfrenta desafios no horizonte.
LADEIRA ABAIXO
Ação da Vale (VALE3) chega a cair mais de 5% e valor de mercado da mineradora vai ao menor nível em cinco anos. Temor de que a China cresça menos com as tarifas de 104% dos EUA e consuma menos minério de ferro afetou em cheio os papéis da companhia nesta terça-feira (8).
NEGÓCIO ESCALÁVEL
Startup Mombak recebe R$ 100 milhões do BNDES para reflorestamento na Amazônia com apoio do Fundo Clima. Empresa é a primeira a acessar recursos do Novo Fundo Clima para projetos de restauração florestal; investimento deve impulsionar economia local e mercado de carbono no Brasil.
DANÇA DAS CADEIRAS
Sai Durigan, entra Anelize: Banco do Brasil (BBAS3) convoca assembleia de acionistas para trocar 5 dos 8 membros do conselho; veja as indicações. Colegiado passará por mudanças depois de governo Lula ter manifestado a intenção de trocar liderança do conselho; reunião está marcada para 30 de abril do Banco do Brasil.
OPORTUNIDADE?
Minerva (BEEF3): ações caem na bolsa após anúncio de aumento de capital. O que fazer com os papéis? Ações chegaram a cair mais de 5% no começo do pregão, depois do anúncio de aumento de capital de R$ 2 bilhões na véspera. O que fazer com BEEF3?
TÁBUA DE SALVAÇÃO?
As três ações brasileiras “à prova de Trump”? As empresas que podem se salvar em meio ao desespero global, segundo o BofA. Diante do pandemônio que as tarifas de Trump causaram nos mercados, o BofA separou quais seriam as ações que funcionariam como “porto seguro”.
SOB PRESSÃO
Tarifas de Trump ameaçam investimentos sustentáveis e encarecem transição energética, aponta UBS. Medidas protecionistas dos EUA elevam custos de tecnologias limpas e podem atrasar metas climáticas globais, segundo análise do banco.
PITACO
Não foi só a queda do preço do petróleo que fez a Petrobras (PETR4) tombar ontem na bolsa; saiba o que mais pode ter contribuído. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, teria pedido à estatal para rever novamente o preço do diesel, segundo notícias que circularam nesta segunda-feira (7).
TOP COMPANIES
As melhores empresas para crescer na carreira em 2025, segundo o LinkedIn. Setor bancário lidera a seleção do LinkedIn Top Companies 2025, que mede o desenvolvimento profissional dentro das empresas.
DISTINÇÃO PARA OS HERMANOS
Partiu Argentina? Três restaurantes recebem estrela Michelin em 2025; veja quais. Guia francês reconheceu dois estabelecimentos em Mendoza e um em Buenos Aires.
ENTRE GOLES E LOBBIES
Evitando ‘gole amargo’, União Europeia pode isentar uísque e vinho de tarifas recíprocas aos EUA. Bloco econômico considera manter o uísque americano isento de tarifas recíprocas para proteger as indústrias locais.
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
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