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Manter os juros altos agora não apenas ajudaria a reancorar as expectativas de inflação, mas também permitiria uma política monetária mais flexível no futuro
Após a confusão gerada pelo último Comitê de Política Monetária (Copom) devido à comunicação de sua decisão, é natural que haja maior ansiedade e precaução em relação à reunião desta semana.
O Copom começa hoje e será concluído amanhã, após o fechamento do pregão.
Mais do que a decisão em si, o mercado espera um comunicado claro e assertivo, que não dê margem a múltiplas interpretações.
O Brasil atravessa um período de grande estresse.
As normas fiscais apresentavam inconsistências desde o início e sua duração surpreendentemente curta evidenciou suas falhas.
Ao que tudo indica, o ajuste fiscal baseado no aumento de arrecadação atingiu seu limite.
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Empresários se mobilizaram e o Congresso percebeu a urgência da situação.
O mercado manifestou seu desconforto com os níveis de preços dos ativos, com o real sendo uma das moedas de pior desempenho global em 2024, além da queda na Bolsa de Valores.
Diante da inviabilidade do modelo atual, precisamos mudar, mesmo que sejam apenas pequenos ajustes no curto prazo.
Sem espaço para aumentar receitas, enfrentamos uma escolha crítica: ou reduzimos os gastos, ou abandonamos qualquer tentativa de ajuste fiscal.
Por isso, a crescente incerteza fiscal e a deterioração dos ativos domésticos, especialmente o real, devem elevar a cautela entre os membros do Copom.
O Banco Central (BC) corre o risco de entrar em um novo ciclo vicioso, especialmente com a predominância de indicados pelo presidente Lula no Copom até o final do ano.
A configuração dos votos no último encontro do Copom foi problemática, pois os quatro votos a favor de um corte de 50 pontos-base nos juros vieram dos diretores indicados pelo governo Lula.
Embora fosse possível justificar um corte de 0,50 ponto percentual, a comunicação precisava ser mais precisa e acertada.
Com consequência, a credibilidade do BC foi questionada após a votação dividida na reunião de maio, o que reforça a importância de uma decisão unânime agora. Ou seja, além de ser conservadora, a decisão precisa ser de comum acordo.
Há uma preocupação no mercado financeiro sobre a possível repetição dos problemas enfrentados durante a administração de Dilma Rousseff.
Naquela época, uma série de reduções na taxa de juros levou a expectativas inflacionárias que ultrapassaram as metas estabelecidas.
Nesse contexto, é apropriado falar em "crise" de credibilidade atualmente, e o BC não pode ser eximido de sua parcela de responsabilidade.
A unanimidade entre os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para manter a taxa Selic em 10,50% na reunião de quarta-feira poderia marcar um passo importante na recuperação da confiança na instituição.
Pausar o ciclo de reduções na taxa de juros agora poderia responder eficazmente ao desalinhamento das expectativas inflacionárias e às incertezas do mercado sobre o compromisso da futura administração do Banco Central com a meta de inflação.
É fundamental não interpretar mal minha posição: acredito que haverá novas reduções nas taxas de juros, mas estas devem ocorrer mais adiante, e não de imediato.
Para que essa medida seja viável, é necessário que ocorra uma redução nas taxas de juros nos Estados Unidos, o que é esperado para o segundo semestre deste ano, além de uma política fiscal mais coerente e minimamente responsável.
É válido questionar os altos níveis dos juros no Brasil. No entanto, uma redução forçada da Selic poderia, paradoxalmente, resultar em taxas ainda mais altas no futuro.
Se as expectativas de inflação estão aumentando, os agentes econômicos antecipam o crescimento dos preços futuros, alimentando a inflação presente.
A combinação de uma política fiscal excessivamente permissiva e uma política monetária que seja subserviente ou excessivamente arriscada leva à valorização do dólar.
Esse aumento afeta inicialmente os preços dos produtos importados e, posteriormente, se propaga ao restante da economia através do efeito da variação cambial.
Diante dessa situação, o Banco Central é compelido a responder, resultando eventualmente em um aumento das taxas de juros.
Recentemente, Fernando Haddad e Simone Tebet propuseram uma ampla revisão das despesas públicas, uma iniciativa que inicialmente foi recebida com otimismo, mas que rapidamente perdeu força com falas estranhas do presidente Lula e de seu partido.
Para implementar políticas sociais eficazes, é essencial que as finanças públicas estejam organizadas.
Se nosso objetivo é alcançar taxas de juros mais baixas, é crucial garantir que o BC opere de maneira estritamente técnica e cautelosa.
Funciona paradoxalmente como um conservadorismo necessário.
Isso não apenas ajudaria a reancorar as expectativas inflacionárias, mas também permitiria uma política monetária mais flexível no futuro.
O caminho até lá, porém, apresenta desafios significativos.
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