O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
De modo geral, cenário é favorável para os resultados dos bancos, com a economia aquecida impulsionando o crédito; veja as projeções dos analistas
A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2024 já começou por aqui e os grandes bancos brasileiros publicam seus resultados nos próximos dias. E as expectativas são bastante elevadas para o trimestre, de acordo com os analistas do setor.
Quem dá a largada na temporada das instituições financeiras é o Santander Brasil (SANB11), nesta terça-feira (29), antes da abertura do mercado. Na sequência, é a vez do Bradesco (BBDC4), que divulga o resultado trimestral na quinta-feira (31), também antes do início do pregão.
Já no início de novembro, o Itaú Unibanco (ITUB4) publica seus dados na segunda-feira (4), após o fechamento do mercado. Por fim, na quarta-feira (13), o Banco do Brasil (BBAS3) e o Nubank (ROXO34) publicam seus respectivos balanços após o fechamento do mercado.
Bradesco e Santander são os preferidos entre os analistas, enquanto Itaú deve ter um trimestre mais “dentro do esperado” — ou seja, excelente. Enquanto isso, Banco do Brasil e Nubank devem ser acompanhados com maior cautela pelos investidores.
Ainda que cada instituição apresente suas especificidades (e falaremos delas detalhadamente mais abaixo), o pano de fundo geral delas é mais ou menos o mesmo.
O mercado de trabalho mais forte somado a uma inflação relativamente mais baixa e uma atividade econômica doméstica mais robusta tendem a impulsionar a confiança na oferta e demanda de crédito ao varejo.
Leia Também
Em outras palavras, há grandes expectativas envolvendo o aumento das respectivas carteiras de crédito, além da perspectiva de spreads mais altos.
Além disso, as margens financeiras — que ficaram pressionadas devido ao aumento das provisões — devem voltar a crescer com a redução dessas proteções.
No geral, tanto as tendências macroeconômicas quanto as microeconômicas mostram sinais positivos para os bancos brasileiros.
O que deve mudar é como cada instituição lidou com a depreciação do real frente ao dólar na passagem do trimestre e os problemas dos seus principais setores de atuação — como crédito agrícola e industrial, por exemplo.
Veja o calendário a seguir:
| Nome | Ticker | Data | Horário de divulgação | Teleconferência |
| Santander Brasil | SANB11 | 29/10/2024 | Antes da abertura | 29/10/2024 |
| Banco Bradesco | BBDC4 | 31/10/2024 | Antes da abertura | 31/10/2024 |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 04/11/2024 | Após o fechamento | 05/11/2024, às 10h |
| Banco do Brasil | BBAS3 | 13/11/2024 | Após o fechamento | 14/11/2024 |
| Nubank | ROXO34 | 13/11/2024 | Após o fechamento | 13/11/2024, às 19h |
Começando por aquele que estreia a temporada dos balanços, os analistas enxergam que o Santander deve continuar apresentando uma melhora contínua dos seus resultados no terceiro trimestre.
“No lado negativo, esperamos que a linha de outras despesas (ou seja, custos legais e outras despesas relacionadas à receita) permaneça sob pressão”, dizem os analistas do JP Morgan.
Ainda assim, a tendência permanece otimista com a perspectiva de recuperação do retorno sobre o capital (ROE, em inglês) após a crise gerada pelo calote da Americanas (AMER3).
A rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) do Santander chegou a atingir 8,3% na mínima, no quarto trimestre de 2022, mas vem se recuperando desde então. No mesmo período de 2024, chegou a 15,5% e a perspectiva para este é de 16%.
“Esperamos um crescimento de 7,3% na comparação anual da carteira de crédito do Santander, abaixo da alta de 7,8% registrada no segundo trimestre”, dizem os especialistas da Genial.
Na média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, o lucro líquido recorrente do Santander deve ser de R$ 3,493 bilhões no terceiro trimestre, com um ROE de 15,6% na média.
Da mesma forma, os analistas do Itaú colocam o Santander ao lado do Bradesco como seus bancos preferidos para esta temporada. Por último, os especialistas do Goldman Sachs destacam que esperam um aumento de 12% nas provisões para perdas de crédito, com receitas mais estáveis.
Data de divulgação: 29/10 (terça-feira), antes da abertura
Teleconferência de resultados: 29/10 (terça-feira)
Assim como o Santander, o Bradesco também foi uma das instituições mais afetadas pela crise gerada pelo processo de recuperação judicial da Americanas.
Após a crise da varejista e do forte aumento da inadimplência no crédito, o segundo maior banco privado brasileiro deu início a uma ampla reestruturação, que começou com a troca do CEO no fim do ano passado..
A expectativa dos analistas agora é que o Bradesco siga em trajetória de recuperação, com um avanço do ROE para cerca de 13%, enquanto a inadimplência deve atingir os 4,2%. No balanço do segundo trimestre, os indicadores ficaram em 10,8% e 4,3%, respectivamente.
O JP Morgan também escolheu o Bradesco como um dos favoritos do trimestre, destacando uma melhora nas linhas de margem financeira, inadimplência e retorno sobre patrimônio.
Na média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, o lucro líquido recorrente do Bradesco deve ser de R$ 5,154 bilhões no terceiro trimestre, com um ROE de 12,8% na média.
“O banco enfrentou vários desafios recentemente, como perda de participação de mercado, reversão de presença física, um ciclo de crédito pior e taxas mais altas pressionando suas margens, mas o lançamento do plano estratégico para reduzir o custo de atendimento no varejo, ajustando a presença física e a oferta de produtos é vista com bons olhos”, escrevem os analistas do JP Morgan.
Data de divulgação: 31/10 (quinta-feira), antes da abertura
Teleconferência de resultados: 31/10 (quinta-feira)
O maior banco privado do Brasil deve voltar a ver os seus ganhos crescerem depois de registrar a marca de R$ 10 bilhões de lucro líquido em um único trimestre, segundo as projeções dos analistas.
Em outras palavras, o Itaú deve entregar mais um bom resultado, o que coloca o banco como um “bom ativo para todos os climas”, nas palavras dos analistas do JP Morgan.
Além disso, as ações do Itaú ainda estão relativamente baratas, negociando a uma relação de 7,5x P/E (preço por lucro, uma medida do mercado para avaliar se uma ação está cara) para 2025.
Especificamente com relação ao balanço, os analistas apontam que a principal linha a ser observada é a receita líquida de juros (NII), especialmente a dos clientes.
O Itaú não deve perder o posto de “majestade” entre os maiores bancos brasileiros, mas alguns riscos negativos podem pesar no resultado do banco, como uma inadimplência maior do que o esperado e melhorias de margens financeiras e de eficiência aquém das expectativas.
Além disso, políticas governamentais para reduzir spreads de empréstimos e taxas gerais mais baixas (especialmente conta corrente) também têm potencial de afetar o desempenho do Itaú.
Na média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, o lucro líquido recorrente do Itaú deve ser de R$ 10,424 bilhões no terceiro trimestre, com um ROE de 21,4% na média.
Data de divulgação: 04/11 (segunda-feira), Após o fechamento
Teleconferência de resultados: 05/11 (terça-feira), às 10h
Um dos protagonistas dos últimos balanços do setor financeiro, o Banco do Brasil desta vez está na berlinda pelo motivo oposto. Tanto os analistas do JP Morgan quanto do Goldman Sachs e Itaú reforçam uma visão mais cautelosa para a instituição.
Isso porque no terceiro trimestre deste ano houve uma “tempestade perfeita” no setor em que o BB é mais atuante: o agronegócio.
A redução no preço das commodities, os produtores rurais operando com margens apertadas, à espera do momento ideal para vender as colheitas, os fenômenos climáticos extremos e, para completar, a crise das diversas companhias do setor são alguns dos pontos de preocupação para o banco.
Por exemplo, a AgroGalaxy entrou com um pedido de recuperação judicial, com cerca de R$ 3,8 bilhões em dívidas com seus principais credores — e é um dos maiores tomadores de crédito do Banco do Brasil. Só com o banco público, são cerca de R$ 391 milhões e outros US$ 600 mil a receber.
Assim, é esperado que o banco amplie as provisões contra perdas. No trimestre anterior, o guidance do Banco do Brasil já mostrava algo parecido: a linha de que contabiliza as provisões saiu da faixa entre os R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões para o intervalo entre R$ 31 bilhões e R$ 34 bilhões.
