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A casa de análise vê um cenário favorável para as ações e fundos imobiliários brasileiros, destacando o valor atrativo e os gatilhos que podem impulsionar o mercado, como o enfraquecimento do dólar, o ciclo de juros baixos e as eleições de 2026
Está na hora de voltar a olhar para as ações e fundos imobiliários do Brasil, segundo a Empiricus. Com uma combinação de valor atraente e gatilhos interessantes, nossa bolsa pode estar guardando oportunidades de ganhos expressivos, de acordo com um relatório recente da casa.
O time de análise, liderado por Felipe Miranda, destaca que ao longo de 2025 os ativos brasileiro vêm chamando a atenção dos investidores gringos principalmente por uma circunstância alheia a nós: a saída de dinheiro dos Estados Unidos.
Com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o mercado passou a questionar se as medidas do presidente norte-americano não colocariam o excepcionalismo dos EUA em xeque. Além disso, o “efeito Deepseek” mostrou que Washington têm forte concorrência chinesa no desenvolvimento de inteligência artificial (IA).
Na visão da Empiricus, isso não significa o “fim” desse excepcionalismo, mas uma redução. Assim, os investidores gringos passaram a buscar alternativas à maior economia do mundo, e o fato de a América do Sul ter ficado “esquecida” nos últimos anos acabou sendo uma vantagem nesse cenário.
“Se, antes, o investidor global tinha 70% ou 80% de seus ativos em dólar, agora ele pode ter algo mais perto de 60%. Essa readequação pode implicar trilhões de dólares. É brutal”, diz o relatório.
O time complementa dizendo que o fato de a América do Sul ter sido esquecida nos anos anteriores e de não estarmos tão inseridos nas cadeias de suprimento globais acaba nos beneficiando em termos relativos agora, em um contexto em que o dinheiro começa a sair dos EUA para a periferia, sobretudo para aquela onde os valuations continuam baratos.
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Dado esse cenário, o grande ciclo favorável ao dólar — que já dura 15 anos — se inverte, segundo os analistas. Isso tem causado a desvalorização da divisa norte-americana diante de moedas fortes no mundo. O euro, por exemplo, chegou a bater a máxima em três anos contra a moeda dos EUA.
E, de acordo com a Empiricus, ciclos de dólar fraco estiveram historicamente associados a vigorosas valorizações para os mercados emergentes.
Em paralelo, o acrônimo “AIAI” (All In on Artificial Intelligence, ou “aposte tudo na inteligência artificial”) dá lugar ao “AIB” (Anything But Bonds, no sentido de que qualquer coisa sobe, à exceção dos títulos de renda fixa) batizado “Everything Rally” de 2025 (“rali de tudo”). O ouro renova máximas, o bitcoin também, além das bolsas no mundo todo”, afirma o relatório da casa.
Basicamente, por causa do preço. “O Ibovespa negocia ao redor de 8x lucros, contra uma média histórica de 10,5x. O subapreçamento do SMAL11 (uma carteira de small e midcaps) é ainda mais destacado: ronda hoje 9x lucros, diante de um histórico de 14,8x. Somente para voltarmos ao cenário brasileiro típico, já teríamos potencial de valorização relevante”, afirma a casa.
De acordo com os analistas, o dividend yield projetado tanto para o Ibovespa quanto para o índice de dividendos da B3 (IDIV) estão altos para padrões históricos — o que tradicionalmente indica um movimento de valorização das ações.
“Já os fundos imobiliários negociam a 84% de seu valor patrimonial, sendo que consideraríamos justo algo mais alinhado com o book”, afirma o relatório.
No entanto, o time reconhece que o barato não fica caro espontaneamente. Por isso, apontam os gatilhos que podem fazer esses ativos se valorizarem daqui para a frente: a provável queda da Selic e as eleições de 2026 — com provável alternância de poder mais à direita, com um governo mais responsável do ponto de vista fiscal.
Na visão da Empiricus, o início dos cortes na taxa Selic são esperados pelo mercado entre o final deste ano e o início de 2026. Isso pode ser explicado pelas expectativas de inflação mais bem comportadas e os sinais de desaceleração da atividade econômica local.
“Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) se encaminha para prováveis dois cortes de juros neste ano, o que amplia o diferencial entre as taxas interna e externa, atrai capitais e ajuda a controlar o câmbio”, afirmam os analistas.
No caso das eleições, o relatório avalia que boa parte dos ciclos positivos dos mercados brasileiros e latinoamericanos estiveram associados à alternância do pêndulo de economia política em favor de uma orientação mais “pró-mercado, reformista e fiscalista”. O caso recente mais emblemático é o da Argentina, desde a eleição de Javier Milei.
“Não é possível neste momento antever o resultado do pleito. Não se trata disso. O argumento aqui é que a mera probabilidade de mudança do ciclo de economia política em direção a uma maior responsabilidade fiscal e postura pró-mercado deveria fazer preço”, afirma o relatório.
Para avaliar o tamanho da oportunidade que se desenha, os analistas testaram alguns cenários, com base em múltiplos e preços de ativos sob uma hipótese mais construtiva de ciclo.
Na hipótese conservadora, apenas assumindo a volta dos múltiplos ao patamar histórico e projetando um crescimento de lucros de 15%, o potencial médio de valorização das ações brasileiras gira em torno de 40%, estimam os analistas.
No cenário otimista, com múltiplos de saída compatíveis com outros momentos de euforia cíclica no Brasil, esse número sobe para cerca de 65%. “Em algumas small caps, a chance de dobrar ou até triplicar é concreta — não como hipótese remota, mas como extrapolação de movimentos que já vimos acontecer”, diz a equipe de análise.
“Multiplicações de capital investido da ordem de 5, 10, até 20 vezes foram não apenas possíveis, mas relativamente acessíveis”, diz a equipe.
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