🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

DE OLHO NO AGRO

Preocupado com a “crise no agro”? BB Investimentos revela uma ação que pode subir quase 70% até 2025 mesmo com o momento difícil para o setor

Na avaliação do banco, a companhia representa uma “oportunidade interessante” em uma empresa bem posicionada para manter um crescimento sustentável e rentável

Camille Lima
Camille Lima
8 de outubro de 2024
10:31
Boa Safra SOJA3
Imagem: Boa Safra / Divulgação / Instagram

Quem investe em ações do agronegócio tomou um susto nas últimas semanas, com notícias de calotes e recuperações judiciais se espalhando pelo setor como ervas daninhas. Mas o “efeito cascata” não assusta o BB Investimentos (BB-BI), que acaba de iniciar a cobertura de uma das principais empresas brasileiras no setor de sementes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os analistas, uma janela de compra acaba de abrir para as ações da Boa Safra (SOJA3). O BB-BI fixou um preço-alvo de R$ 20,80 para o fim de 2025. 

A cifra implica em um potencial de valorização de 68% em relação às cotações de SOJA3 no último fechamento. 

Na avaliação do banco, a companhia representa uma “oportunidade interessante para os investidores que buscam uma empresa sólida e inovadora no setor agrícola, e bem posicionada para manter um crescimento sustentável e rentável nos próximos anos em um mercado promissor”.

Vale destacar ainda que a Boa Safra foi uma das poucas ações que estrearam na B3 na última safra de 2021 e que conseguiram registrar um desempenho acima do Ibovespa desde o IPO.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os papéis SOJA3 acumulam ganhos de 30% desde a abertura de capital, contra alta de 9% do Ibovespa no mesmo período. A companhia hoje é avaliada a pouco mais de R$ 1,6 bilhão.

Leia Também

“Esse desempenho reflete, em nossa visão, uma boa execução desde a abertura do capital, envolvendo uma estratégia acertada de investimentos em biotecnologia e expansão de capacidade”, afirmaram os analistas.

Otimismo com a Boa Safra em meio à “crise no agro"

Na avaliação do BB Investimentos, o atual preço das ações da Boa Safra na bolsa não reflete o valor justo da companhia, o que abre um “potencial de valorização interessante”. Desde o início deste ano, as ações recuaram mais de 20% na B3.

Para o BB Investimentos, o setor de insumos agrícolas vivencia um momento mais delicado. Entre os motivos, estão:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • A queda do poder de consumo do produtor rural devido ao aumento dos preços dos insumos em razão da Guerra da Ucrânia;
  • A queda dos preços das commodities nos últimos dois anos; e 
  • A mais recente quebra da safra 2023/24 por conta dos efeitos climáticos do El Niño. 

“Esse cenário levou os produtores rurais a reduzirem a aquisição de insumos agrícolas a apenas ao essencial, além de adiar a compra de itens cuja importância para a produtividade não seja tão clara, o que ocasionou pressão sobre os resultados dos ofertantes de insumos agrícolas”, afirmou o banco.

Esse cenário hostil se refletiu no desempenho das ações SOJA3. Porém, os analistas avaliam que a Boa Safra tem reportado resultados positivos, especialmente nas linhas de rentabilidade e de geração de caixa realizadas em 2023.

“Ainda que o cenário de curto prazo seja mais desafiador, vemos a Boa Safra em uma situação diferenciada de seus pares”, escreveram os analistas, em relatório.

Um dos motivos é a disponibilidade de caixa e a alavancagem financeira baixa da Boa Safra, que a coloca em uma “posição confortável para manter os investimentos acelerados e ou até mesmo se aproveitar de oportunidades de M&A que venham a surgir”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, os produtores rurais também aumentaram a importância dada aos investimentos em sementes de qualidade para elevar a produtividade da lavoura e contribuir para equalizar suas contas em um momento de queda nos preços das commodities — o que beneficia a Boa Safra (SOJA3).

O que o BB Investimentos vê nas ações da Boa Safra (SOJA3)

A tese de investimentos do BB Investimentos na Boa Safra (SOJA3) é baseada também na perspectiva de “captura do seu potencial de crescimento”.