Na média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, o lucro líquido recorrente do Banco do Brasil deve ser de R$ 9,463 bilhões no terceiro trimestre, com um ROE de 21,2% na média.
“A empresa possui uma carteira de empréstimos defensiva, com cerca de 65% do portfólio relacionado a agronegócio e empréstimos comerciais, que historicamente têm inadimplências mais baixas”, escrevem os analistas do JP Morgan.
Os riscos envolvendo o BB incluem o seu uso político, em especial do governo federal, que pode adotar medidas que sacrifiquem novamente a lucratividade em prol de objetivos políticos ou alterem a política tributária, de acordo com o Goldman Sachs.
Data de divulgação: 13/11 (quarta-feira), Após o fechamento
Teleconferência de resultados: 14/11 (quinta-feira)
Lucro líquido esperado: R$ 9,463 bilhões
Rentabilidade (ROE) esperado: 21,2%
Por último, mas não menos importante, o Nubank também deve ser um destaque positivo desta temporada, com um ROE atingindo os 30%.
No balanço anterior, o indicador anualizado do banco digital atingiu os 28%, ficando acima das expectativas do mercado, que esperava que o banco entregasse um ROE da ordem de 23%.
Ainda que a expectativa seja de que o Nubank continue na rota do crescimento acima dos seus pares, esse avanço das operações deve encontrar resistência neste e nos próximos balanços. Isso porque a fintech tem dificuldade de penetrar nos clientes de média e alta renda.
Além disso, na visão dos analistas do Itaú, o Nubank criou uma das marcas mais valiosas do Brasil e está se beneficiando disso.
Vale citar que os analistas do JP Morgan têm recomendação neutra para os papéis do Nubank, destacando que há um equilíbrio entre os riscos positivos e negativos para o futuro.
Na média das projeções coletadas pelo Seu Dinheiro, o lucro líquido recorrente do Nubank deve ser de US$ 528 milhões no terceiro trimestre, com um ROE de 29,7% na média.
Do lado positivo, o banco pode registrar um crescimento mais forte do que o esperado — além de mostrar uma melhora no segmento de média e alta renda —, o que tende a melhorar outros indicadores de modo geral.
Já do lado negativo, o Nubank pode não conseguir fazer crescer a rentabilidade do cliente da maneira prevista. Também permanece no radar o plano de expansão para a América Latina, que pode não ter os resultados esperados.
O mercado também vai ficar de olho no avanço dos índices de inadimplência do banco digital, que tem o cartão de crédito — linha com risco maior — como principal produto.
Data de divulgação: 13/11 (quarta-feira), Após o fechamento
Teleconferência de resultados: 13/11 (quarta-feira), às 19h
Ambas as indicações atribuídas ao fundo da Reag constavam na ata da reunião na qual os conselheiros foram eleitos, em março de 2025
A Cosan (CSAN3) e o BTG Pactual (BPAC11), por meio de fundos, apresentaram uma proposta à Shell de reestruturação da Raízen. Já a inglesa Shell devolveu com um novo plano
Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil a credores do will bank pelo app do banco; veja o passo a passo para resgate
LOGG3 foi promovida para “compra” com preço-alvo em R$ 34; banco cita o início do ciclo de cortes na taxa básica como um dos principais gatilhos para o papel
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
Executivos destacam desempenho operacional recorde em teleconferência, apesar do prejuízo contábil no 4T25
Os papéis da companhia chegaram a subir mais de 8% nesta sexta-feira (13) com a revisão do preço-teto do leilão de reserva
Os papéis da mineradora acumulam ganho de 22% em 2026; saiba se ainda há espaço para mais ou se VALE3 chegou ao topo da valorização para o ano
Com os recentes rebaixamentos feitos por agências de classificação de risco, a produtora acredita que será mais difícil vender ativos, recuperar créditos fiscais e até pegar crédito no mercado, já que perdeu o grau de investimento
A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa
Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério
Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora
Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times
Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço
As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda
A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB
Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista
A empresa fechou os últimos três meses de 2025 com um lucro 44,3% maior em base anual; XP diz que o trimestre foi consistente