O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O cenário de riscos ainda tem força e pode continuar pressionando as cotas no curto prazo – lembrando que ainda temos uma sequência de altas de juros contratada –, mas há alternativas para bons retornos
Outubro trouxe um verdadeiro "clima de Halloween" para o mercado de fundos imobiliários. Assim como as histórias de terror que ganham destaque no mês das bruxas, o desempenho dos FIIs foi marcado por sustos e tensões, refletindo um cenário desafiador.
As pressões vindas das altas taxas de juros, incertezas fiscais e volatilidade nos indicadores criaram um ambiente sombrio para os investidores, que viram muitas de suas carteiras amargarem perdas significativas. Esse desempenho, marcado pelo "terror" no mercado, reflete um período de ajustes, com FIIs lutando para manter a atratividade diante das dificuldades econômicas.
Novamente, a questão fiscal foi o ponto mais impactante no mercado doméstico. O governo até prepara um plano de corte de gastos, porém, diante de sinais ambíguos das principais figuras do Executivo, a credibilidade do movimento despencou e o mercado aguarda medidas concretas do Ministério da Fazenda.
Enquanto isso, a taxa de compra do Tesouro IPCA+ 2035 permanece próxima de 6,7% ao ano, bastante restritiva. Com recuo de 3,06% em outubro, o Índice de Fundos Imobiliários (Ifix) acumula queda de 5% nos últimos dois meses e de 7,5% desde a máxima histórica, em abril. Diante da forte correção, o spread do dividend yield do Ifix versus o referencial aumentou consideravelmente, fator importante para percepção de compra.
Obviamente, o cenário de riscos ainda tem força e pode continuar pressionando as cotas no curto prazo – lembrando que ainda temos uma sequência de altas de juros contratada. No entanto, com o forte recuo nas cotações, os múltiplos de lucro e rendimento do Ifix se aproximaram do menor valor desde o 1T23, o que abre margem para compras.
Leia Também
Entre as oportunidades, gostaria de destacar os fundos de papel (CRIs). Em movimento incomum, especialmente em períodos de estresse, a cesta de FIIs de crédito registrou um dos maiores recuos no mês considerando os principais setores do Ifix.
| Setor | Retorno em outubro |
| Papel | -2,9% |
| Lajes Corporativas | -2,5% |
| Logística | -3,0% |
| Shoppings | -3,0% |
Em nossa percepção, dois fatores influenciaram esta performance negativa, que é puxada pelas carteiras de crédito indexadas à inflação. O primeiro seria o impacto da maior inclinação da curva de juros de médio / longo prazo, que pressiona a marcação a mercado dos títulos.
Em seguida, tivemos pontualmente uma migração de capital ativos pós-fixados. Além da projeção de elevação do CDI, a correção monetária dos títulos indexados à inflação foi menor no último trimestre – muito em função da deflação de agosto –, causando um breve recuo nos rendimentos de alguns FIIs.
Evidentemente, a previsibilidade de uma evolução na saúde fiscal do país é baixa, portanto, o componente macroeconômico não é um gatilho claro para posicionamento em ativos de risco. Ou seja, o recuo nas taxas de juros de longo prazo não é evidente, apesar de necessário.
Ainda assim, com fundos high grade concentrados em IPCA+ apresentando spreads entre 200bps a 300bps sobre o referencial, há uma boa margem de segurança para os investidores, por mais que o curtíssimo prazo registre um breve recuo nos proventos.
Para um horizonte de investimento de médio prazo, entendemos que esta seja a maior oportunidade no universo de FIIs neste momento, ao lado de fundos de tijolo de qualidade.
Antes de passar para as mudanças do mês, gostaria de abordar brevemente um tema envolvendo o mercado imobiliário pouco comentado no universo de FIIs.
Na segunda-feira (28), a Fundação Getulio Vargas divulgou o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-M) de outubro, que registrou alta de 0,67%, acima das estimativas do mercado (0,55%). No acumulado de 12 meses, o indicador bateu 5,72%.
Há uma tendência de aumento de custos no setor, impulsionada pelos materiais para estrutura, em especial nas linhas de concreto e aço. Em São Paulo, principal praça de atuação de FIIs e incorporadoras, a variação do INCC foi de 0,90% em outubro.
Até aqui, o indicador permanece em nível controlado, dentro do orçamento do mercado. Contudo, caso esse movimento de alta ultrapasse as estimativas, especialmente nos componentes estruturais (influenciados por motivos tributários e globais), provavelmente teremos consequências para os players do setor.
No segmento residencial, maior representante da indústria de CRIs, já enxergamos potenciais riscos envolvendo a demanda, fundamentada pela alta dos juros e pelas restrições da caderneta de poupança. Um impacto negativo nas margens, influenciada pelo incremento dos custos, certamente seria prejudicial para o mercado.
O RBR Rendimento High Grade é um fundo de crédito imobiliário com mandato flexível, isto é, pode investir em operações indexadas tanto ao IPCA quanto ao CDI, o que garante uma maior flexibilidade para a gestão passar por diferentes cenários.
Sua carteira de CRIs é diversificada em 41 ativos, sendo 92% deles high grade (baixo risco de crédito), com classificação maior ou igual a “A” e um loan to value (LTV) médio de 57%.
A gestão é bem criteriosa na seleção dos investimentos, buscando, além de altos ratings, ofertas destinadas a investidores qualificados (trazendo acessibilidade a esses produtos para investidores comuns) e com preferência por emissões ancoradas pela própria RBR. Cerca de 85% das garantias estão localizadas no Estado de São Paulo.
Conforme o relatório gerencial de agosto, o fundo possui uma maior exposição à inflação, que representa 92% dos CRIs e uma pequena parcela atrelada ao CDI: 8% da carteira. Em termos de spread, encontramos taxas a mercado de IPCA + 8% e CDI + 2,6% ao ano, respectivamente.
O RBRR11 apresenta um desconto representativo para a categoria em relação ao valor patrimonial, na casa de 8%, patamar de preço que consideramos como um ponto de entrada interessante para suas cotas.
Se considerarmos a tabela de sensibilidade disponibilizada pela gestão, seu portfólio de CRIs apresenta um spread de 3% sobre a taxa de referência, fator incomum para um fundo high grade. Com dividend yield de 11,2%, as cotas do FII surgem como oportunidade neste momento de estresse.
Abraço,
Caio
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas