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Mesmo com a inflação em desaceleração, o mercado segue conservador em relação aos juros. Essa preferência traz um recado claro: o problema deriva da falta de credibilidade fiscal
O Ibovespa ultrapassou a marca dos 150 mil pontos e já acumula uma valorização de 25% no ano. Boa parte desse desempenho não é um mérito isolado do mercado doméstico, mas consequência de um movimento global favorável: um dólar mais fraco no mundo e o início do ciclo de cortes de juros nas economias desenvolvidas, em especial nos Estados Unidos, têm impulsionado fluxos para ativos de maior risco.
Com isso, as atenções se voltam agora para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (5), que deve manter inalterada a taxa Selic em 15% ao ano.
Ao mesmo tempo, apesar de dados mais fortes de emprego terem reduzido as apostas em cortes imediatos, o arrefecimento recente da inflação e os sinais de desaceleração da atividade sugerem que a política monetária já está produzindo os efeitos almejados pelo Banco Central (BC).
Nesse contexto, o BC pode adotar uma comunicação mais flexível, ainda que apenas marginalmente, deixando aberta a possibilidade de um primeiro movimento de redução dos juros logo na reunião inaugural do próximo ano.
Esse cenário ganha respaldo no próprio relatório Focus. Embora a inflação ainda esteja elevada e o mercado de trabalho mostre resiliência, o ponto mais relevante das últimas semanas foi a redução nas expectativas de longo prazo, para 2027 e 2028.
Esse ajuste sinaliza maior confiança na convergência da inflação à meta e reforça o espaço para que o BC inicie, em algum momento em breve, a normalização da política monetária.
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Fonte: Banco Central do Brasil.
Ao mesmo tempo, na semana passada, o Caged surpreendeu com um número de contratações acima do esperado, reforçando a força do mercado de trabalho e reduzindo o espaço para apostas de corte da Selic. Adicionalmente, a taxa de desemprego medida pela Pnad ficou em 5,6%, um nível historicamente baixo.
Um mercado de trabalho aquecido torna mais difícil qualquer flexibilização por parte do Copom, praticamente retirando de cena a possibilidade de corte em dezembro. Ainda assim, como já mencionei, sigo enxergando chances de início do ciclo de queda de juros no começo de 2026 — seja na primeira ou na segunda reunião do ano.
Contudo, vale reforçar que, mesmo com a inflação em desaceleração, o mercado segue conservador em relação aos juros e mantém elevado o custo da política monetária. Essa preferência por juros mais altos, apesar do cenário mais benigno de preços, traz um recado claro: o problema deriva da falta de credibilidade fiscal, sem dúvida.
O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou R$ 1 trilhão em setembro, equivalente a 8% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado confirma a deterioração esperada para o segundo semestre: a arrecadação perdeu ritmo, enquanto as despesas avançaram.
Na prática, a falta de coordenação fiscal e a preferência por arranjos improvisados, em vez de reformas estruturais, segue gerando “gambiarras” no Orçamento e adiando soluções duradouras para o equilíbrio das contas públicas. A correção desse rumo, como venho destacando há meses, tende a ocorrer apenas em 2027, após as eleições.
Se o país adotar um projeto reformista capaz de reancorar expectativas, a política monetária poderá trabalhar com mais convicção — permitindo, inclusive, quedas mais agressivas da Selic. Até lá, qualquer ciclo de cortes tende a ser limitado em amplitude.
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A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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