Segundo os analistas, hoje a empresa encontra-se em uma fase do ciclo de vida marcada pela intensificação dos investimentos para elevar a participação de mercado e se tornar mais relevante no mercado de sementes.

Só para este ano, a companhia já aprovou investimentos de pelo menos R$ 140 milhões. No entanto, o BB-BI prevê uma média de R$ 200 milhões ao ano até 2027 na expansão de projetos existentes e novos projetos, com a redução do ritmo de investimentos a partir de 2028.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o banco, esse potencial de expansão será capturado através do aumento da área de plantio e da capacidade instalada para soja, o que permitiria o avanço da escala da e captura de ganhos por meio da diluição de custos fixos e maior rentabilidade.

Outra alavanca de crescimento é a ampliação da operação com sementes de outras culturas além da soja. A diversificação permitiria ganhos de eficiência com o aumento da utilização da capacidade instalada e da rede de distribuição.

De olho nas finanças

A consolidação do mercado de sementes, atualmente bastante pulverizado, também seria fundamental para a expansão da Boa Safra, tanto de forma orgânica quanto por meio de fusões e aquisições (M&As).

Na visão do banco, a companhia hoje possui um patamar de alavancagem financeira  “bastante confortável para realização de operações de M&A que eventualmente surjam” sem ultrapassar a marca de 2 vezes a relação dívida líquida sobre Ebitda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado do faturamento, os analistas projetam um crescimento da receita de sementes de soja, resultado da elevação da área plantada no Brasil e do aumento da capacidade instalada da companhia, além do avanço da contribuição de outras culturas como na receita total.

O BB Investimentos também projeta a elevação da margem Ebitda ao longo dos próximos anos devido a fatores como o aumento da participação de sementes com TSI — tratadas com tecnologia de tratamento de sementes industrializado — nas vendas totais e a maior utilização da capacidade instalada.

Os analistas ainda preveem novas chuvas de proventos na conta dos acionistas daqui para frente. Ainda que o estatuto da Boa Safra estabeleça o pagamento mínimo de 10% em dividendos, o banco projeta distribuições em torno de 30% até 2027 e elevação a partir daí, diante do aumento na geração de caixa da companhia.

Segundo o BB-BI, o caixa mais robusto “deve permitir desembolso suficiente tanto para os investimentos projetados, como para a distribuição de lucros via juros sobre o capital próprio”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há riscos no radar

Apesar do otimismo, ainda há riscos no radar dos analistas. Segundo o banco, as mudanças climáticas se apresentam hoje como uma das principais preocupações em relação ao futuro da Boa Safra (SOJA3).

Afinal, as lavouras dos produtores rurais estão sujeitas aos fenômenos extremos, como secas ou excessos de chuvas, que podem afetar a qualidade das sementes e os resultados da Boa Safra.

Além disso, de acordo com o BB-BI, a Boa Safra ainda tem forte dependência de poucos fornecedores  de variedades de sementes com aprimoramento genético.

“Qualquer falha no fornecimento dessas sementes, seja em decorrência da descontinuação de sementes matrizes, não adoção de novas gerações de sementes geneticamente modificadas pelos produtores, ou ainda pela rescisão, não renovação ou até mesmo uma renovação em termos desfavoráveis à Boa Safra dos contratos de licenciamento para produção e comercialização das sementes, poderá gerar impacto negativo nos resultados da companhia.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O aumento da competição nesse mercado pulverizado de sementes também poderia pressionar a Boa Safra. 

Isso porque a companhia está sujeita ao fortalecimento da posição competitiva de empresas concorrentes, inclusive com acordos de exclusividade com os atuais fornecedores ou produtores integrados da companhia. 

É preciso destacar que os contratos com os produtores integrados são fechados por safra — ou seja, com a vigência de apenas um ano —, sem exclusividade entre eles. 

Isso significa que a Boa Safra está sujeita a não renovação dos contratos para safras futuras ou até mesmo maior competição por produtores integrados na região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A volatilidade dos preços de insumos para tratamento das sementes e nos preços das próprias sementes e das commodities também podem afetar negativamente o resultado da companhia. 

“Elevações inesperadas nos preços de insumos podem prejudicar o resultado da companhia diante da impossibilidade de repasse imediato da elevação dos custos ao consumidor”, afirmaram os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar