Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Pacote fiscal do governo vira novela mexicana e ameaça provocar um efeito colateral indesejado

Uma alta ainda maior dos juros seria um efeito colateral da demora para a divulgação dos detalhes do pacote fiscal pelo governo

12 de novembro de 2024
7:01 - atualizado às 9:15
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (d)
Enquanto decide o que entra e o que sai do pacote fiscal, o presidente Lula é um dos principais críticos dos juros altos. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta semana mais curta, em razão do feriado da Proclamação da República na sexta-feira, que fechará o mercado brasileiro, iniciamos as atividades com atenção voltada às questões fiscais. A demora na divulgação das medidas de contenção de gastos tem pressionado o mercado, refletindo-se na alta do dólar e nas taxas de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se essa indefinição persistir, não será surpresa se o dólar bater a marca de R$ 6,00, sinalizando um ápice de pessimismo.

As discussões em torno do pacote de cortes de despesas públicas continuaram ao longo do fim de semana, mas, na sexta-feira passada, cresceu a percepção de que o pacote poderá ser apresentado de forma reduzida, transmitindo um sinal negativo ao mercado.

Sentimento de cautela predomina entre os investidores

Enquanto os detalhes e o montante das medidas propostas pela equipe econômica não forem esclarecidos, é provável que o mercado continue em um estado de cautela e incerteza.

O presidente Lula parece demandar mais tempo para analisar as propostas, e ainda não há uma data exata para o anúncio, embora se espere que ocorra antes do início do G20, na semana que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Expectativas de inflação seguem desancoradas

Na ausência de uma política fiscal sólida, o país recorre a uma política monetária mais restritiva, o que justifica o recente aumento da Selic.

Leia Também

Essa decisão foi reforçada pela leitura do IPCA de outubro, que excedeu as expectativas e ultrapassou o teto da meta do Banco Central para o horizonte de 12 meses.

Indicadores qualitativos também trouxeram preocupação, com aumentos nos serviços, nos núcleos e no índice de difusão, evidenciando uma inflação elevada e de má qualidade.

As expectativas inflacionárias permanecem desancoradas, intensificando a pressão sobre a política monetária e reforçando a urgência de implementar medidas fiscais eficazes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fonte: Fundo Versa.

Inflação acima do teto da meta

No cenário econômico atual, a inflação tende a ultrapassar o teto da meta até o final do ano.

A mudança para a bandeira tarifária amarela em novembro poderá oferecer algum alívio, mas a expectativa é que a inflação permaneça acima de 4% nos próximos meses.

O Boletim Focus, que reúne as principais projeções econômicas, reflete essa tendência de deterioração, não apenas para 2024, mas também para 2025 e 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As medianas das previsões para a inflação foram recentemente ajustadas de 4,59% para 4,62% em 2024 e de 4,03% para 4,10% em 2025.

Esses ajustes representam sinais de alerta para o Banco Central, cuja missão inclui o controle da inflação dentro dos limites estipulados.

Fonte: Boletim Focus.

Alta dos juros e ajuste fiscal

Para trazer a inflação de volta ao centro da meta de 3%, será fundamental que o governo adote um ajuste fiscal substancial e que o Comitê de Política Monetária (Copom) continue elevando a taxa de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Francamente, para mim, o impacto fiscal imediato do pacote — entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões — é menos relevante do que a profundidade e a qualidade das medidas a serem implementadas.

Um exemplo de abordagem favorável seria um pacote com impacto fiscal imediato menor, mas estruturado com medidas que realmente contenham o crescimento insustentável da dívida pública no longo prazo.

Esse tipo de pacote tende a ser mais bem recebido do que um de impacto fiscal maior, porém baseado em cortes temporários e com eficácia questionável.

Juros podem subir ainda mais?

Seja como for, sem um suporte robusto de política fiscal, o desafio de ajustar a inflação à meta se torna consideravelmente mais complexo, demandando uma Selic mais elevada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse cenário, o Banco Central poderia ser compelido a intensificar a política monetária, com uma alta de 75 pontos-base já em dezembro, uma expectativa que o mercado já precifica, projetando uma Selic terminal próxima de 14% na ausência de medidas fiscais eficazes.

No entanto, acredito que o governo deva apresentar tais medidas em breve e acalmar as tensões no mercado, o que reduziria a necessidade de juros mais altos.

Ainda assim, novas elevações da Selic no curto prazo parecem prováveis, embora talvez de forma menos agressiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Lições da história recente sobre sorrir ou chorar no drawdown

22 de abril de 2026 - 20:00

O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor

ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder dos naming rights, impasse no Estreito de Ormuz continua e pressiona economia, e o que mais você deve ficar de olho hoje

20 de abril de 2026 - 8:56

O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As aventuras de Mark Mobius, os proventos da Petrobras (PETR4), resultados da Vale (VALE3), e o que mais você precisa saber hoje

17 de abril de 2026 - 8:13

Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados

SEXTOU COM O RUY

A ironia do destino de Mark Mobius: o rali histórico de emergentes que o ‘pai dos emergentes’ não terá chance de ver

17 de abril de 2026 - 6:07

Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia