🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Goldilocks: a economia americana ‘nem tão aquecida, nem tão parada’ está sob risco?

Confira a edição de 14 de fevereiro do Diário de Bordo, sobre os últimos movimentos nos mercados internacionais.

14 de fevereiro de 2024
15:46 - atualizado às 11:01
renda extra estratégia eua

Enquanto o Brasil vivia os bloquinhos e o trânsito do Carnaval, lá fora os investidores voltaram a se preocupar com dados econômicos. No Reino Unido, o crescimento do PIB do quarto trimestre frustrou mais uma vez (+0,13% na comparação anual), enquanto a inflação não saiu da casa dos 4%. Nos EUA, o CPI do mês de janeiro acima do esperado (0,3% vs 0,2%) fez com que as taxas de juros disparassem. No pregão de ontem (13), o treasury com vencimento em 10 anos voltou a encostar nos 4,31%…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há apenas seis semanas, os prognósticos dos investidores quanto à dinâmica inflacionária eram bem otimistas. A queda dos preços em curso seria suficiente para que o processo de afrouxamento monetário viesse mais cedo, mais especificamente na reunião do Fed que acontece em março. Entretanto, passados os discursos mais recentes de Jerome Powell e as leituras positivas provenientes dos indicadores da economia americana, a mudança de rota das expectativas ficou mais do que evidente.

Agora, a matriz de probabilidades aponta que o ciclo de queda de juros nos EUA só será iniciado na metade do ano, exatamente no momento em que a base comparativa do crescimento econômico ficará um pouco mais difícil e quando os preços se mantiverem mais estáveis. Se esta variante se firmar como o cenário base, as releituras sobre os portfólios que vigorarão daqui para frente começarão a tomar corpo.

Em primeiro lugar, nessa vertente, o dólar voltaria a se fortalecer frente às moedas dos demais países. A fraqueza (ou anemia) econômica generalizada, inibiria a dispersão de recursos pelos demais mercados globais. Um dólar mais valorizado, por sua vez, coloca os países europeus sob xeque e dificulta a vida dos chineses, ao passo que, para manter a paridade cambial, os estímulos fiscais precisariam ser ainda mais vultosos. 

Em segundo lugar, as commodities também continuariam a sofrer, diante da redução das expectativas de crescimento global que adviriam desta leitura. Aqui temos talvez a contradição, já que preços de matérias primas em baixa deveriam implicar em queda da inflação. Acontece que o efeito do dólar mais forte acabaria por sobrepujar este movimento, pelo menos no curto prazo, e em especial para as economias mais fracas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante desses dois vetores, a direção dos recursos dos investidores deveria se dar para as ações ligadas aos setores mais resilientes da economia, aquelas que conseguem captar em seus números um ambiente mais inflacionário, que possuem uma boa estrutura de capital, ou que ainda sejam capazes de gerar fortes volumes de fluxo de caixa (hoje, sabemos bem quem são estas empresas).

Leia Também

Parte desse movimento já está acontecendo. Os recursos fluíram para os EUA e as bolsas americanas abriram uma diferença enorme para as demais. A métrica interessante desse movimento recente é que noutros setores fizeram parte da alta. Se tomarmos como base os últimos três meses, praticamente todos os ETFs setoriais americanos apresentaram retornos positivos. Os destaques (pasmem) vieram do setor financeiro, consumo discricionário e saúde, que sustentaram valorizações parecidas com os setores de tecnologia e comunicações. Essa maior dispersão dos retornos mostra que, aos poucos, a busca por oportunidades também começa a aparecer em outros segmentos.

Gráfico 1 — Desempenho dos ETFs setoriais das Bolsas americanas nos últimos 3 meses. Fonte: Koyfin.

Para mim este apetite deixa claro que os investidores estão se movendo para além do macroeconômico. Estão deixando de lado os pregos e parafusos que balizam as políticas fiscais e monetárias, e estão se atentando aos lucros das empresas e aos negócios que dali podem gerar retornos em excesso para os seus portfólios. O apetite pelo risco e o refinamento das análises estão voltando a tomar corpo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como havia pontuado no Diário de Bordo do dia 1 de fevereiro — , os juros mais elevados simplesmente reorganizam as ideias, os racionais de investimento e dão sinais para os investidores de quais as empresas que serão capazes de prosperar no mundo competitivo atual. Na teoria, esse é um processo lento. Na prática, o mercado acionário dispara para cima com um foguete, para depois se ajustar. Deixar de aproveitar esse salto é um erro que não pode ser cometido. Como já diria George Soros: “quando eu vejo uma bolha se formando, eu corro para comprar…”.

A performance dos mercados em fevereiro e as adaptações nas carteiras

Neste carnaval, ficar observando os pregões lá de fora sem poder mexer nos fundos foi algo complicado. Senti-me como a personagem Buck, da série Mestres do Ar da Apple TV, no comando do seu B-17 enquanto cruzava os céus alemães em plena Segunda Guerra (com as devidas proporções, logicamente). O tiroteio nas bolsas internacionais nesses últimos dois dias foi intenso e trouxe todo o tipo de sentimento para os investidores globais.

Sem a bolsa brasileira para guiar os ativos locais, as ADRs caíram. O ajuste vai ser feito no pregão reduzido de hoje — quarta-feira (14). A forte alta do dólar frente às moedas globais acabou por sufocar o apetite ao risco por ativos dos países emergentes. O Nasdaq ainda se destaca, com alta superior aos 3%, enquanto a grande (e contínua) surpresa tem sido a Bolsa japonesa, cujo índice Nikkei 225 sobe inebriantes 14% no ano. 

Também não podemos esquecer o Bitcoin, que arrancou nada menos que 21% no mês (considerando o preço de hoje cedo — US$ 51.558,00) e viu seu valor de mercado ultrapassar a marca do US$ 1 trilhão. Conforme esperávamos, a participação dos investidores institucionais têm avançado a passos largos, aspecto que pode ser visto pelo volume de recursos captado pelo ETF da BlackRock, o IBIT. Passado um mês do seu lançamento, o seu patrimônio líquido se multiplicou por quatro e alcançou a marca dos US$ 5,2 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gráfico 2 — Dinâmica de preço, captação e AUM do IBIT. Fonte: Koyfin.

O comportamento dos criptoativos tem sido extremamente favorávelis para o desempenho dos nossos fundos ligados à tese (Empiricus Criptomoedas, Empiricus Cripto High Beta, Empiricus Coin Cripto). O bom desempenho das principais moedas digitais tende a se dispersar para os demais protocolos, cujas apostas se fazem presentes nas carteiras. Dada a força do pulso de liquidez, e o desejo dos investidores globais em colocar um pé nesses ativos, talvez, o cenário dos US$ 70 mil por unidade do Bitcoin descrito no Outlook 2024 seja atingido bem antes do esperado.

Em resumo, os goldilocks parecem mantidos. Podem até deter um outro formato, com um pouco mais de juros e inflação. Mas o lado microeconômico deve dar o seu tom. Vamos em frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Forte abraço,

João Piccioni

PS1. Na semana passada, divulgamos a segunda carta trimestral do fundo Empiricus Tech Select FIA. Nela, abordamos um pouco da história da tecnologia, questões envolvendo a Inteligência Artificial, as decisões de gestão e breves comentários sobre as teses de investimentos presentes na Carteira. Não deixe de ler! Acesse a carta aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar