🔴 AS CRIPTOMOEDAS CERTAS PODEM TRANSFORMAR R$ 1 MIL EM ATÉ R$ 214 MIL – ENTENDA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

O VEREDITO DO COPOM

Copom eleva a Selic pela primeira vez em mais de dois anos, para 10,75%; Campos Neto e diretores do BC indicam que podem acelerar o aperto nos juros

A alta ocorre a despeito da deflação registrada pelo IPCA de agosto, mas já era antecipada pelo mercado após a deterioração das expectativas para a inflação

campos neto selic taxa de juros ações
Imagem: Freepik/Agência Brasil

Dois meses após encerrar o ciclo de cortes nos juros, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) fez o oposto nesta quarta-feira (18) e deu início a um movimento de aperto na taxa Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em decisão unânime, Roberto Campos Netos, presidente do BC, e seus diretores elevaram os juros em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano.

Essa é a primeira vez que o Copom sobe a Selic em mais de dois anos — o último ajuste para cima foi em agosto de 2022. A alta ocorre a despeito da deflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, mas já era antecipada pelo mercado após a deterioração das projeções inflacionárias.

Vale relembrar que o Ministério da Fazenda atualizou na semana passada a estimativa para o IPCA em 2024, que passou para 4,25%, e para 3,4% em 2025. Já as projeções do Boletim Focus encontram-se em torno de 4,4% e 4%, respectivamente

Os percentuais ficam acima do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas ainda dentro da faixa de tolerância, e consideram, entre outros fatores, os impactos do câmbio mais depreciado nos preços e as tarifas de energia elétrica mais cara com a volta da bandeira vermelha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os "vilões" da inflação, na visão do Copom

No comunicado divulgado junto à decisão, o Copom avaliou que há uma "assimetria altista" no balanço do cenário inflacionário e listou três riscos principais:

Leia Também

VEJA COMO VOTAR

Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar

PARA OS ESTUDANTES

Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito

  • a desancoragem das expectativas por um período mais prolongado;
  • uma resiliência maior do que a projetada na inflação de serviços;
  • e uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto nos preços por meio, por exemplo, de uma "taxa de câmbio persistentemente mais depreciada"

O comitê também citou que há riscos de baixa para a inflação, mas apenas dois: uma desaceleração da economia global maior que a esperada e os impactos do aperto monetário sobre os preços. Portanto, para os dirigentes, o quadro atual demanda uma "política monetária mais contracionista".

O tamanho do aperto na Selic

Com esse cenário já traçado desde antes da reunião do Copom, a elevação da Selic hoje não surpreende. A verdadeira dúvida do mercado estava na magnitude do aumento da taxa.

Enquanto boa parte dos analistas apostava em 0,25 ponto percentual, uma parte do mercado defendia um ajuste mais agressivo, de 0,5 ponto percentual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão de Felipe Guerra, sócio-fundador da Legacy Capital, por exemplo, se o BC adotar uma postura de subir gradualmente a Selic, a inflação vai “explodir” e pode passar dos 7%.

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Guerra afirma que subir os juros em um ritmo de 0,25 ponto percentual por reunião será como “enxugar gelo”. Assim, o ciclo de alta de juros pode se estender por até um ano e meio e levar a Selic de volta aos 13,50% ao ano.

No comunicado de hoje, o Copom não deu pistas sobre qual será o ritmo adotado nas próximas reuniões. Mas reiterou o "firme compromisso" com a convergência da inflação à meta e deixou a porta aberta para novos apertos e uma subida mais acelerada dos juros, se necessário.

Os dirigentes indicaram que a magnitude dos ajustes e do final do ciclo dependerá da evolução da dinâmica da inflação, "em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fed iniciou ciclo de cortes nos EUA

Vale destacar que o início de um novo ciclo de alta da Selic no Brasil ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos cortaram os juros pela primeira vez em quatro anos.

O movimento de corte vinha sendo antecipado pelos participantes do mercado financeiro desde o fim do ano passado.

No entanto, pressões inflacionárias acompanhadas de um mercado de trabalho aquecido levaram o Federal Reserve, o BC dos EUA, a manter ao máximo as taxas nos níveis mais restritivos em mais de duas décadas.

Mas isso mudou hoje, quando o Fed anunciou mais cedo uma redução de 0,50 ponto porcentual na taxa de referência usada para conduzir a política monetária norte-americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Veja mais: corte de juros nos EUA pode ser ‘gatilho’ para a valorização de um grupo específico de ações; saiba quais
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Tela do Meu INSS com opção de acesso pela conta gov.br 2 de outubro de 2026 - 5:07
Uma gangarra representando o Ibovespa: de um lado (vermelho), a gangorra está para baixo. De outro (verde), a gangorra está para cima. No centro, o Ibovespa. 1 de outubro de 2026 - 19:50
1 de outubro de 2026 - 15:01
pix internacional 1 de outubro de 2026 - 11:01
Bernard Appy, um dos autores do texto da reforma tributária 30 de setembro de 2026 - 13:50
Montagem de um leão deitado sobre pilhas de moedas, representando os títulos isentos de Imposto de Renda 30 de setembro de 2026 - 8:42
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 30 de setembro de 2026 - 7:55
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar