🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bragadino, a alta de preços e a fantasia de uma riqueza imediata

6 de março de 2024
9:41 - atualizado às 11:01
ação, acoes-moedas-valorizacao

Com o avanço das grandes navegações no século XVI, Veneza, que já foi a cidade-estado mais próspera e rica do Ocidente, começava a ver seu poder ser tolhido. A descoberta de rotas alternativas para o Oriente e a exploração das terras do Novo Mundo levaram a uma mudança importante no fluxo de capital na Europa. Predestinados a uma crise econômica, com a quebra dos seus bancos e a falência das famílias nobres, seus cidadãos se viam em busca de algo que pudesse recuperar as glórias do passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eis que no horizonte, surge uma figura misteriosa, dotada da capacidade de transformar minerais sem valor em ouro. O alquimista, conhecido pelo nome de Bragadino, trouxe para a cidade-estado a esperança de que os dias de riqueza voltassem a reluzir. Como todo bom trambiqueiro, Bragadino usufruiu durante anos das benesses promovidas pelo governo veneziano, prometendo em contrapartida a produção infindável de ouro.

Sua promessa ainda guardava requintes de crueldade. Ele dizia que a produtividade da substância que transformava os minerais em ouro aumentaria conforme o tempo de descanso, ou seja, quanto mais tempo fechada a quatro chaves, maior a sua capacidade de produção de ouro. 

O poder de Bragadino calcado na fantasia de uma imensa riqueza somente aumentava, até que os questionamentos dos senadores vênetos saíram do controle. Do dia para a noite, o alquimista decidiu “deixar” de prestar seus serviços à Veneza, sinalizando a falta de paciência dos seus governantes. Deixou a cidade e partiu para Munique, onde repetiu o mesmo feito, agora sob a égide do Duque de Baviera.

Quando a euforia atrapalha a construção de teses de investimentos

O trecho acima foi inspirado no capítulo 32 do livro de Robert Greene, 48 Leis do Poder. Nele, o autor procura associar o exercício do poder por meio da criação de uma aura fantasiosa. “Vender um sonho” talvez seja a melhor forma de alguém controlar ou manipular o comportamento de pessoas, ou quiçá, investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quantas vezes já nos deparamos com os preços de ativos que avançam subitamente e que nos fazem sonhar com a prosperidade imediata?

Leia Também

Por vezes, no trabalho de Gestão de Recursos, separar as ideias fantasiosas daquilo que realmente funciona é difícil. Especialmente quando a euforia ofusca a construção das teses de investimento. Nesse ambiente, o uso de respostas simplistas para justificar as posições ganha força e os processos decisórios perdem qualidade. 

Para se evitar isso, é preciso sempre recobrar a consciência. As mesmas perguntas precisam ser feitas e repetidas diversas vezes: será que há uma repetição do comportamento passado dos investidores? Até onde o movimento do ativo está calcado nos seus fundamentos? E do lado da macroeconomia ou da política monetária, será que haverá algum efeito de segunda ordem que precise ser levado em consideração?

As respostas para essas perguntas deveriam ser suficientes para retirar a aura do ativo supremo. Afinal, de contas ele não existe e, às vezes, isso é descoberto a duras penas. Tais quais os cidadãos de Veneza anuviados pela promessa de Bragadino, os investidores (ou gestores) que se veem dominados pelas amarras da hipótese dos retornos ilimitados tendem a fazer más escolhas na construção dos seus portfólios e acabam ficando somente com o pó em suas mãos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como os mercados têm andado em março e os ajustes nas carteiras

Os primeiros pregões de março ainda são incapazes de delinear a tendência dos mercados para o mês. De relance, o sentimento é de que o ímpeto comprador dos investidores parece ter arrefecido. Nada muito anormal, dado o forte movimento das Bolsas internacionais nos últimos meses.

Até o fechamento desta edição, o índice S&P 500 ainda se mantinha acima dos 5 mil pontos e a perda do mês era de apenas 0,2%. O Nasdaq sofria um pouco mais (-0,8%), devido às quedas mais intensas das ações da Apple (-5,8%), Alphabet (-4,1%) e Tesla (-10,45%). A percepção é de que as três perderam o “appeal” que justificava as presenças entre as magnificent seven.

Apesar de as posições de Apple e Google estarem presentes no Tech Select, tecnicamente estamos vendidos, dada as alocações em opções de venda. Tal mecanismo acabou por proteger o portfólio e, até o fechamento de segunda-feira (4), o fundo ainda se valorizava 1,15% no mês. No ano, o retorno alcançado é de 15,7%.

Lá fora, os dados provenientes da economia americana ganharão os holofotes a partir da semana que vem. A preocupação dos investidores será a mesma de fevereiro e está relacionada aos preços da economia. A inflação mais resiliente tem segurado os juros em um patamar mais elevado e dificultado a vida de Jerome Powell e seu time.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E no Brasil?

Por aqui, a discussão é parecida. Roberto Campos Neto reafirmou a rota da queda da Selic: mais duas reduções de 50 pontos base e depois uma releitura do cenário. Do nosso ponto de vista, a redução continuará neste mesmo passo, especialmente se o ciclo de queda de juros nos EUA se iniciar.

Do lado da renda variável brasileira, não há grandes novidades. Os resultados trimestrais começaram a ser divulgados, mas ainda não foram suficientes para trazer ânimo para os investidores locais. Nessa semana, a Petrobras divulgará seus resultados e deve trazer um pouco mais de volatilidade para o mercado (clique aqui para acessar a análise dos números de PETR4 na próxima sexta, 8 de março). 

Por fim, vale mencionar a fortíssima arrancada do bitcoin, que superou brevemente suas máximas históricas ao tocar a casa dos US$ 69 mil. O fluxo constante de investidores institucionais para o criptoativo se mostrou clara nas últimas semanas. No outro espectro, também vale mencionar a forte alta recente do ouro, que alcançou a marca dos US$ 2.150 a libra-onça. A corrida para os ativos de reserva de valor só parece estar no começo e está alinhada com a nossa visão apresentada no Outlook 2024.

Forte abraço,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

João Piccioni

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar