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Muitos dos analistas consultados pela reportagem disseram que preferem não tentar adivinhar o preço do bitcoin em 2024, mas nós conseguimos uma previsão
A cada quatro anos acontecem as Olimpíadas e, enquanto os atletas se preparam para a tradicional competição, os investidores em criptomoedas também estão no aquecimento. Isso porque as perspectivas para o bitcoin (BTC) e o mercado de criptoativos são bastante positivas.
Apesar de ter passado por um período relativamente mais morno, o BTC voltou a brilhar aos 45 minutos do segundo tempo de 2023.
A perspectiva com a aprovação do primeiro fundo de índice (ETF, em inglês) de bitcoin à vista (spot) dos Estados Unidos injetou o ânimo que faltava para o acumulado do ano superar os 150%.
Após essa disparada, é natural que ocorram correções de preço ao longo do caminho. Em outras palavras, o investidor verá o bitcoin caindo — dada a volatilidade do negócio, às vezes bastante.
Contudo, as perspectivas para o ano que vem são sim bastante otimistas.
Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir em 2024. Eis a lista completa:
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Ao menos é o que dizem os analistas consultados com quem conversei nos últimos dias — a saber: André Portilho, chefe de Digital Assets do BTG; Valter Rebelo, analista de criptomoedas da Empiricus; André Franco, analista de criptomoedas do Mercado Bitcoin (MB); e Theodoro Fleury, CIO da QR Assets.
Eles também indicaram as criptomoedas para ficar de olho em 2024 — a lista você confere aqui. Os detalhes mais importantes dessas conversas você conhece a seguir:
Antes de falar o que esperar de 2024, é preciso contar o que aconteceu em 2023 que movimentou o preço do bitcoin.
O ano começou pouco promissor para as criptomoedas com a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) iria elevar os juros. À época, as taxas estavam na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano.
Assim, 2023 entrega um juro básico nos EUA de 5,25% a 5,50% ao ano para 2024, o que é considerado bastante elevado para uma economia do porte da dos Estados Unidos.
Além disso, os investidores ainda sentiam os efeitos da quebra da FTX, a corretora bilionária que entrou em recuperação judicial em novembro de 2022. Os ecos da queda de uma gigante ainda afetaram as cotações nos primeiros meses do ano.
A virada para o mercado começou em março, com a crise dos bancos regionais. O principal expoente dos problemas bancários foi o Silicon Valley Bank (SVB).
Algumas dessas instituições, como o próprio SVB, possuíam exposição ao mercado de criptomoedas, o que deveria influenciar negativamente nas cotações. O que ocorreu, na verdade, foi uma rápida valorização da tese — ou profecia — de que o bitcoin seria uma alternativa ao sistema financeiro tradicional.
A faísca que impulsionou a disparada das criptomoedas foi a expectativa com a aprovação de um ETF de bitcoin spot nos Estados Unidos.
Isso porque um produto do tipo exige que a gestora tenha criptomoedas em caixa, o que aumenta a procura de investidores institucionais sobre esses ativos.
A facilidade de negociação de um ETF também tende a aumentar a demanda por BTC, o que influencia positivamente nos preços.
“Ninguém está pensando nisso, mas quando um gigante compra bitcoins para manter em caixa, ele também está reduzindo a oferta. Mantendo a demanda, o preço tende a subir”, diz Theodoro Fleury, CIO da QR Assets.
Para 2024, as expectativas são todas bastante otimistas. Além da chegada do ETF de criptomoedas no mercado norte-americano, também em 2024 acontecerá o halving do bitcoin.
Cabe aqui uma explicação: o halving é o corte pela metade da recompensa pelo processo de validação da rede do bitcoin, a chamada mineração. Em outros momentos da história do BTC, essa redução da oferta influenciou positivamente nos preços.
Citando três vezes em que isso aconteceu: em 2020, quando ocorreu o último halving, o bitcoin subiu 304%; em 2016, a alta foi de 123% — no ano seguinte, a disparada foi de 1.329%; em 2012, a disparada foi de 183%, com um avanço de 5.435% no ano seguinte.
No entanto, analistas acreditam que os efeitos do halving nos preços tendem a ser limitados, tendo em vista que o bitcoin agora é influenciado por outros eventos. Leia mais aqui.
Muitos dos analistas consultados pela reportagem disseram que preferem não tentar adivinhar o preço do bitcoin em 2024.
Valter Rabelo, da Empiricus, é um dos poucos que arrisca, com uma projeção bastante arrojada: “o BTC pode chegar a US$ 140 mil ou US$ 150 mil”. Isso representa uma valorização da ordem de aproximadamente 220%, segundo as cotações atuais.
Os dados on-chain ajudam a reforçar as perspectivas positivas para este ano. O suprimento de stablecoins (criptomoedas que possuem paridade com ativos estáveis, sendo as mais populares, em dólar) disponíveis no mercado voltou a crescer no final de 2023, de acordo com o Glassnode.
Quando esse suprimento está em expansão (em verde), geralmente é um sinal de aumento da demanda e da entrada de capital no espaço de ativos digitais.
Mas isso também abre espaço para outra análise: investidores do varejo preferem manter seus criptoativos em carteiras digitais (wallets) em vez de deixá-los em corretoras (exchanges). É o que mostra o gráfico da CryptoQuant.
Porém, quando os investidores retiram suas criptomoedas das corretoras e as mantêm nas carteiras, a volatilidade de preços tende a cair, o que pode frustrar as projeções mais otimistas de valorização.
Apesar da grande expectativa, o mercado de criptomoedas é altamente volátil e suscetível ao noticiário — seja de FUDs (rumores e notícias falsas, no jargão desse setor) ou novidades reais.
Um dos eventos que pode estragar a festa das criptomoedas neste ano seria uma nova rodada de aperto monetário nos Estados Unidos. É verdade que os investidores esperam uma manutenção — até mesmo corte — de juros por lá. Contudo, o Federal Reserve pode ser obrigado a elevar mais uma vez as taxas para conter a inflação crescente.
Além disso, parte dos ganhos está condicionada a uma aprovação do ETF de BTC spot. Há uma chance de a SEC não aprovar o produto, apesar dos avanços dos debates no país. Também há uma possibilidade de aperto na regulação local sobre o mercado de criptomoedas, o que pode afetar nas cotações.
Por isso, os analistas recomendam uma exposição controlada ao mercado cripto de, no máximo, 5% do seu portfólio.
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