O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ao Seu Dinheiro, os gestores Matheus Tarzia e Mario Schalch revelaram as perspectivas para a bolsa, juros e dólar — e os principais riscos para a economia brasileira
Detentor da coroa de melhor investimento de agosto, o Ibovespa enfrentou forte volatilidade depois de bater uma sequência de recordes no mês passado. Para boa parte dos "tubarões" da Faria Lima, a bolsa tem pouco espaço no curto prazo para novos voos, mas a Neo Investimentos segue com uma visão positiva para a bolsa.
Para Matheus Tarzia, sócio e gestor de ações da Neo — que atualmente administra quase R$ 7 bilhões em ativos —, ainda há espaço para uma valorização da ordem de 10% da bolsa brasileira até o fim do ano.
Considerando o patamar atual do principal índice de ações da B3, essa alta levaria o Ibovespa para algo próximo dos 145 mil pontos, projetou o gestor em entrevista ao Seu Dinheiro.
Na visão de Tarzia, a “pernada” do Ibovespa em agosto pode ser atribuída à retomada parcial do apetite dos investidores estrangeiros pela bolsa.

No entanto, os investidores locais ainda não estão tão otimistas com o mercado acionário brasileiro — e mesmo de olho nos gringos, o mercado encontra-se “muito leve”, com poucas pessoas compradas em ações, segundo o gestor.
“Os investidores estrangeiros foram os grandes compradores, então vimos um fluxo relativamente mais forte para a bolsa que o normal. Isso já foi suficiente para dar um pontapé inicial no Ibovespa. Mas os locais ainda não estão muito animados”, disse.
Leia Também
“Assim que os gringos voltarem para a bolsa e o investidor local se sentir confortável com o fiscal e os juros para aumentar a posição — que realmente está muito baixa —, podemos ver um movimento maior de alta da bolsa.”
É preciso destacar, porém, que a visão otimista da Neo Investimentos para o principal índice de ações da B3 está condicionada a uma melhora do cenário macroeconômico local e internacional.
A Neo Investimentos atualmente possui três investimentos principais em ações brasileiras.
O primeiro deles é a construtora de baixa renda Cury (CURY3), que deve vivenciar um crescimento importante daqui para frente, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida (MCMV).
“É um setor que está crescendo muito enquanto gera caixa, e a Cury é uma ação boa que ainda tem uma expectativa de valorização futura. Na nossa visão, a empresa deve continuar com desempenho robusto e distribuindo bons dividendos”, disse o gestor de ações.
Outra dupla que figura entre as maiores posições da Neo na bolsa brasileira pertence ao setor elétrico: a Eletrobras (ELET3) e a Equatorial (EQTL3).
“Temos expectativa de que o preço de energia elétrica fique pressionado, o que seria benéfico para a Eletrobras, já que ela é uma grande geradora de energia. Já a tese da Equatorial é baseada na disciplina e alocação de capital da companhia, além do potencial de valorização pelo investimento que fizeram na Sabesp recentemente.”
Para Mario Schalch, sócio fundador e gestor da visão macroeconômica da Neo, atualmente existem muitos ruídos em duas variáveis importantes para o mercado brasileiro: a política monetária e a fiscal.
“É um ruído bem maior do que eu costumo ver em outros países, e isso deve levar a um aumento de juros no Brasil neste mês de setembro já sinalizado pelo Copom para controlar a inflação. Mas com o decorrer do tempo, essa medida deve levar a visões mais positivas para o mercado local, especialmente em relação a juros e ao mercado de câmbio”, disse ao Seu Dinheiro.

Outro grande fator de risco para a bolsa brasileira é o futuro das eleições nos Estados Unidos.
“O cenário externo traz ventos favoráveis no curto prazo, mas a eleição americana é um foco de volatilidade, especialmente se Donald Trump for vencedor, porque ele é um indivíduo pouco previsível”, afirmou Schalch.
“A bolsa e os ativos de risco não gostam de imprevisibilidade, e se tem uma coisa que não ajudaria a performance desses investimentos seria uma pessoa pouco previsível como presidente dos Estados Unidos. A entrada da Kamala na Casa Branca traria um risco um pouco menor, porque há a visão de que seria mais do mesmo.”
Na visão da Neo Investimentos, a trajetória dos juros no Brasil deve ser de alta até o fim do ano. A gestora prevê apertos de 0,25 ponto percentual na Selic a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.
Se a projeção se materializar, os juros sairiam dos atuais 10,50% ao ano para a marca de 11,25%.
“Surgiram vários ruídos, mas a sinalização do Banco Central é que o BC fará o que for preciso para fazer a inflação convergir para perto da meta de 3%. Uma alta de juros em setembro seria mais uma indicação de que existe uma concordância em relação ao que ser feito em termos de política monetária”, afirmou Schalch.
“A política monetária será apertada enquanto não enxergarmos uma desaceleração mais forte de atividade e de emprego e um câmbio mais baixo, que permitam projeções de inflação mais baixas do que existem.”
O gestor ainda acredita que há espaço para uma apreciação do real nos próximos meses. “A moeda brasileira tem potencial para uma performance boa em relação ao dólar”, afirmou.”
Em meio ao início do relaxamento monetário nos EUA combinado ao novo ciclo de alta de juros por aqui, a moeda norte-americana pode chegar a R$ 5,30 no fim deste ano, nas projeções da gestora.
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities
CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce